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Rumores – Poderia Camby ir para o Spurs?

Marcus Camby

Em reportagem do Boston Globe, os dias de Marcus Camby como um Nugget estariam terminando, segundo uma fonte na NBA, pois ele é um dos jogadores mais atrativos que estariam abertos para uma troca. Não é segredo que o Denver está tentando diminuir a folha salarial depois de uma temporada decepcionante.

Os times vêm demonstrando pouco interesse em Kenyon Martin e Nenê por causa de seus históricos de lesões e contratos. Enquanto o Nuggets coloca como possibilidade negociar Allen Iverson, espera-se que ele exerça sua opção de contrato, que pagará à ele pesados U$20,8 milhões na próxima temporada. E ainda existem alguns rumores sobre Carmelo Anthony ser trocado, mas ele é um dos jogadores mais talentosos do time e seria difícil substituí-lo. Entretanto, alguém tem que sair.

Camby, Melhor Jogador Defensivo em 2007, receberá U$11,25 milhões na próxima temporada e U$10,9 milhões em 2009-10. O pivô de 34 anos teve médias de 9,1 pontos, 13,1 rebotes e 3,6 bloqueios nesta última temporada. Ele se encaixaria perfeitamente em um time experiente que precise de um big man como Detroit, San Antonio, Miami ou Dallas.

“Você ouve rumores sobre trocas todo verão nessa época,” disse Camby. “Denver é onde quero estar, mas definitivamente quero estar onde necessitem de mim.”

Claro que adquirir um jogador como Camby não faria o Spurs mais jovem, porém certamente chegaria um reboteador sólido e um incrível defensor.

Silver Stars @ Fever – WNBA – Primeira vitória fora de casa na volta de Catchings

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Tamika Catchings, das Indiana Fever, e Ann Wauters, das San Antonio Silver StarsNa primeira partida de Tamika Catchings na temporada pelo Indiana Fever, quem arrasou mesmo foram as Silver Stars, que, com boa atuação da pivô belga Ann Wauters, conseguiram sua primeira vitória fora de casa no ano.

O jogo foi muito equilibrado entre as duas equipes até o último quarto, quando as Silver Stars, faltando cinco minutos para o final, conseguiram abrir uma liderança confortável e vencer a partida. Os números mostram o equilíbrio, com 15 mudanças de liderança na partida. O placar ainda teseve empatado 13 vezes. A equipe texana venceu a terceira seguida, e derrotou as Fever pela segunda vez em cinco dias.

Tamika Catchings, que rompeu seu tendão de Aquiles direito nas finas da conferência Leste da temporada passada e passou por cirurgia em setembro, voltou a jogar, vindo do banco, permanecendo 12 minutos em quadra, conseguindo dois pontos, um rebote e um roubo de bola. A pivô das Fever, Tammy Sutton-Brown, não jogou, com uma tendinite no tendão de Aquiles direito.

A Indiana Fever jogará novamente na quarta, contras as New York Liberty, novamente em casa. A San Antonio Silver Stars enfrentam, no mesmo dia, fora de casa, o time debutante da liga, o Atlanta Dream, time da jogadora brasileira Iziane.

Destaques da partida

San Antonio Silver Stars

Ann Wauters – 19 pontos, 10 rebotes e 2 bloqueios

Sophia Young – 18 pontos e 6 rebotes

Becky Hammon – 11 pontos

Vickie Johnson – 9 pontos, 10 rebotes e 8 assistências

Indiana Fever

Katie Douglas – 17 pontos e 4 rebotes

Ebony Hoffman – 10 pontos, 10 rebotes, 4 assistências e 2 bloqueios

Alison Bales – 9 pontos, 4 rebotes e 3 roubos de bola

Danny Green, de North Carolina, faz testes no Spurs

Andy Lyons/Getty Images

Andy Lyons/Getty Images

Logo após terminar o treino com o San Antonio Spurs, o ala Danny Green, da universidade de North Carolina, disse sexta à noite que ainda não decidiu sobre retirar o nome do Draft.

“Continuo muito indeciso,” disse Green, por telefone, do aeroporto de San Antonio. “Eu sei que há algumas notícias dizendo que já tomei minha decisão de voltar para a universidade na próxima temporada, mas não é realmente o que acontece. Não tomarei nenhuma decisão antes de me encontrar com o técnico (Roy) Williams até esse fim de semana. Eu acho que decidirei depois de nos falarmos.”

O ala de 1,96 m, que está em seu terceiro ano na universidade, é um dos três jogadores de North Carolina na lista para o próximo Draft da NBA. Estão nela também o armador Ty Lawson e o ala-armador Wayne Ellington. O limite para retirar o nome da lista do Draft, de acordo com a NBA, é segunda-feira, dia 16 de junho, às 18 hrs no horário de Brasília.

Green, depois da audição com o Spurs, estava feliz com sua performance.

“Eu acho que tive um bom dia,” disse Green. “Nunca dá exatamente tudo certo, mas estou feliz da maneira com que tudo aconteceu.”

