Arquivo mensal: agosto 2013
Prospectos do Spurs assinam com novos times na Europa
Enquanto esperam uma oportunidade no elenco do San Antonio Spurs, os prospectos ligados à franquia texana continuam subindo de nível no basquete europeu. De acordo com reportagem do site americano Project Spurs, o armador Marcus Denmon e o ala-armador Adam Hanga assinaram contratos com seus novos times no Velho Continente recentemente.

Adam Hanga (à direita) foi apresentado pelo seu novo clube (Reprodução/Facebook)
Segundo reportagem do site turco Spor.Haberler, Denmon acaba de assinar contrato de um ano com o Tofas Bursa, clube do país. Na última temporada, o armador defendeu as cores do Elan Chalon, da França, e apresentou médias de 12,9 pontos (39,4% FG, 37,3% 3 PT, 87% FT) e três rebotes em 31,5 minutos por exibição.
Neste ano, Demon, selecionado pelo Spurs na 59ª escolha do Draft de 2012, fez parte do elenco que representou a franquia texana na disputa da Summer League de Las Vegas. Na competição, o armador obteve, em média, 10,8 pontos (38,5% FG, 38,5% 3 PT, 80% FT) e 2,8 assistências em 21,8 minutos por partida.
Hanga, por sua vez, formalizou o acordo que tinha com o Caja Laboral e assinou por quatro anos com o time da Espanha. O ala-armador, que se recupera de cirurgia no joelho esquerdo, vinha atuando pelo Bàsquet Manresa, do mesmo país, e teve médias de 11,7 pontos (42% FG, 36,1% 3 PT, 69,8% FT) e 4,6 rebotes em 26 minutos por jogo na última temporada.
Em entrevista ao jornal espanhol Mundo Deportivo, Hanga, selecionado pelo Spurs na 59ª escolha do Draft de 2011, não descartou mudar-se para a NBA antes do fim de seu novo contrato. No entanto, não foi divulgado se o vínculo possui ou não uma cláusula que o permita se transferir sem custos para a franquia texana.
Destaques individuais

A última posição na Conferência Oeste da WNBA é ocupada pelo San Antonio Silver Stars. A má fase causada pela ausência das duas principais jogadoras da equipe parece ser mais longa do que o esperado, mas o time não está de todo ruim. Existem alguns flashes que vão fazer essa temporada ser lembrada com um pouco de carinho. Começando pelo Jogo das Estrelas…

Danielle Robison representou o Silver Stars no All-Star Game (Brian Babineau/NBAE/Getty Images)
O All-Star Game de 2013 da WNBA aconteceu na semana passada, na Mohegan Sun Arena, casa do Connecticut Sun. Apesar do time que usa esse ginásio como lar não estar bem das pernas no campeonato, a estrutura do local, que conta com um cassino e um hotel, é muito bem bolada. Já estive duas vezes por lá (não para o cassino, vale ressaltar) e o mais legal é a aproximação das jogadoras com os torcedores. Normalmente existem os treinos abertos para que o público tenha acesso às atletas, e na saída do dia do jogo principal, você ainda consegue encontrar com diversos nomes que sempre sonhou em conhecer. Eu, por exemplo, tive a oportunidade de conversar com Dan Hughes, técnico do Silver Stars, durante duas edições seguidas deste evento. O cara é a simpatia em pessoa.
Este ano, nenhuma jogadora do time de San Antonio foi selecionada por voto do público para participar do All-Star Game, mas Danielle Robinson foi honrada com a nomeação para a reserva da Conferência Oeste. Foi justíssimo, pois a armadora está tendo um trabalhão com seu time na temporada. Sua participação no jogo das estrelas foi discreta (dois pontos em 15 minutos), mas valeu pelo reconhecimento e pela experiência de fazer parte de um momento tão especial promovido pelas grandes ligas norte-americanas.
O outro destaque foi um marco na carreira de Hughes. O técnico, reconhecido por muitos profissionais da WNBA pela competência e capacidade de gerenciamento de equipes, conquistou sua 200ª vitória na liga. O fato aconteceu no dia 25 de julho, quando o time texano enfrentou o New York Liberty e fechou a partida com um placar de 65 a 53.
Por fim, apesar de toda adversidade de jogadoras lesionadas e times adversários completos e reforçados, o Silver Stars ainda consegue protagonizar bons momentos na liga.
Nessa semana, os confrontos da equipe texana acontecem na terça-feira (6) contra o Minnesota Lynx, e sexta-feira (9) e domingo (11) contra o Seattle Storm. Vamos torcer para que mais resultados positivos sejam alcançados!
UM OLHAR MAIS PROFUNDO
A veterana Tina Thompson (Seattle Storm) protagonizou o seu último All-Star Game em 2013. A jogadora, que tem como marca registrada, além de seu talento em quadra, as cores fortes dos batons vermelhos utilizados durante os jogos, é uma das lendas do basquete feminino e está entre aquelas que mais representa a modalidade no mundo. Duas vezes campeã olímpica com a seleção dos Estados Unidos, quatro vezes campeã da WNBA com o Houston Comets e com nove participações em jogos da estrelas em seu currículo, Thompson é, tal qual Lisa Leslie, Nancy Lieberman e Rebeca Lobo, um nome inesquecível para a liga.
Mills e Baynes são convocados pela Austrália
Patrick Mills e Aron Baynes vão atuar pela Austrália nesta temporada. A federação local de basquete anunciou, neste fim de semana, o elenco de 15 jogadores convocado para representar o país na disputa do Fiba Oceania, e o armador e o pivô do San Antonio Spurs estão na lista. Os dois serão os únicos atletas da NBA na equipe nacional.

