Arquivo do autor:Leonardo Sacco

Um belo cala a boca

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O esporte cala nossas bocas como ninguém, amigos leitores. Quando menos esperamos, vem ele, todo pomposo, e coloca um belo de um cala boca em todos nós. Apostas, indicações, conversas, peitos estufados, alegrias e até dignidade são devidamente colocadas na lixeira. Nada sobrevive ao maior clichê do esporte: o que ele é uma caixinha de surpresa.

Todo clichê mostra, sem sombra de dúvidas, uma verdade. Mas, no esporte a coisa fica impressionante, meus amigos. Digo isso pois minha cara está no chão quando falamos do assunto NBA. Mais especificamente quando falamos da famigerada conferência Oeste. Ah, amigos leitores, essa conferência acabou com minhas mirabolantes previsões do já longínquo início da temporada regular.

Comecemos, obviamente, pelo começo. Ou pela parte de baixo do mapa dos Estados Unidos, mais especificamente no Texas. Casa das minhas duas maiores furadas. A primeira, como vocês já devem ter concluído, se chama San Antonio Spurs. Apostei seco que iríamos fazer a final de conferência com o Los Angeles Lakers. Hoje, como bem sabem todos, o Spurs já está fora e o Lakers, acreditem, está sofrendo um bom bocado para encarar o bom Houston Rockets.

Muito próximo de San Antonio está Dallas, cidade do Dallas Mavericks, minha segunda “decepção”. Pois é, eu não acreditava nada mesmo no maior rival do meu Spurs. E foram bem eles que nos tiraram da competição. Chegarão às finais? Aposto – com todo o medo do mundo – que não. Não devem passar por aquela que é, de longe, minha maior surpresa.

Denver Nuggets. Esse nome não sai da minha cabeça nos últimos tempos. Quando ainda no começo da temporada eu lia esse nome, tinha a plena certeza de que… eles não estariam nem na pós-temporada. Uma baita troca, um armador decente e pronto, o time é o melhor do Oeste na presente fase. Tem banca, acreditam alguns, para desbancar o todo poderoso Lakers.

Eu? Eu não duvido de mais nada. O esporte tem calado minha boca demais…

“Caminhada do Spurs ainda continua”, diz ex-auxiliar

Desempregado desde sua demissão do Oklahoma City Thunder, o treinador PJ Carlesimo afirma ter para a próxima temporada algumas propostas em sua mesa para voltar a dirigir uma franquia na NBA. Esse seria, segundo ele mesmo, o motivo de sua recusa em retornar ao banco do San Antonio Spurs para auxiliar o técnico Gregg Popovich, função essa que o atual treinador sabe muito bem fazer, devido aos anos que passou como auxiliar em San Antonio. Anos esses que fazem com que Carlesimo acredite que a derrota prematura para o Dallas Mavericks na primeira rodada da pós-temporada não tenha colocado fim aos planos do time texano.

Ex-auxiliar de Popovich, Carlesimo acredita no projeto do Spurs (ESPN.com)

Ex-auxiliar de Popovich, Carlesimo acredita no projeto do Spurs (ESPN.com)

“Conheço bem a estrutura do Spurs e posso afirmar com certeza que a trilha deles ainda não está completa. Gregg é muito inteligente e conta com os melhores profissionais ao seu lado. O projeto deles é grandioso”, afirma Carlesimo. “Existe, é claro, pelo meu lado, um carinho muito grande pelo time e acho que isso é recíproco. Mas acho que não é hora de voltar. Quero trilhar meus próprios passos na NBA”.

Ainda falando sobre a eliminação precoce, o ex-auxiliar afirmou sem titubear que o grande problema do Spurs, não só na pós-temporada, foi a ausência do ala-armador Manu Ginobili. O jogador passou grande parte da temporada no departamento médico, devido a uma lesão em seu tornozelo. Essa contusão impediu que o argentino entrasse em quadra durante os playoffs.

“Creio que Manu fez uma tremenda falta para o time, e que eles só não chegaram mais longe devido a essa ausência”, falou o treinador. “Com ele de volta, Parker jogando o que está jogando e a presença de Duncan, creio que o Spurs voltará a incomodar. É um grande time e que ainda deverá contar com reforços. Eu acredito”.

Negócios começam em San Antonio

Após ser eliminado na primeira rodada da pós-temporada na série ante o Dallas Maverics, o San Antonio Spurs começa a se movimentar para reforçar seu plantel, visando uma próxima temporada melhor do que foi a atual, marcada por contusões e incostância. As duas primeiras negociações das quais a equipe deve participar envolvem o veterano ala Michael Finley e o ala-pivô Drew Gooden. Em ambos os casos, as conversas devem ser exaustivas.

Finley ainda tem dúvidas se dará continuidade à carreira (yahoo.com)

Finley (.esq) marca Josh Howard nos playoffs. Jogador ainda tem dúvidas se dará continuidade à carreira (yahoo.com)

Finley, atualmente com 36 anos, tem vínculo com a franquia do Texas até julho deste ano. Seu contrato, no entanto, conta com uma cláusula que permite a renovação automática por mais uma temporada, com vencimentos de US$ 2,5 milhões. A motivação do ala, entretanto, não é das maiores quando se toca no assunto.

“Não sei ainda o que vou fazer”, disse Finley ao ser questionado se continuaria na NBA. “Tenho algumas alternativas, entre elas me aposentar. Preciso pensar com calma e analisar a situação. Se continuar na NBA, devo ficar por aqui [em San Antonio], mas pode ser que eu vá para a Europa passar um ano por lá antes de me retirar. Não tenho nada decidido ainda”.