Ele disse não ter marcado mais nenhum treino com outros times da NBA. Green teve médias nesta última temporada com o Tar Heels de 11,5 pontos, 4,9 rebotes, 2 assistências, 1,2 bloqueios e 1,2 roubos de bola por jogo.

 

Executivo do Spurs pede demissão

Russ BookbinderRuss Bookbinder, vice-presidente executivo de operações de negócios dos Spurs, anunciou nessa terça que está deixando seu cargo na Spurs Sports & Entertainment, depois de mais de 20 anos com o clube.

“Era algo que venho pensando há um ano, um ano e meio,” disse Bookbinder. “Eu apenas nunca admiti que isso sairia da minha boca.”

Contratado por Red McCombs como vice-presidente executivo em Janeiro de 1988, ele é um dos muitos empregados que traçaram o caminho do clube da HemisFair Arena até o AT&T Center. Os Spurs empregaram não mais que 25 pessoas no dia que Bookbinder chegou. Desde aquele tempo, a franquia cresceu cresceu até a entidade conhecida como Spurs Sports & Entertainment.

Em sua 21ª temporada em San Antonio, Bookbinder, 56, supervisiona as operações de quatro times profissionais – os Spurs, as Silver Stars da WNBA, os Austin Toros da Liga de Desenvolvimento da NBA, e os Rampage da AHL, time de hóquei de San Antonio em uma liga secundária. Bookbinder foi uma das chaves da metamorfose da franquia de um clube de basquete em uma cidade pequena em uma franquia multi-esportiva de quatro times. Esse crescimento exponencial, em parte, conduziu-o para sua demissão.

“São muitas noites na arena,” disse Bookbinder. “Isso provoca perdas.”

O proprietário do Spurs, Peter Holt, que adquiriu o controle do clube em 1996, disse que a ausência de Bookbinder será sentida.

“Quando me juntei ao Spurs como dono 12 anos atrás, eu não sabia a diferença entre basquete e um trator,” disse Holt. “Russ Bookbinder me ensinou muito sobre a NBA e os negócios nos esportes profissionais.”

Quando Bookbinder chegou em 1988, os Spurs atraiam entre quatro e cinco mil espectadores por noite no venerável HemisFair Arena, para acompanhar jogadores como Alvin Robertson e Johnny Dawkins.

“Eles eram torcedores fanáticos de basquete,” disse Bookbinder. “Se nós queríamos sempre expandir nossos negócios, nós tínhamos que buscar um segmento maior de mercado. Nosso objetivo era transformar o que fazíamos em entretenimento familiar.”

Bookbinder começou a construir o que era o precursor do que são atualmente os eventos nos dias dos jogos no AT&T Center. Sobre sua direção, os Spurs adicionaram músicas nos auto-falantes e entretenimento na quadra durante os intervalos do jogo, e melhoraram o sistema do placar eletrônico. Em sua tutela, Bookbinder colocou os Spurs na nova era de relacionamento com a comunidade local, com os jogadores fazendo aparições pessoalmente e indo à eventos de caridade.

“Ele era envolvido com tudo,” disse Bob Bass, GM do Spurs na época. “Ele trouxe esses elementos e comandou tudo com muita vontade.”

Bookbinder também ajudou a trazer o All-Star Game de 1996 para San Antonio, e trabalhou com o San Antonio Sports Foundation no esforço para atrair outros eventos esportivos para a cidade. Como um membro do Sports Foundation’s Board of Directors, ele estava entre os fundadores do Alamo Bowl em 1994.

Depois de mais de 20 anos de muito trabalho, Bookbinder está pronto para descansar. Seu filho e sua filha, Josh e Jessy, estão crescidos e não moram mais com ele. Ele planeja passar mais tempo com sua mulher, Tammy, que está lutando contra uma múltipla esclerose. Elem que sobreviveu de um câncer, disse planejar usar os próximos meses para um longo e merecido descanso. Ele está bem de saúde e quer tirar vantagem disso.

“Vou sair agora, aproveitar o verão e ver o que vai acontecer,” disse Bookbinder. “Agora, estou em paz com tudo.”

R.C. Buford, vice-presidente e general manager do Spurs, cuidará das funções que Bookbinder desenvolvia. Não se sabe ainda se Buford assumirá o controle da posição temporariamente ou por um longo prazo.

10 Perguntas para Tony Parker

Tony Parker (Photo by Andrew D. Bernstein/NBAE via Getty Images)O armador do San Antonio Spurs, Tony Parker, está entre os mais talentosos jogadores estrangeiros na NBA. Em seus sete anos na liga, ele ganhou três títulos da NBA, recebeu o MVP das Finais em 2007, foi duas vezes All-Star e nomeado ao All-Rookie First Team em 2002. Enquanto os Spurs em 2007 venceram o campeonato, este ano a temporada deles terminou cedo, depois de serem derrotados pelo Lakers por 4-1 nas finais da conferência Oeste. O francês respondeu ao site da NBA na seção Global Top 10 dez perguntas sobre os playoffs desse ano e sua jornada no basquete.

NBA.com: Muitas pessoas dizem que a cesta de três pontos de Tim Duncan no Jogo 1 contra o Suns mudou toda a série. Pra você, qual impacto teve esse arremesso?

