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Ginobili anuncia renovação com o Spurs

O ala-armador Manu Ginobili será jogador do San Antonio Spurs por mais dois anos. Nesta quarta-feira (3), o argentino anunciou, por meio de sua conta oficial no Twitter, que renovará o contrato com a franquia texana, única que defendeu em suas 11 temporadas de NBA.

Ele vai voltar! (Jesse D. Garrabrant/NBAE via Getty Images)
Com o tempo de contrato divulgado, resta saber quais serão os valores recebidos por Ginobili. Especialistas da mídia norte-americana dão conta de que o ala-armador receberá o mínimo para veteranos com seu tempo de NBA, o que deverá fazer com que o vínculo pague aproximadamente US$ 4 milhões pelo tempo anunciado.
A expectativa, agora, é que o valor que sobrará entre o salário antigo e o novo de Ginobili seja utilizado para reforçar o elenco do Spurs. Campeão olímpico com a Argentina em 2004, o ala-armador obteve médias de 14,9 pontos, quatro assistências e 3,1 rebotes nas 727 partidas que já fez na NBA, todas vestindo a camisa da equipe de San Antonio.
Na última temporada, Ginobili apresentou médias de 11,8 pontos, 4,6 assistências e 3,4 rebotes em 23,2 minutos por exibição na fase de classificação e 11,5 pontos, cinco assistências e 3,7 rebotes em 26,7 minutos por partida nos playoffs.
Veja quem pode chegar e quem pode deixar o San Antonio Spurs
Spurs (3) @ (4) Heat – Obrigado

88×95
Existem jogos que não precisam ser descritos. Você não precisa saber quantos pontos, quantos rebotes ou quantas assistências eles tiveram. Assim deve ser para a visita do San Antonio Spurs ao Miami Heat no jogo sete da final da NBA. A vitória do mandante por 95 a 88 premiou um monstro pela segunda vez. LeBron James levou seu bicampeonato e faltam palavras para descrevê-lo. Como faltam palavras – e o nó na garganta é grande – para descrever a sensação de ter visto a última chance de Tim Duncan e Manu Ginobilli terem levado mais um título, já no final de suas carreiras. Vamos aos fatos, não ao jogo.

Obrigado por tudo, Duncan! (NBAE/Getty)
Obrigado, Manu
Sim, eu sei. O erro no jogo seis, no finalzinho, foi crucial. Assim como os erros neste jogo derradeiro também. Mas permitam-me fazer apenas uma observação. Ídolos não são de um dia. Eles não ascendem com um jogo e nem caem com apenas um também, por maior que seja a importância dos duelos em questão. Quando este Spurs Brasil foi fundando, juntou um fã de Tim Duncan e um fã de Manu Ginobilli – eu e Lucas Pastore. Em um jogo diante do Toronto Raptors, vitória, demos início a tudo – e nosso argentino estava lá, nos dando o triunfo. O tempo passa e passa até para os ídolos. Comecei esse resumo assim porque é preciso sim saber e reconhecer os erros (cruciais, na maioria) do ala-armador, mas é hora de saber o que ele representa para a franquia. Ídolos não são de barro. Eles não quebram. Nunca.

