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Futuro de Bowen pode estar em Boston

Envolvido pelo San Antonio Spurs em troca realizada com o Milwaukee Bucks para a obtenção do ala Richard Jefferson, o também ala Bruce Bowen poderá em breve se transferir como agente livre para a franquia campeã da temporada 2007/2008, o Boston Celtics. Fontes próximas ao jogador, um dos ícones dos títulos recentes do Spurs, afirmam que as negociação com a diretoria do Bucks para uma dispensa estão avançadas.
Para amigos, Bowen afirma que se tiver que continuar em Milwaukee pretende se aposentar, pois julga que passar o que pode ser sua última temporada como profissional em uma equipe que mal aspira vaga na pós-temporada é uma perda de tempo. Acostumado a disputar títulos, o jogador ainda estaria realmente interessado em retornar ao Spurs, mas não descartaria uma eventual partida para Boston, onde seria um complemento ao forte banco de reservas que vem sendo montado pelo time verde.
Na última temporada, Bowen, que é considerado ainda um dos melhores marcadores de perímetro de toda a NBA, atuou pouco durante a temporada regular, poupado por Gregg Popovich para as disputas mais intensas da pós-temporada. Caso realmente seja dispensado pelo Bucks, o que segundo o jogador deveria acontecer ainda nessa semana, Bowen deverá analisar a eventual proposta do Celtics e sondar as possibilidades de retorno ao Spurs. Caso não seja dispensado, o ala poderá realmente considerar a possibilidade de se retirar do basquete profissional.
Uma nova #era no @esporte

As inovações tecnológicas são uma crescente não só dentro das quadras e campos do esporte, mas, principalmente, fora delas. Todos os anos, milhões de páginas são criadas na Internet. Destas milhões, algumas poucas obtém sucesso absoluto e simplesmente conseguem mudar o modo de vida de bilhões de pessoas – sim, sem exagero. Recentemente, tivemos três fortes exemplos disso: o Google, o Orkut e o YouTube (lembrando aos leitores que a primeira página citada simplesmente é dona das outras duas, e hoje é uma das empresas mais poderosas do mundo). Mas a “página da moda” neste ano simplesmente tem revolucionado o contato do esporte – e de muitas outras coisas – com seu respectivo público. Falo do Twitter. Falarei da NBA dentro deste novo sistema de comunicação, auto-denominado como microblog.
O mecanismo de funcionamento não é dos mais complicados de se entender. Cada pessoa cria um perfil na página principal e já está dentro da rede criada. A partir daí, o objetivo é atualizar sua conta com informações pessoais transcritas em no máximo 140 caracteres. Febre em todo o mundo, o site tem aumentado e muito a relação entre os ídolos e os fãs. E na NBA essa tendência é evidente.
São muitos os jogadores que criaram perfis e os atualizam com informações pessoais muito preciosas para fãs e jornalistas. Transferências, assinaturas de contratos e muito mais são divulgados pelo Twitter. Não à toa, foram criados perfis dos sites que acompanham o basquete e que agora também fazem atualizações para seus fãs por lá. A agilidade nas informações e a confiabilidade das mesmas, uma vez que são divulgadas simplesmente pelos próprios jogadores, são os aspectos que têm feito do Twitter uma das ferramentas mais utilizadas da web.
A revolução feita pelo Twitter quando falamos da transmissão de informação é irreversível. O site criou uma nova era na informação, logo uma nova era no esporte. Se as informações, nos últimos tempos, já chegavam de modo extremamente rápido aos interessados, agora falamos de questão de segundos para que uma notícia considerada inédita seja expandida por todo o mundo. Jornais e sites informativos terão que rever seus conceitos. Equipes, diretores e analistas do basquete, também. Na era do #Twitter, fica cada vez mais difícil ser @exclusivo. Mas fica cada vez mais #fácil estar bem informado. É só se conectar.
Twittando na NBA
Para não deixar os leitores mais avoados com água na boca, coloco abaixo informações interessantes sobre a liga norte-americana de basquete no Twitter. Seguem links das páginas do site que você, amante do basquete, não pode deixar de conferir.
Twitter oficial da NBA – http://www.twitter.com/nba
Twitter dos agentes da NBA – http://www.twitter.com/NBASportsAgents
Twitter com os jogadores da NBA – http://www.twitter.com/NBAplayers
Twitter oficial do Spurs – http://www.twitter.com/spurs
Twitter do Hoopshype, site de notícias sobre NBA – http://www.twitter.com/hoopshype
Twitter da ESPN – http://www.twitter.com/espn
Twitter da CBS Sports – http://www.twitter.com/CBSSports
Twitter do analista Marc Stein, sempre com informações exclusivas – http://www.twitter.com/STEIN_LINE_HQ
Twitter do Spurs Brasil – http://www.twitter.com/spurs_brasil
Twitter de jogadores
Shaquille O’Neal – http://www.twitter.com/THE_REAL_SHAQ
Paul Pierce – http://www.twitter.com/paulpierce34
Dwight Howard – http://www.twitter.com/DwightHoward
Blake Griffin – http://www.twitter.com/blakegriffin
Chris Bosh – http://www.twitter.com/chrisbosh
Manu Ginobili – http://www.twitter.com/manuginobili
DeJuan Blair – http://www.twitter.com/DeJuan45
Bruce Bowen – http://www.twitter.com/bowen12
Perfil dos colunistas do Spurs Brasil
Leonardo Sacco – http://www.twitter.com/leosacco
Lucas Pastore – http://www.twitter.com/lucas_pastore
Victor Moraes – http://www.twitter.com/spursvictor
Glauber da Rocha – http://www.twitter.com/glaglauber
E esses são só alguns dos perfis existentes.
A nova era no esporte começou.
Novato segue buscando melhora nos arremessos

