Arquivo do autor:Leonardo Sacco
Spurs (9-7) vs. Celtics (15-4) – Blair volta a brilhar, mas Spurs cai diante do Celtics

83X90
O San Antonio Spurs recebeu na última quinta-feira o Boston Celtics, no AT&T Center, e amargou mais uma derrota na temporada regular. Jogando muito mal no primeiro tempo da partida, especialmente no período inicial, a equipe foi presa fácil para os visitantes, que contaram com o ala-pivô Kevin Garnett em grande forma.
A partida começou com o Spurs completamente perdido em quadra. Sem nenhum padrão defensivo, a equipe foi facilmente dominada pelo adversário, que abriu vantagem de dez pontos – que acabaria sendo decisiva – logo nos primeiros 12 minutos. Os erros de ataque constantes e a péssima pontaria foram os principais fatores que levaram o time à derrocada neste quarto.
Para o segundo período, a franquia comandada por Gregg Popovich voltou melhor, com mais organização dentro de quadra. Sinal disso foi o equilíbrio imposto e refletido no placar. O marcador, no entanto, não deixou de anotar ampla vantagem para o Celtics. Os visitantes, apesar da melhora do Spurs, continuavam com o bom jogo coletivo que lhes rendeu os dez pontos de dianteira no primeiro quarto. Na ida ao intervalo, o placar marcava 47 a 39.
Mais tranquilo pela larga dianteira conquistada ainda no começo da partida, o Celtics trabalhava melhor a bola e não deixava o Spurs esboçar qualquer tipo de reação – pelo contrário. Tendo como principais destaques os alas-pivô Tim Duncan e DeJuan Blair – que voltou a anotar um double-double –, a franquia do Texas deixou o adversário abrir ainda mais a vantagem, que foi parar na casa dos 11 pontos ao final do terceiro período.
Com a partida praticamente definida, coube ao Celtics relaxar em quadra. Tal relaxamento permitiu ao Spurs, por sua vez, esboçar uma fraca tentativa de reação. Sempre nas mãos de Blair, Duncan e, em algumas oportunidades, do armador Tony Parker, o time texano conseguiu diminuir para sete pontos a vantagem – nada que ameaçasse a vitória do adversário.
Esta foi a sétima derrota do Spurs na temporada. A equipe tem também nove vitórias e, com este recorde, figura na oitava colocação da conferência Oeste e na terceira posição da divisão Sudoeste, atrás de Dallas Mavericks e Houston Rockets, respectivamente.
Veja os os melhores momentos da partida
Destaques da partida
San Antonio Spurs
Tim Duncan – 16 pontos e 15 rebotes
DeJuan Blair – 18 pontos, 11 rebotes e 9-11 nos arremessos de quadra
Tony Parker – 17 pontos, sete assistências e dois erros de ataque
Boston Celtics
Kevin Garnett – 20 pontos, sete rebotes e cinco assistências
Rajon Rondo – 12 pontos e 12 rebotes
Ray Allen – 15 pontos, quatro rebotes e três assistências
Sem resposta