Gooden, por sua vez, procurará o melhor para o lado financeiro (yahoo.com)

Gooden, por sua vez, procurará o melhor para o lado financeiro (yahoo.com)

Se com Finley o grande problema parece ser uma possível tendência do atleta em se aposentar, o caso de Gooden parece um pouco mais complicado. Recém-chegado ao Spurs, o jogador tem contrato com valor baixo e que vence também em julho próximo. Sua idéia, no entanto, é conseguir um contrato de duração mediana e que lhe pague o valor que recebia antes de ser dispensado pelo Sacramento Kings, em meados da temporada que vai terminando.

“Poderei testar o mercado, buscar peixes em outras águas”, metaforizou o ala-pivô. “Gostei muito de atuar no Spurs, mas não sei se os valores serão compatíveis. Meu desejo é ficar, mas ainda não sei como serão as coisas. As negociações devem começar em breve. Com o Spurs e com outros times, quem sabe”.

Rasheed nunca pediu para ser mandado embora

Segundo dirigente, Rasheed mantém boas relações com o Pistons

Segundo dirigente, Rasheed mantém boas relações com o Pistons

Cotado como um dos possíveis reforços do San Antonio Spurs para a próxima temporada, o ala-pivô Rasheed Wallace, atualmente jogador do Detroit Pistons, foi citado nesta quinta-feira pelo presidente de operações da equipe do Michigan, Joe Dumars, durante uma coletiva de imprensa concedida pelo executivo para justificar a má fase de sua franquia, varrida pelo Cleveland Cavaliers na primeira rodada da pós-temporada do Leste.

Ao falar de Wallace, o ex-jogador e atual mandatário do Pistons não garantiu nenhuma vez que o experiente ala-pivô seguirá no Michigan nas próximas temporadas. No entanto, Dumars negou que Sheed, como é conhecido, tenha pedido para ser dispensado do time e que o mesmo se apresenta insatisfeito jogando no Pistons.

“Nunca ouvi nada de Rasheed sobre uma possível saída para outro time”, disse Dumars. “Sempre tivemos uma ótima relação e acho que o Pistons fez muito bem para ele, e há consciência deste fato por parte dele. Não posso garantir que ele ficará conosco nas próximas temporadas, mas garanto que ele nunca pediu para ser mandado embora”.

Wallace tem contrato expirante e, segundo diversas fontes que acompanham o general manger do Spurs, RC Buford, já existem negócios avançados entre as duas partes. O contrato oferecido ao veterano seria de uma ou duas temporadas, pelo valor da mid-level exception, que permite times que estão acima de seu limite salarial contratem agentes livres.

Spurs (1) vs. Mavericks (4) – Jogo 5 – Obrigado, Parker. Adeus, Spurs

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Caros leitores, hoje eu deveria escrever aqui o resumo da quinta partida entre San Antonio Spurs e Dallas Mavericks, válida pela série em melhor de sete jogos da primeira rodada da pós-temporada. Mas como escrever sobre uma série na qual eu não vi o Spurs em quadra? Não leitor, eu não deixei de assistir os jogos. Mas esse time que vestiu aquele uniforme prateado não era a nossa equipe de San Antonio. Tim Duncan não foi Tim Duncan. Drew Gooden não foi Drew Gooden. Roger Mason talvez tenha sido Roger Mason, mas prefiro acreditar naquele ala-armador decisivo da temporada regular. Tony Parker, ainda bem, foi muito mais do que sempre era. E deverá ser assim sempre, pois este é um jogador em franca ascenção.

Mesmo com a eliminação, é sempre bom deixar nosso rivais alertas, como faz a torcedora (Getty Images)

Mesmo com a eliminação, é sempre bom deixar nosso rivais alertas, como faz a torcedora (Getty Images)

O duelo em San Antonio, por sinal, mostrou o contrário de ascenção. Mostrou a queda completa do Spurs, que sem o ala-armador Manu Ginobili não ofereceu um perigo sequer aos seus maiores rivais, agora participantes da segunda rodada dos playoffs. Logo no primeiro quarto, um banho de água fria nas já combalidas esperanças: 31 a 20 para os forasteiros, sem dó e nem piedade, e com Dirk Nowitzki mostrando como se faz.
Parker até que tentou, mas sozinho foi impossível

Parker até que tentou, mas sozinho foi impossível

Se ainda assim haviam torcedores com esperanças, essas foram reforçadas no segundo período, vencido por sete pontos pelo Spurs, placar de 28 a 21. Parker comandava, como de praxe, a equipe, e a presença de Duncan era mais sentida do que nos últimos duelos. Mas tudo que é bom dura menos do que deveria, e o segundo quarto chegou ao fim.

Com o intervalo passado, era hora de os jogadores de San Antonio reagirem. Placar do período? Esse foi de 30 a 19… para o Mavericks. A famosa pá de cal estava jogada. Descansou em paz a partir desse momento um paciente que não relutou em morrer. Mas não vou falar que a derrota foi merecida, pois tenho pena de Parker. Esse merece todos os elogios. Se comportou como um homem.

Para Parker deixo o meu obrigado. Mostrou que o futuro da franquia pode ser brilhante mesmo com o inevitável envelhecimento de Duncan e Manu. Suas médias foram impressionantes, suas vontades mais ainda. Cada vez mais o francês tem a cara do Spurs. O último quarto? Nada que mudasse o panorama do jogo; placar final 106 a 93 para o Dallas.

Mesmo sendo a estrela do Dallas, Nowitzki passou longe de brilhar contra o Spurs

Mesmo sendo a estrela do Dallas, Nowitzki passou longe de brilhar contra o Spurs

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 26 pontos e 12 assistências

Tim Duncan – 30 pontos e oito rebotes

Dallas Mavericks

Dirk Nowitzki – 31 pontos e nove rebotes