O futuro da franquia (NBAE/Getty)
Eu vi Tim Duncan
Não sei se Duncan vai continuar jogando, nem interessa agora. Se ele voltar, que saiba que será sempre bem-vindo (e não há algo maior, senão eu diria). Sei que, se um dia eu puder contar para alguém que eu gosto de basquete, o farei falando que vi meu maior ídolo em seu auge. Vou poder falar que vi um dos dez maiores jogadores de todos os tempos ser meu contemporâneo. O que ele faz não é desse planeta. A idade não pesa, a vontade de ganhar não diminui e a tristeza ao perder, mesmo depois de ter ganho tanto, não muda.
Confesso que cinco minutos após o jogo, ainda meio sem saber o que escrever, me inspirei – de novo – em Timmy e na força de vontade dele. Ele merece que levantemos nossa cabeça agora.
Tão perto…
Ídolos não morrem, vimos Tim Duncan, mas decepções nunca são amenizadas rapidamente. Para sempre – e sim, será eterno – pensaremos que “podia ter sido diferente” se “aquela bola caísse”, “aquela enterrada saísse”, “aquele tempo fosse pedido”. O jogo 6 terá sido para sempre o pior melhor jogo que já vimos em nossas vidas. Foi quase. E quando é quase, dói mais. Vamos lamentar tudo: pontos, rebotes e roubos perdidos. Mas chegamos. Quem pensa que segundo é o primeiro dos últimos, me desculpe, nunca disputou nada para valer. Chegar não é fácil quando se joga em alto nível. Que o segundo lugar nos mostre a grandeza da chegada, desprezando times mais badalados e/ou mais preparados até.
O ofício
Tenho que falar do jogo? Sim? Então tudo bem. O que nos matou foi o que nos mata quase sempre: rebotes. Perdemos muitos. Demos segundas chances ao Heat e perdemos oportunidade de termos segundas chances. No momento derradeiro de um torneio de alto nível, isso faz toda a diferença. Eles? Eles têm simplesmente a única figura que já foi capaz de rivalizar com Michael Jordan após o advento de Vossa Alteza ainda na década de 1980. Na hora que precisou, ele apareceu. E fez aparecer também o vão que todos sabíamos que poderia fazer a diferença na decisão. Fez.
O futuro…
Bem, ele é menos sombrio do que há alguns anos, não? Lembram quando Duncan estava mal, na temporada 2010/2011, e não tínhamos Kawhi Leonard? “O que vai ser do Spurs?”. Bem, o Spurs vai ser isso, temos um companheiro para Tony Parker – um monstro! – e já poderemos pensar em construir o (doloroso, pela saudade que ficará) futuro sem Duncan e Manu.
Obrigado, San Antonio Spurs. O que fica de 2013 é orgulho. E 2014 está logo aí. Você subestimaria esse gigante? Eu pensaria algumas vezes antes…
Destaques da partida
San Antonio Spurs
Tim Duncan – 24 pontos, 12 rebotes e 4 roubadas de bola
Kawhi Leonard – 19 pontos e 16 rebotes
Manu Ginobili – 18 pontos, 5 assistências e 3 rebotes
Tony Parker – 10 pontos, 4 assistências e 3 roubadas de bola
Miami Heat
LeBron James – 37 pontos, 12 rebotes, 4 assistências e 2 roubadas de bola
Dwyane Wade – 23 pontos, 10 rebotes e 2 tocos
Shane Battier – 18 pontos e 4 rebotes
Mario Chalmers – 14 pontos e 2 roubadas de bola
Spurs (3) @ Heat (3) – Final da NBA

San Antonio Spurs @ Miami Heat – Final da NBA
Data: 20/06/2013
Horário: 22h00 (Horário de Brasília)
Local: AmericanAirlines Arena
Na TV: ESPN
Cotação no Apostas Online: Spurs 3,10 vs Heat 1,40 (favorito)
Chegou a grande hora. Em uma série eletrizante, que foi ampliada na terça-feira após um épico sexto duelo, San Antonio Spurs e Miami Heat decidem o título da NBA da melhor forma possível para os amantes da liga: jogo 7. O confronto, que acontecerá na Flórida, é o último entre as duas equipes naquela que tem sido considerada uma das melhores sequência dos últimos anos. Para o lado do time da casa, pesa o fator casa e o psicológico, pela maneira como venceu o último jogo. Para os visitantes, é hora de se apegar na experiência do elenco e – por que não? – em um pouco de superstição: nessa série, nenhum time perdeu duas partidas seguidas; a franquia texana venceu todos os jogos ímpares; nunca perdemos uma final de NBA na história. Dessa vez, é ganhar ou ir para casa.
Série nos playoffs (3-3)
06/06/2013 – Spurs 92 @ 88 Heat
Em um dos jogos mais equilibrados da série, um chute milagroso de Tony Parker decidiu a parada para o Spurs, que roubou o mando de quadra do adversário e ainda ganhou moral para os duelos seguintes. Do lado do Heat, destaque para o primeiro triplo-duplo de LeBron James na final, com 18 pontos, 18 rebotes e dez rebotes.
09/06/2013 – Spurs 84 @ 103 Heat
Com um terceiro período péssimo, o Spurs deixou o Heat escapar, chegou a levar 30 pontos fazendo apenas cinco e viu sua primeira derrota nas finais vir de maneira bem tranquila para o adversário. Danny Green bem que tentou, acertando cinco bolas de três, mas a série acabou indo empatada para o Texas.
11/06/2013 – Spurs 113 vs 77 Heat
Choveu no Texas na primeira partida das finais no AT&T Center. Choveu bolas de três. A derrota sonora na partida anterior foi devolvida com uma vitória por diferença de impressionantes 36 pontos. Muito disso por conta da atuação acima do normal – quase perfeita – de Danny Green e Gary Neal na linha dos três pontos.
13/06/2013 – Spurs 93 vs 109 Heat
No dia de Santo Antônio, padroeiro do Spurs, deu Heat no Texas. Naquele que talvez tenha sido o melhor jogo em conjunto de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh, os adversários venceram bem e mais uma vez empataram a série.
16/06/2013 – Spurs 114 vs 104 Heat
Naquele que para muitos pode ter sido o último jogo de Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili juntos em uma final de NBA no AT&T Center, o argentino fez seu melhor jogo na série – talvez o único realmente bom – e decidiu para o Spurs, que viajou para a Flórida com a vantagem para fechar a série e conseguir o penta.
18/06/2013 – Spurs 100 @ 103 Heat
Em uma das melhores partidas da história das finais, o Spurs abriu boa vantagem no primeiro tempo, mas viu LeBron James jogar tudo o que sabe e levar o Heat ao empate. Após Kawhi Leonard perder um lance livre, Ray Allen fez bola de três incrível e levou o duelo para a prorrogação. No tempo extra, Ginobilli vacilou, deixou de pedir tempo, tentou decidir e acabou jogando fora a chance da série ser fechada. Tudo bem, tem mais um jogo!