A notícia que esquentou a manhã do basquete desta terça-feira nos Estados Unidos vem direto da Europa, mais especificamente da Grécia. Vem carregada de dólares e mais dólares, e também de um sentimento de que tudo acabou para um dos maiores ícones da NBA nos últimos anos. Allen Iverson, um dos jogadores preferidos de muitos amantes da liga, pode estar de partida para o Olympiakos, equipe que já levou o ala Josh Childress e que sonha em montar um plantel recheado de astros do mais poderoso torneio de basquete do mundo.
Não sou o tipo de torcedor que acredita que jogar no basquete do Velho Continente é regredir na carreira. Mas acredito que existem casos e casos. O de Iverson, The Answer, é uma regressão anunciada desde a fatídica separação do Philadelphia 76ers e da ida sem sentido algum para o Denver Nuggets. Deste então, AI está sem rumo na NBA, e o momento que já tardava a chegar chegou. Livre de seu último contrato, o armador (ou ala-armador, ou combo guard, ou craque…) esperava por propostas de equipes que quisessem despender os pretendidos US$ 10 milhões anuais e que pudessem atender às necessidades dentro de quadra do astro. Os inexpressivos Memphis Grizzlies e Los Angeles Clippers manifestaram interesse.
Iverson mudou o estilo de jogo da NBA após entrar na liga, em 1996. Suas jogadas geniais fizeram muitos afirmar que ali estava o sucessor Dele, Michael Jordan. O tempo passou, e o jogador teve em uma chegada às finais com uma equipe relativamente contestável foi seu maior feito. Na teoria, estava cansado de não ser campeão. Em sua cabeça, achava que a presença de mais um astro ao seu lado seria o suficiente. Achou demais, achou errado. Deixou para trás o carinho dos fãs de Philadelphia, atravessou os Estados Unidos e parou em Denver. Lá teria o craque Carmelo Anthony ao seu lado. O título, então, seria questão de tempo. Mas não foi. As atuações do conjunto formado por AI, Melo e o Nuggets eram patéticas. Sem defesa, a equipe sucumbiu. E Iverson trocou novamente de casa.
A ida para o Detroit Pistons foi vista como vantajosa para a equipe do Michigan por muitas pessoas. Armador por armador, Iverson por Chauncey Billups. Um time montado era tudo o que AI precisava. Era a grande chance para o anel de campeão chegar, era o momento, o lugar e a hora. Mas não foi. Ficou longe, MUITO longe de ser. O Pistons fez uma das piores campanhas suas dos últimos anos. Quase ficou fora da pós-temporada. Todos os jogadores caíram de rendimento. Iverson caiu em desgraça.
Seu nível é inquestionável. Seu mercado na NBA, no entanto, mostra-se fechado. Ir para a Europa é a sugestão ao invés de uma aposentadoria por baixo. Para quem teve durante toda a carreira o apelido de The Answer, Iverson nunca esteve tão sem resposta em sua vida. A volta por cima, hoje, não passa de uma miragem.
Popovich é incluído em lista histórica nos Estados Unidos

Treinador do San Antonio Spurs desde 1996 e um dos grandes responsáveis pela ótima fase que a equipe vive desde então, Gregg Popovich recebeu nesta quarta-feira uma ótima notícia. O técnico da franquia texana foi incluído em uma lista que nomeou os 50 maiores treinadores da história do esporte nos Estados Unidos.
Popovich alcançou a 49ª colocação no ranking em questão por todos os seus feitos a frente do Spurs. Comandando a equipe texana, o treinador obteve quatro anéis de campeão, montando grandes times sempre com seu olhar apurado na hora de recrutar calouros nos drafts. O armador Tony Parker e o ala-armador Manu Ginobili são exemplos da percepção de Popovich, uma vez que foram selecionados em posições baixas e hoje estão entre os melhores de suas respectivas posições.
A lista ainda inclui alguns outros técnicos que participam ou participavam da liga norte-americana de basquete. O basquete universitário ocupa a primeira posição do ranking, representado pelo treinador John Wooden, que fez história no comando da Indiana State University e da UCLA. Outros nomes conhecidos da lista (confira na íntegra abaixo) são Phil Jackson, atual treinador do Los Angeles Lakers, e Red Auerbach, ex-treinador que fez história no Boston Celtics.
Os 50 melhores treinadores da História do Esporte dos Estados Unidos
1. John Wooden, basquete universitário
2. Vince Lombardi, NFL
3. Bear Bryant, futebol americano universitário
4. Phil Jackson, NBA
5. Don Shula, NFL
6. Red Auerbach, NBA
7. Scotty Bowman, NHL
8. Dean Smith, basquete universitário
9. Casey Stengel, MLB
10. Knute Rockne, futebol americano universitário
11. Pat Summitt, basquete universitário feminino
12. Paul Brown, NFL
13. Joe Paterno, futebol americano universitário
14. George Halas, NFL
15. Chuck Noll, NFL
16. Bob Knight, basquete universitário
17. Joe Gibbs, NFL
18. Tom Landry, NFL
19. Mike Krzyzewski, basquete universitário
20. Bill Belichick, NFL
21. Adolph Rupp, basquete universitário
22. Joe McCarthy, MLB
23. Eddie Robinson, futebol americano universitário
24. Bobby Bowden, futebol americano universitário
25. John McGraw, MLB
26. Bill Walsh, NFL
27. Woody Hayes, futebol americano universitário
28. Connie Mack, MLB
29. Bud Wilkinson, futebol americano universitário
30. Pat Riley, NBA
31. Pete Newell, basquete universitário
32. Joe Torre, MLB
33. Bill Parcells, NFL
34. Tom Osborne, futebol americano universitário
35. Walter Alston, MLB
36. Bo Schembechler, futebol americano universitário
37. Toe Blake, NHL
38. Sparky Anderson, MLB
39. Al Arbour, NHL
40. Amos Alonzo Stagg, futebol americano universitário
41. Tony La Russa, MLB
42. Geno Auriemma, basquete universitário feminino
43. Dick Irvin, NHL
44. Ara Parseghian, futebol americano universitário
45. Chuck Daly, NBA
46. Bobby Cox, MLB
47. Hank Iba, basquete universitário
48. Tommy Lasorda, MLB
49. Gregg Popovich, NBA
50. Herb Brooks, NHL
“Vim pelo anel”, afirma Ratliff

