Arquivo do autor:Leonardo Sacco
Haislip confiante para sua segunda chance na NBA

Ofuscada pela contratação do veterano ala-pivô Antonio McDyess, a adição do também ala-pivô Marcus Haislip para o elenco do San Antonio Spurs é muito comemorada pelo jogador. Selecionado como 13ª escolha geral do recrutamento de 2002, que trouxa para a NBA nomes como o gigante chinês Yao Ming, Haislip não teve chances concretas nos dois anos nos quais atuou pelo Milwaukee Bucks, equipe que o trouxe para a liga, e acabou indo jogar na Europa, por onde ficou nos últimos quatro anos. De volta ao badalado basquete norte-americano, o ala-pivô se diz confiante para seu retorno.

Vindo da Espanha, Haislip quer chance no Spurs.
“Não trabalhei só para mim nos anos que joguei fora [dos Estados Unidos]. Aprendi muito sobre jogo coletivo jogando na Europa. Me sinto um jogador mais completo”, disse Haislip. “Gregg [Popovich, treinador do Spurs] me deu essa chance, e vou agarrá-la com tudo. Sei que a equipe possui ótimos jogadores para a posição, mas vou batalhar muito para entrar bem nessa rotação. A Europa me deixou mais versátil”.
De fato, o novo reforço do time texano terá que batalhar bastante para entrar na rotação da equipe com tempo considerável. Em sua posição, ala-pivô, está simplesmente o maior ídolo da História da franquia, Tim Duncan. Além dele, fazem parte da rotação o também recém-chegado McDyess, grande aposta da comissão técnica, e o novato DeJuan Blair, jogador no qual os diretores, torcedores e treinadores do Spurs depositam muita confiança. Caso seja deslocado para atuar na ala, Haislip deverá bater de frente com o maior reforço do time para a temporada, Richard Jefferson.
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Destino de Gooden segue indefinido

Após assinar contrato com o veterano ala Antonio McDyess, o San Antonio Spurs agora passará a dar atenção a outro caso que a equipe vinha analisando desde o final da última temporada: a permanência do também ala Drew Gooden. O jogador, que chegou ao time em meados de fevereiro, após ser dispensado pelo Sacramento Kings, teria revelado para amigos que, apesar do seu desejo de permanecer no Texas, teria ficado desagradado com a contratação de um jogador que atua em sua posição.

Chegadas de McDyess e Blair deixaram Gooden quase fora do Spurs; situação do ala, no entanto, segue sem definição.
“Ele [Gooden] não ficou tão satisfeito”, afirmou uma pessoa próxima ao jogador, que se manteve anônima. “Havia a possibilidade grande de ele assinar uma renovação dentro dos parâmetros da equipe, levando em conta a excessão salarial que o Spurs tem. Não vou dizer que ele sairá de San Antonio, mas hoje sua situação é muito mais indefinida do que na semana passada”.
A diretoria texana, no entanto, parece despreocupada com a situação em questão. A falta de franquias dispostas a pagar os valores exigidos pelo jogador pode acabar fazendo com que o mesmo permaneça em San Antonio por um valor abaixo do que deseja receber. Gooden já revelou em entrevistas que, caso tenha que receber menos do que acha justo, ficará no Spurs para buscar um anel de campeão.
Fontes próximas ao gerente-geral RC Buford afirmam que Gooden está descartado desde que o novato DeJuan Blair foi selecionado no último recrutamento de calouros por Gregg Popovich e sua comissão técnica. Blair é visto como jogador com muito futuro e deverá ser a terceira peça na rotação dos alas-pivôs, atrás de Tim Duncan, titular absoluto, e McDyess. A situação em questão deve ser definida no máximo em duas semanas, afirmam especialistas que acompanham a equipe.
Ele nunca vai ganhar sozinho