PG – Tony Parker
SG – Manu Ginobili
SF – Danny Green
PF – Kawhi Leonard
C – Tim Duncan
Fique de Olho – Danny Green “amarelou” na hora de atacar durante o último jogo. Com uma forte marcação imposta pelo Heat em cima do camisa #4, o ala-armador conseguiu acertar apenas uma bola do perímetro (1-5 3 PT). Na defesa, ele continua mantendo sua consistência, conseguindo impedir muitos pontos adversários.


PG – Mario Chalmers
SG – Dwyane Wade
SF – Mike Miller
PF – LeBron James
C – Chris Bosh
Fique de Olho – Com o time perdendo por dez pontos, LeBron chamou a responsabilidade e conseguiu levar o jogo 6 para a prorrogação. Sem a tradicional bandana na testa, produziu 14 pontos em 14 minutos; antes de tirar o acessório, precisou de 36 minutos para alcançar 18 pontos. Detalhe irrelevante, e o ala já informou que virá para o jogo decisivo com o acessório.
Spurs (1) vs (1) Warriors – O que esses caram bebem?

91×100
A grande questão após a derrota do San Antonio Spurs para o Golden State Warriors por 100 a 91, na quarta-feira (8), em partida válida pelas semifinais da Conferência Oeste, é a seguinte: o que os jogadores adversários têm bebido? Seria a água do Michael Jordan no filme Space Jam? Tudo porque é impressionante a quantidade de bolas de três pontos que o rival consegue converter independente de marcação e, no caso desta partida específica, até de arremessador. Foi essa a chave da derrota do alvinegro texano, que tirou da equipe o mando de quadra. Vamos ao que de melhor aconteceu na partida.
Duncan bem que tentou (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)
Quem não tem cão…
A marcação do Spurs sobre Stephen Curry foi precisa. O armador adversário se sentiu bem mais pressionado do que na primeira partida, na qual converteu 44 pontos, e acabou errando mais. Na linha dos três pontos, onde é especialista, acertou apenas duas vezes em seis tentativas. No total, saiu de quadra com sete bolas convertidas de 20 tentadas, muito baixo para seus padrões. Mas o Warriors contava com Klay Thompson. E ele foi o responsável por destruir a marcação dos mandantes com absurdas oito bolas de longa distância derrubadas em nove lançadas. Foi o atlera que mais anotou pontos no alvinegro texano em um tempo durante uma partida de playoffs desde a chegada de Gregg Popovich: 29, antes do intervalo.
Manu não fez bom jogo (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)
Replay?
Assim como no primeiro jogo da série, o Spurs saiu atrás. Muito atrás. Preguiçoso e até meio perdido, o time levou um passeio do adversário nos dois primeiros períodos. Sem conseguir encontrar um antídoto para Thompson, os texanos cometeram erros infantis na defesa e no ataque, e tentaram reagir apenas após o intervalo. Diferente do que aconteceu na partida anterior, a “tática” não funcionou. Aconteceram algumas aproximações no placar, sempre freadas por tempos pedidos pelo rival.
Que afoboção!
Em um cenário muito ruim no qual se construiu o pior jogo do Spurs nos playoffs, destaque para a afobação do ataque. Jogadas mal trabalhadas e finalizadas culminaram com um desempenho de 35 bolas convertidas em 89 tentativas (!!). E nem mesmo os sete rebotes ofensivos de Kawhi Leonard foram suficientes para amenizar a afobação do time.