Parker: Foi enorme para nós. Um grande arremesso, obviamente, pois Timmy usualmente não arremessa da linha de três muito, e foi demais para nós, pois estávamos perdendo por 18 pontos no primeiro tempo e voltamos, lutamos e empatamos a partida. A primeira vez com Michael Finley e então nós empatamos de novo com Timmy. Foi simplesmente um confronto incrível. Para mim, esse foi o melhor jogo dos playoffs, duas prorrogações e teve o Timmy convertendo uma chute de três. Foi insano, e no lado bom. Uma grande emoção. Uma das melhores partidas que já joguei nos playoffs.

NBA.com: Apesar de vocês terem derrotado Phoenix e New Orleans, quão desafiante foram as duas séries?

Parker: Nós tivemos duas séries difíceis. A primeira contra o Phoenix foi muito brutal e física, e então nós jogamos contra New Orleans, que é um time jovem surgindo, e fizemos sete jogos. Foi duro para nós. Nós fomos sortudos por ganhar o Jogo 7 (contra o Hornets) fora de casa, uma das grandes vitórias da nossa franquia. Essa foi uma grande vitória, fora de casa, Jogo 7, nós nunca conseguimos algo assim antes.

NBA.com: Você acertou um grande arremesso no final do Jogo 7 da série entre Spurs e Hornets. Faltando 50 segundos você fez um arremesso de fora do garrafão. Como se sentiu após conseguir essa cesta?

Parker: Nesse jogo, eu não estava bem. Mas, no quarto período, eu converti dois ou três arremessos antes de fazer meu último. Foi importante para nós porque nos deu uma boa liderança.

NBA.com: Muitos de seus companheiros, incluindo Manu Ginobili e Duncan, são atletas estrangeiros. Tem alguma diferença jogar com atletas estrangeiros ao invés de jogadores americanos?

Parker: É um estilo diferente, mas continua sendo basquete. Obviamente, Manu, o jeito dele jogar e louco de ser, é um pouco diferente. Continua sendo basquete. Nós apenas jogamos basquete. Eu acredito que isso faz a NBA ser melhor, porque você tem os melhores atletas de cada país.

NBA.com: Como você poderia analisar o confronto entre o Lakers e o Celtics?

Parker: Eles são dois grandes times. Tem grandes confrontos com Kobe Bryant, Paul Pierce, Kevin Garnett e Pau Gasol. Então será difícil para os dois times. Será muito bom de assistir. Eu não acho que alguém possa dizer quem ganhará. Mas eu acredito que o Lakers tem a vantagem pelo fato de terem Kobe Bryant.

NBA.com: Que tipo de pressão é estar nas finais da NBA, especialmente para aqueles como Ray Allen e Kevin Garnett que nunca estiveram lá antes?

Parker: Continua sendo basquete. É simplesmente excitante a primeira vez. Eu estava emocionado na minha primeira vez nas finais, mas quando começa é apenas basquete. Obviamente é muita pressão, porque você quer vencer o campeonato, mas é apenas mais uma disputa. Então eu acho que estarão bem.

NBA.com: Como é conquistar um título da NBA?

Parker: É um sentimento inacreditável. É a melhor emoção do mundo. É por isso que você joga basquete. É por isso que se pratica esportes, para viver esses momentos, para ter esses calafrios e esse sentimento feliz dentro de você, que trabalhou duro para esse objetivo e o atingiu.

NBA.com: Seu time tem um grande trio formado por você, Manu e Duncan. Boston tem um grande trio também. Qual a importância de ter vários bons jogadores no time?

Parker: Nos dias atuais é difícil vencer o campeonato com apenas um ou dois jogadores. Você precisa de ajuda, pois todos os times são bons. Então, eu acho que um time precisa ter pelo menos três jogadores que façam pontos e façam várias coisas em quadra e carreguem o time. Nesses dois times (Boston e Los Angeles) você tem isso em Paul Pierce, Garnett e Ray Allen e Kobe, Gasol e Lamar Odom. Eles podem carregar o time todas as noites.

NBA.com: Crescendo na França, você aspirava jogar na NBA? Se sim, teve um momento quando você sabia que era possível de acontecer?

Parker: Esse foi meu sonho desde pequeno. Meu pai é americano. Ele é de Chicago, então eu era um grande torcedor do Bulls, um grande fã do Michael Jordan. Eu sempre soube que queria jogar basquete quando crescesse.

Quando fui draftado, eu soube que aconteceria, mas sempre foi meu sonho desde criança. Eu sempre quis jogar na NBA, esse era meu objetivo. Quando eu pensei, “Oh, eu finalmente consegui”, eu estava no Draft. Quando você ouve seu nome (ser chamado), é um sentimento indescritível.

NBA.com: Quais são seus planos para a off-season?

Parker: Não estou fazendo nada. Não estou jogando pela seleção francesa. É meu primeiro verão em quatro ou cinco anos que não tenho para fazer. Então, eu definitivamente irei rejuvenescer e descansar em coisas que posso melhorar. Além disso eu irei sentar, aproveitar a vida e desfrutar de minha mulher. Apenas isso.