Mais recente dos reforços apresentados pelo San Antonio Spurs para a disputa da temporada 2009/10, o pivô Theo Ratliff fez seu primeiro discurso após anunciar oficialmente seu compromisso com a franquia do Texas, que terá duração de um ano e valerá o mínimo para veteranos. Em suas primeiras palavras como um Spur, o veterano foi otimista, e falou que escolheu o Spurs pelo planejamento apresentado a curto prazo para ele.
“Tive algumas propostas de outros times, mas preferi vir jogar em San Antonio. O time é fantástico, tem um treinador que está entre os melhores da História e tem um elenco admirável, que conta com um dos jogadores que eu mais admiro na liga, o Duncan”, disse Ratliff. “Vim para cá pelo projeto que me apresentaram. É algo duradouro, mas que deve ter efetividade imediata. Vim pelo anel”, completou.
Spurs jogará contra time grego

Gregos do Olympiakos serão adversários do Spurs na pré-temporada
A diretoria do Spurs oficializou nesta terça-feira um acordo ratificado na última segunda que viabilizará a realização de uma partida de pré-temporada contra o Olympiakos, da Grécia. O time grego visitará o AT&T Center para a partida, que será realizada no próximo dia 9 de outubro e que faz parte do projeto Euroleague American Tour 2009. O grande destaque dos visitantes é o ala Josh Childress, ex-jogador do Atlanta Hawks.
Oeste costa-a-costa