Selecionado pelo San Antonio Spurs como a 51ª escolha geral no último recrutamento de calouros, o ala-armador Jack McClinton tem chamado a atenção dos torcedores que acompanham o time na Summer League de Las Vegas mais por seu estilo irreverente do que por suas atuações dentro de quadra. Com os braços lotados de tatuagem, o jogador tem decepcionado quando ataca com seu arsenal que chamou a atenção dos recrutadores do Spurs: os arremessos.

McClinton tem decepcionado em seus jogos pelo Spurs na Summer League.
Até o momento, McClinton não conseguiu mostrar nenhum potencial nos jogos disputados, tentando oito tiros no total e não acertando simplesmente nenhum. Ciente de que seu rendimento está pífio e de que anotar pontos através apenas de lances livres não é sinal de qualidade, o novato afirma que está buscando uma melhora em seu jogo de perímetro, e faz comparações com suas tatuagens quando é questionado sobre seu futuro no Texas.
“Adoro o símbolo do Spurs, sempre achei muito forte, bonito. Tem cores marcantes. Tenho mais de 20 tatuagens nos braços, inclusive já perdi a conta. Mas quem sabe em um futuro muito próximo não arranje espaço para colocar o símbolo?”, questiona o novato, dando a entender seu claro desejo de permanecer na franquia. “Sei que para isso preciso melhorar e mostrar que os treinadores estavam certos em apostar em mim como um grande potencial ofensivo. Creio que ainda vou mostrar a que vim”.
Blair assina com o Spurs

Principal novato recrutado pelo San Antonio Spurs no último draft, o ala-pivô DeJuan Blair firmou contrato com a equipe do Texas e, por isso, agora é oficialmente um jogador do time prateado. O acordo entre as partes foi fechado com facilidade, e fará com que o jovem passe os próximos três anos em San Antonio. O anúncio oficial ainda não foi feito, e devido a esse fator os valores ainda são apenas especulados.

Draftado na 37ª escolha, o ala-pivô novato DeJuan Blair conseguiu assinar contrato com o Spurs (Foto por Tom Reel/Express-News)
O analista esportivo Jonathan Givony afirma que o vínculo com duração de três temporadas renderia cerca de US$ 3 milhões para Blair. As discussões finais entre o agente do ala-pivô e o Spurs ficam acerca de uma possível opção de renovação automática em caso de desejo do time, claúsula que deve ser sacramentada em breve.
O jogador atuou em apenas uma das duas partidas que o time disputou na Liga de Verão de Las Vegas, por precaução médica. Após operação realizada quando ainda atuava no basquete colegial, Blair não tem totais condições no joelho, e por isso deve entrar em quadra aos poucos. O problema no joelho, inclusive, foi a principal motivação para sua queda de posição no draft – o jogador era cotado como escolha TOP 15 e acabou sendo selecionado apenas na segunda rodada.
Dinastias de bolso