Baynes e Mills vão defender a Austrália (Reprodução/nbanationaustralia.com)
O Fiba Oceania consiste em um duelo de ida e volta entre Austrália e Oceania – as duas seleções já estão classificadas para o Mundial de 2014, que terá a Espanha como país sede. Os jogos serão disputados no dia 14, em Auckland, e 18, em Canberra.
Os treinos da Austrália começam na quarta (7). Clique aqui e veja todo o elenco da seleção.
Com isso, Mills e Baynes se juntam aos jogadores do Spurs que defenderão suas seleções neste ano – serão sete, metade do elenco atual. Marco Belinelli vai jogar pela Itália e Tony Parker, Nando De Colo e Boris Diaw vão defender a França no Eurobasket. Além disso, Cory Joseph vestirá a camisa do Canadá na Copa América. Por outro lado, Manu Ginobili será desfalque da Argentina e Tiago Splitter não estará com o Brasil.
Defesa em pauta
Por enquanto, as movimentações do San Antonio Spurs na offseason têm acontecido para repor peças no elenco. A franquia texana contratou o ala-armador Marco Belinelli, ex-Chicago Bulls, e o ala-pivô Jeff Pendergraph, ex-Indiana Pacers – jogadores, respectivamente, que atuam nas mesmas posições que Gary Neal, que foi para o Milwaukee Bucks, e DeJuan Blair, que assinou com o Dallas Mavericks. A princípio, as trocas parecem não ter tanto impacto, e sequer devem mudar o quinteto titular que vinha sendo utilizado por Gregg Popovich. No entanto, os dois novos jogadores terão um papel importante no plantel: melhorar a capacidade defensiva do banco de reservas.