Popovich precisa, para os jogos fora, colocar na cabeça do elenco que o maior antídoto para o Warriors é boa marcação e não a tentativa de responder às bolas de três do adversário com a mesma jogada – até porque não se comparam os especialistas dos dois times.
Volta, Tiago!
Tiago Splitter, vindo do banco de reservas, fez sua primeira partida após se recuperar de lesão no tornozelo. Porém, ainda longe de sua melhor condição física, o brasileiro tem feito falta para duelar embaixo do aro com Andrew Bogut. O pivô australiano tem levado a melhor em quase todas as jogadas, tanto com como sem bola. Será importante para o duelo seguinte que Splitter esteja mais apto para jogar e diminuir o tempo de quadra de Matt Bonner, que está longe de ser um problema para os adversários quando defende.
Destaques da partida
San Antonio Spurs
Tim Duncan – 23 pontos e 9 rebotes
Tony Parker – 20 pontos e 6 rebotes
Kawhi Leonard – 11 pontos e 12 rebotes
Golden State Warriors
Klay Thompson – 34 pontos (8-9 3 PT) e 14 rebotes
Stephen Curry – 22 pontos
Spurs (1) vs (0) Warriors – Semifinal do Oeste

San Antonio Spurs vs Golden State Warriors – Semifinal da Conferência Oeste
Data: 08/05/2013
Horário: 22h30 (Horário de Brasília)
Local: AT&T Center
Na TV: SPORTS+
Cotação no Apostas Online: Spurs 1,26 (favorito) vs Warriors 3,85
O San Antonio Spurs volta às quadras para o segundo duelo das semifinais da Conferência Oeste diante do Golden State Warriors. Depois de um primeiro jogo longo e cansativo, vencido pelos texanos na segunda prorrogação, a expectativa é que o novo confronto seja marcado pelo equilíbrio. Além da tentativa de abrir uma considerável vantagem de 2 a 0 e se manter invicto nos playoffs, o time texano defende também uma impressionante série invicta diante do adversário, que não vence no Texas desde 1997. Técnico do alvinegro, Gregg Popovich tem como maior problema a marcação de Stephen Curry, estrela adversária que terminou o primeiro confronto com nada menos do que 44 pontos. O brasileiro Tiago Splitter segue como dúvida. Ainda voltando de lesão no tornozelo, ele está em fase final de recuperação. A boa notícia fica por conta de Tim Duncan, que está totalmente curado dos problemas estomacais que o afetaram na reta final da primeira partida.
Série nos playoffs (1-0)
06/05/2013 – Spurs 129 x 127 Warriors
Com uma cesta de três pontos de Manu Ginobili no fim da segunda prorrogação, o Spurs venceu um jogo que parecia dominado por Curry e vencido pelo Warriors antes da reação história do time texano. O cestinha da equipe alvinegra foi Tony Parker, que deixou a quadra com 28 pontos, oito assistências e oito rebotes.


PG – Tony Parker
SG – Danny Green
SF – Kawhi Leonard
PF – Tim Duncan
C – Tiago Splitter/Boris Diaw
Fique de Olho – Ficou bastante claro que será difícil marcar Stephen Curry com eficiência absurda. De qualquer modo, no rodízio promovido por Gregg Popovich no primeiro jogo, aquele que se saiu melhor foi Kawhi Leonard. A expectativa, então, é a de que o ala seja peça-fundamental para o desenrolar do duelo.


PG – Stephen Curry
SG – Klay Thompson
SF – Harrison Barnes
PF – Festus Ezeli
C – Andrew Bogut
Fique de Olho – Foram 44 pontos, 11 assistências e 18 arremessos de quadra convertidos no jogo 1. Não são necessários mais motivos para que o Spurs fique de olho em Stephen Curry.