Os tempos de ouro do esporte mundial se foram faz alguns anos. Quando afirmo isso, não me remeto somente ao basquete. As partidas clássicas de futebol, vôlei, tênis e até peteca nunca mais existirão. Existe, hoje, uma grande má vontade do público que acompanha o esporte com o que acontece dentro das quadras – ou campos, ruas, enfim…
Não conseguimos mais enxergar potenciais para lembrarmos no futuro e nos agarramos a um saudosismo chato e insistente, que tem como ordem principal ignorar os feitos do presente. Focando só no basquete, tema central deste espaço, podemos citar os famigerados casos dos atletas LeBron James e Kobe Bryant, respectivamente MVP e MVP das Finais da NBA. Não enxergamos somente o jogo dos dois, a maneira excepcional com a qual atuam, a maestria com a qual conduzem a bola e seus times. Vamos além, somos chatos e comparamos ambos com aquele que é a figura sagrada do basquete, Michael Jordan. Não são poucos os que fazem comparações esdrúxulas. “Quando Michael tinha cinco anos de NBA, um caminhão atropelou seu cachorro. Alguns anos depois ele se lembrou disso, mudou sua maneira de jogar e foi campeão pelo Bulls. James completou cinco anos de liga e seu cachorro surpreendentemente foi atropelado, é fato que ele será campeão daqui a x anos”, diz aquele Nostradamus que se baseia em dados nada confiáveis para fazer as comparações que citei.
Dentro deste panorama, no entanto, vejo pouca culpa nos fãs do esporte. Vejo maior culpa naqueles que conduzem os destinos das franquias da NBA, no caso do basquete, no caso norte-americano. Atualmente as equipes são criadas apenas para renderem de imediato. E render, aqui, não pensem que significa apenas jogar bem. Render significa, acima de tudo, fazer dinheiro. Não sou daqueles que adoraria que os jogadores ganhassem cinco mil dólares por mês, apesar de achar exorbitantes as quantias despendidas. Mas o dinheiro tomou patamar tão importante que hoje os times montados me lembram comida pronta, celulares e outros aparelhos portáteis, enfim, coisas que são feitas para o rápido consumo, duram pouco e não marcam nossas vidas.
Quando falamos nas grandes equipes do passado, deixando de lado o saudosismo estúpido que muitos cultivam, falamos de grandes conjuntos que duraram um bom tempo. De jogadores que se conheciam e faziam o jogo parecer uma brincadeira. Jogavam por prazer e sabiam jogar juntos. Foram campeões, arrebataram prêmios e fãs e marcaram uma época. Coisa que dificilmente acontece hoje. As equipes são montadas e desmontadas de um ano para o outro; é difícil saber se Fulano está na equipe A, B, C ou se já foi contratado pela D para ser enviado para X em troca do Beltrano. O dinamismo que surgiu como solução de muitos problemas ganha tons de desespero e faz os fãs se perderem em meio a rumores e mais rumores.
O Boston Celtics, por exemplo, me faz enxergar essa situação. Antes, um aviso: se você é torcedor da franquia verde de Boston, não me leve a mal. Não estou fazendo um julgamento, estou apenas impondo meu ponto de vista. Voltando ao assunto, como disse, os Celtics são para mim o exemplo perfeito dessa situação. Vinham em uma decadência absoluta desde o final dos anos de 1980, passaram por seu pior período nos anos de 1990 e hoje possuem um dos melhores times da NBA graças às trocas realizadas no verão estadunidense de 2007.
Mas, apesar da força demonstrada com a conquista de um título sob a batuta de Paul Pierce, Kevi Garnett e Ray Allen, o Celtics montou, ao meu ver, uma dinastia de bolso, assim como os já citados celulares. Montou um time para o presente, que com certeza retomou o orgulho verde, mas que daqui dois ou três anos dificilmente estará no topo. Foi uma solução imediata que pode causar problemas num futuro próximo.
Problemas iguais aos que meu celular, feito para durar pouco, me causa…