Caros leitores do Spurs Brasil,
Pegarei carona na coluna publicada por nosso novo articulista, Renan Ronchi, na última quarta-feira, na qual ele analisou muito bem a situação de alguns dos times que movimentaram o mercado da NBA nessa offseason.
Partirei um pouco mais a fundo na discussão proposta pelo Renan e me apegarei à conferência Oeste, lado da liga no qual atua o San Antonio Spurs. Levarei em conta todas as negociações fechadas até a última sexta-feira, 24 de julho.
O “x” da questão
Talvez seja estranho começar uma análise partindo logo para o dito “x” da questão. Mas faço deste modo pois penso que essa parte, talvez, seja a de menos importância. Quando utilizo essa expressão popular, a distorço um pouco, pois não a utilizarei em seu sentido mais usado. Parando de falar do que realmente não interessa, vamos aos finalmentes.
Muito discutida nos últimos anos, a supremacia dos times da conferência Oeste, que era para muitos quase que uma regra, tem sido ameaçada pela ascenção de times do Leste, que recentemente têm dividido a soberania da NBA com as equipes da costa pacífica dos EUA. Os títulos de Detroit Pistons, Miami Heat e, mais recentemente, Boston Celtics quebraram uma hegemonia que parecia se estender entre o Spurs e o Los Angeles Lakers. As duas franquias do Oeste continuam como as maiores vencedoras da liga nos últimos 12 anos, mas o equilíbrio parece ir se reestabelecendo aos poucos.
O “x” da questão, então, nada mais é do que o equilíbrio entre as conferências. A soberania construída principalmente por Spurs e Lakers foi e está sendo seriamente ameaçada. E creio que é a partir deste ponto que as movimentações surgiram.
As potências
Um dos maiores problemas nas discussões que envolvem a NBA está na definição de suas grandes forças. Deixarei de lado, é claro, a liga toda e me atentarei apenas à conferência que estou enfatizando.
Penso hoje que o Oeste tem dois reais candidatos ao título: os já citados algumas vezes Spurs e Lakers. Torcedores do Denver Nuggets, do Portland TrailBlazers, do Dallas Mavericks e do New Orleans Hornets podem me odiar, me xingar e voltar daqui a alguns meses esfregando na minha cara que eu errei, mas hoje só enxergo esses dois com reais chances de competir com as potências do Leste – que, ao meu ver, são o também já citado Celtics, o Orlando Magic e o Cleveland Cavaliers.
Mas o fato de apenas dois times serem francos favoritos ao títulos dentro do Oeste não tira os méritos das outras equipes – claro, as já citadas até aqui.
A força dos coadjuvantes
É neste ponto que os feijões começam a ser separados, como diria o ditado. A força dos concorrentes que atuam no Oeste mas que não são favoritos ao título faz a diferença dentro da própria conferência e, bem ou mal, acaba fazendo a diferença para as franquias que nela estão.
Todos sabemos que times da mesma conferência se enfrentam mais vezes dentro da temporada regular. Sendo assim, os 82 jogos que antecedem a pós-temporada terão teor mais complicado para os favoritos do Oeste. Afinal, enfrentar o Blazers de Andre Miller – belíssima contratação, por sinal -, LaMarcus Aldrigde, Brandon Roy e Greg Oden é muito mais complicado do que estar frente-a-frente com o Charlotte Bobcats de Gerald Wallace e… só.
No quesito coadjuvantes o Oeste tem muito mais potencial de surpresa. Blazers, Nuggets, Mavericks e Hornets são equipes que podem surpreender e chegar longe, diferente de franquias como o Heat ou o Atlanta Hawks, coadjuvantes de maior relevância no Leste. E isso faz total diferença no final das contas para os times que vão mais longe em cada conferência. A melhor preparação dos que estão no lado do Pacífico devido à enorme concorrência é evidente.
Houston, we have a problem
A análise do Oeste não deveria terminar de maneira diferente. O Houston Rockets é um dos times do momento da conferência, mas não se destaca por seu papel nas negociações ou pela formação de um grande esquadrão. Após perder o gigante pivô Yao Ming por um ano ou mais devido a uma cirurgia que o chinês sofreu no pé, as chances de pós-temporada do time que agora é comandado por Tracy McGrady são, ao meu ver, nulas.
Como fez o Spurs ao perder seu grande pivô David Robinson por quase uma temporada, torcedores do Rockets parecem, em partes, almejar algumas derrotas para a equipe visando uma boa colocação no próximo recrutamento de calouros. A esperança de encontrar em algum jovem o que foi (e é) Tim Duncan para o Spurs parece estar acesa em diversos torcedores do time rubro.
E o garoto John Wall é tido por muitos como o grande nome para a primeira escolha do próximo recrutamento. Muitos já sonham com ele e Yao formando uma dupla vitoriosa. McGrady deve sair do time ao final de seu contrato, que termina nesta temporada, e, com o dinheiro em caixa, a chegada de um grande agente livre não é descartada. A temporada de sonhos está aberta em Houston…



Você precisa fazer login para comentar.