Domingo foi um dia especial para os torcedores do Los Angeles Lakers. Após alguns poucos anos de espera, a equipe da Califórnia voltou a fazer algo que está acostumada desde seus primórdios: ser campeã. Fez uma temporada regular quase impecável, e o time bateu sem muitas dificuldades seus adversários do Oeste na pós-temporada. Na grande final, não tomou conhecimento do Orlando Magic e atropelou o adversário, vencendo quatro jogos e perdendo apenas um. Tirou da garganta o gosto amargo do vice de 2008, e calou a boca de muitos.
Mas o título dos Lakers não se torna mais especial por esses motivos citados acima. Acredito que os torcedores da franquia estão se deleitando com a situação de seu grande astro, o ala-armador Kobe Bryant. Depois de conquistar três títulos pela franquia angelina, o jogador parecia ainda ter algo para provar. E para muitos, precisava mesmo provar algumas coisas. Precisava provar que poderia ser campeão e líder do time ao mesmo tempo. Que poderia levantar o caneco sem a sombra – e que sombra – de Shaquille O’Neal.
Besteira.
Se para muitos o título conquistado nesse último final de semana foi um “cala boca” nos críticos de Bryant, estão muito enganados. E estão enganados porque Bryant nunca precisou provar nada para ninguém. Confesso que fora das quadras nunca foi meu jogador favorito – e aposto que para muitos não o é. Mas dentro das quatro linhas ele nunca foi menino. Sempre foi grande. E mesmo assim nunca ganhou sozinho. Nunca porque é impossível. Porque não estamos falando sobre tênis de mesa, tênis ou boliche. No basquete não se vence sozinho. E por mais genial que Kobe seja, ele nunca conseguirá tal feito. Ninguém nunca conseguiu.
Falar que Bryant venceu só é falar, no mínimo, uma bela besteira. Ou você não sabe quem são Pau Gasol, Trevor Ariza, Andrew Bynum, Derek Fisher, Phil Jackson e todos os outros que compõem o elenco do Lakers? São jogadores, são treinadores. Podem não ser tão geniais quanto é Kobe, podem não ter seu poder de decisão. Mas estão lá e deram o apoio suficiente. Ele nunca esteve sozinho. Ele nunca venceu sozinho. Ele nunca vencerá sozinho.
E isso nunca diminuirá sua genialidade.
As duas finais
O ápice da NBA está chegando. Depois de muitas partidas, muitas noites gastas em jogos e muitas decepções e alegrias assimiladas. Com as finais de conferência aí, peço licença para colocar abaixo minhas análises sobre os duelos entre Los Angeles Lakers e Denver Nuggets no Oeste e Cleveland Cavaliers e Orlando Magic no Leste.
Time-a-time
Los Angeles Lakers
Talvez a equipe mais badalada no ínicio da temporada, o Lakers sofreu com a ausência do pivô Andrew Bynum, que mais uma vez ficou um belo tempo afastado nas quadras com lesão no joelho. O ala-armador Kobe Bryant, como de praxe, brilhou e abrilhantou a NBA. O ala-pivô Pau Gasol foi outra peça importantíssima, principalmente na ausência de Bynum. Os angelinos foram, durante toda a temporada, favoritíssimos no Oeste. Porém, algumas atuaões contestáveis na pós-temporada diminuiram a pompa e acenderam a luz amarela. Em 2009, o Lakers e Phil Jackson terão seu grande teste de fogo. Poderá Kobe vencer sem Shaquille O’Neal? Phil Jackson ainda pode render? A chegada de Pau Gasol será convertida em títulos? São essas perguntas que devem ser respondidas nas próximas semanas.
O nome: Kobe Bryant, sem dúvidas. Desde a saída de O’Neal, é o craque solitário do time. Ganhou a companhia de Gasol e Bynum, mas nenhum dos dois consegue alcançar a magnitude do ala-armador.
Termômetro: Quente. É favorito no Oeste e tem boas chances de faturar o título da NBA.
Denver Nuggets
Não restam dúvidas de que o Nuggets é a grande surpresa de 2008/2009. Mal cotado no ínicio da temporada, o time do Colorado conseguiu, em uma troca, mudar seu destino. Se desfez de um Allen Iverson em franca decadência e juntou ao seu plantel um dos melhores armadores da liga, Chauncey Billups. Deixou times como San Antonio Spurs, Houston Rockets e New Orleans Hornets – sempre tachados de favoritos – comendo poeira, e chegou sem qualquer contestação às finais de sua conferência. Com o astro Carmelo Anthony jogando em um nível altíssimo e as gratas aparições do brasileiro Nenê no garrafão, a franquia almeja ir ainda mais longe.