Belinelli foi muito bem marcando Wade (AP)
Na última temporada regular, Belinelli apresentou média de 9,6 pontos, acertando 35,7% de seus tiros de três pontos, em 25,8 minutos por jogo. Nos playoffs, nas séries contra Brooklyn Nets e Miami Heat, cresceu de produção naquele Bulls que jogou desfalcado de Derrick Rose, Kirk Hinrich e Luol Deng e com Joakim Noah baleado, e, no total, obteve média de 11,1 pontos, convertendo 34% dos arremessos do perímetro, em 27,1 minutos por partida. Neal, por sua vez, sofreu com problemas físicos durante a fase classificatória e sustentou média de 9,5 pontos, acertando 35,5% das bolas de três – piores índices de sua carreira na NBA. Na pós-temporada, fica a lembrança de seu histórico desempenho no Jogo 3 das finais. Mas os 6,8 pontos por duelo que ele marcou também representaram um novo recorde negativo em sua trajetória na liga profissional americana.
Se os problemas físicos atrapalharam Neal no ataque, seu ponto forte, o que dizer então de seu desempenho na defesa? Com o ala-armador em quadra nos playoffs, o Spurs permitiu 102,7 pontos por 100 posses de bola aos seus oponentes. Com o camisa #14 no banco, esse número cai para 96,4. Enquanto isso, Belinelli, que vem melhorando sua marcação a cada temporada, teve belo desempenho diante de Dwyane Wade na série contra o Heat. O astro da equipe de Miami anotou 26,2 pontos a cada 100 posses enquanto o italiano estava no banco no confronto. Com o novo reforço de San Antonio em quadra, a média cai para 19,5.
Além da defesa, Belinelli ainda leva a melhor sobre Neal em outro fundamento: o comando no pick-and-roll. Pode ser fundamental, já que Pop vinha usando o camisa #14 como armador improvisado. Nos playoffs, o italiano teve média de 5,1 assistências a cada 100 posses de bola, contra duas do americano.
Pendergraph, por sua vez, era um jogador de fim de banco de reservas no Pacers. O ala-pivô apresentou médias de 3,9 pontos e 2,8 rebotes em dez minutos por exibição na última temporada regular e 1,8 pontos e dois rebotes em 7,9 minutos por partida nos playoffs. Blair, por sua vez, também não teve muitas chances de mostrar serviço e obteve médias de 5,4 pontos e 3,8 rebotes em 14 minutos por jogo na fase de classificação e 3,9 pontos e dois rebotes em 6,3 minutos por noite no mata-mata.
No entanto, ao contrário de Blair, que já provou que pode pontuar com consistência quando recebe boa quantidade de minutos, Pendergraph teve como ponto alto de sua passagem pelo Pacers uma atuação defensiva: o ala-pivô se destacou marcando Josh Smith durante a série contra o Atlanta Hawks. A presença do reforço do Spurs fez diferença principalmente combatendo as infiltrações: no garrafão, fora da zona restrita, o astro adversário converteu 35,3% dos tiros que tentou com Pender no banco, e NENHUM com Pender em quadra. Mais ágil, o big man, ainda em Indianápolis, também fez com que Smith tentasse menos arremessos de três: 2,7 contra 0,8 por jogo.
Pendergraph oferece uma alternativa que o Spurs não teve no ano passado: um jogador que tem velocidade para acompanhar um ala-pivô mais rápido sem fazer com que o time texano perca força na coleta de ressaltos. Ainda dói a alma lembrar a quantidade de rebotes ofensivos que a equipe cedeu ao tentar igualar o small-ball do Heat nas finais…
Sem Neal e Blair, Pop pode optar por escalar, em alguns momentos, sua segunda unidade com Cory Joseph, Marco Belinelli, Manu Ginobili, Jeff Pendergraph e Boris Diaw. Cinco defensores sólidos e um quinteto que ficaria longe de passar vergonha no ataque. Assim, mesmo com movimentações discretas, a franquia texana dá mais um passo em direção a um foco claríssimo: a defesa.
Spurs tem interesse no armador Bobby Brown
Com uma vaga ainda aberta para a temporada 2013/2014 da NBA, o San Antonio Spurs segue estudando suas opções no mercado. De acordo com reportagem do site americano Project Spurs, a franquia texana tem interesse no armador Bobby Brown.

Brown defendeu o Siena na última temporada (Reprodução/edirnebasket.com)
Segundo Marc Berman, jornalista do New York Post, Brown também está na mira do New York Knicks. O jogador tem ainda uma proposta lucrativa do basquete chinês e, por isso, precisa resolver seu futuro até o dia 15 de agosto.
Brown não joga na NBA desde a temporada 2009/2010, quando teve médias de 4,8 pontos e duas assistências em 11,5 minutos por jogo atuando por Los Angeles Clippers e New Orleans Hornets. Ele ainda defendeu Minnesota Timberwolves e Sacramento Kings na carreira.
Na última temporada, defendendo as cores do Siena, da Itália, Brown obteve, em média, 17,3 pontos e 3,5 assistências em 30,4 minutos por exibição no campeonato nacional e 18,8 pontos e 5,3 assistências em 32,1 minutos por partida na Euroliga.
Veja quem pode chegar e quem pode deixar o San Antonio Spurs