O nome: Chauncey Billups. Carmelo Anthony pode ser o grande astro dos Nuggets, mas sem Billups nada seria possível. O armador faz o time funcionar como não se via desde muito tempo atrás. É o nome do Denver nessa temporada.
Termômetro: Morno. Não tem a tradição e nem a força do Lakers, mas caso passe pelos angelinos no Oeste chegará embalado demais e sedento pelo título.
Cleveland Cavaliers
Para muitos, até 2003 o Cavaliers não era nada. Depois da citada data, virou apenas o “time do LeBron”. Hoje, sem dúvidas, é a franquia que vem apresentando o melhor basquete na temporada. LeBron James surpreende a cada jogo, mostrando nível melhor em cada partida que disputa. O armador Mo Williams chegou para ser o escudeiro do astro e tem sido muito mais: melhorou o arremesso de perímetro do time e deu mais organização tanto no ataque quanto na defesa. O sistema defensivo da equipe, por sinal, tem enchido os olhos daqueles que, como eu, gostam da parte tática do basquete. Entrará, sem dúvidas, para a História. A moral, por sua vez, é das mais altas possíveis: oito jogos na pós-temporada e oito vitórias, além da melhor campanha da liga na regular.
O nome: LeBron James e não são necessárias explicações.
Termômetro: Muito quente. Com seu estilo de jogo encaixado e a melhor campanha da temporada regular na sua bagagem, o Cavaliers é, apesar do desgosto de muitos, o grande favorito ao título.
Orlando Magic
O Magic provou nessa temporada que com organização se vai longe. A diretoria da franquia acertou em apostar no pivô Dwight Howard e soube planejar o futuro do time em torno do jogador: deu certo. Hedo Turkoglu e Rashard Lewis se mostraram ótimos apoiadores do astro. Jameer Nelson, que perderá as finais lesionado, é ausência certa e será sentida: o jogador vinha sendo um dos melhores armadores da NBA. A bela vitória sobre o Boston Celtics nas semifinais do Leste será um dos fatores que deverão mover esse time.
O nome: Dwight Howard é o nome do time. Com atuações monstruosas, é a grande arma ofensiva do time e tem sido excepcional na defesa.
Termômetro: Frio. Não acredito que o Magic possa ser campeão. Passar pelo Cavaliers já é matéria quase impossível. Mas chegar até esse ponto foi importantíssmo para uma equipe que parece ter muito futuro.
Faxina geral no Leste
Caros amigos leitores do Spurs Brasil, é impressionante a força com a qual o Cleveland Cavaliers vem atuando nessa pós-temporada. Sem dar chance alguma aos adversários, o time comandado pelo MVP LeBron James vai ostentando cada vez mais o rótulo de grande favorito ao título – e não só do Leste, mas também da NBA.
James está jogando em um patamar acima de QUALQUER jogador da Liga atualmente. Nem Kobe Bryant e nem Dwyane Wade fizeram, ou fazem ainda, no caso do primeiro, algo parecido com o que o ala vem fazendo pelo seu Cavaliers. Mais do que decisivo, LeBron vem sendo sublime, quase perfeito. Mantém média de pontos muito alta e ainda mantém números muito expressivos em outras categorias, como rebotes e assistências. Isso sem falar da liderança por ele exercida.
O técnico Mike Brown, aproveitando a lenda que possui em seu plantel, tem sido inteligente o suficiente para fazer com que o resto de seu time cresça em função de James. A defesa tem sido muito elogiada, e, no ataque, quase todas as jogadas terminam nas mãos do ala. Comparações com Michael Jordan passam a, cada vez mais, existir. E não soam tão absurdas.
Detroit Pistons e Atlanta Hawks já sentiram a fúria da vassoura do Cavaliers e de James. Não tiveram sequer uma mísera chance de bater no time do Ohio. Foram surrados sem dó. Boston Celtics e Orlando Magic disputam agora, na minha opinião, quem terá o direito de ser o vice campeão do Leste em 2009. Talvez esses times possam brecar a vassoura de Cleveland. Mas não vejo como podem brecar o caminhão que vem atropelando tudo e todos. Lakers, Nuggets e Rockets – os times que ainda disputam o Oeste – que se cuidem. LeBron James e o Cavaliers vem aí!
PS: Peço licença aos amigos para divulgar o Opina Fute. Junto com os amigos Leandro Sarhan e Marcel Buono, faço parte desse blog que discute de forma inteligente o futebol. Para os amantes do esporte bretão – e também para os curiosos – fica a dica.
