Arquivo mensal: agosto 2013

Hibbert viaja para o Texas para treinar com Duncan

Um dos melhores pivôs da última temporada da NBA, Roy Hibbert, do Indiana Pacers, escolheu um professor e tanto para ajudar no seu desenvolvimento enquanto o próximo campeonato não começa. De acordo com reportagem do site americano Project Spurs, o jogador viajou para o Texas para treinar com Tim Duncan, astro do San Antonio Spurs.

Hibbert e Duncan têm treinado juntos (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

Não é a primeira vez que Duncan e Hibbert treinam juntos. Antes da temporada 2011/2012, que teve seu início atrasado pelo locaute, os dois também trabalharam juntos no Texas, em atividade que contou também com o brasileiro Nenê.

Na segunda-feira (19), por meio de seu Twitter pessoal, Hibbert agradeceu o Spurs por deixá-lo treinar em suas instalações. Não se sabe até quando o pivô ficará no Texas.

A semana de luta contra o câncer de mama na WNBA

É uma tradição da WNBA, já há alguns anos, promover a semana de conscientização contra o câncer de mama. As outras grandes ligas dos Estados Unidos também fazem isso, porém, por essa ser uma mazela que aflige principalmente as mulheres, existe um significado muito forte quando esse “evento” acontece na competição.

Becky Hammon ajudou a causa nobre da WNBA (Reprodução/Facebook)

Assim como na semana especial do Saint Patrick’s Day na NBA e na NFL os jogadores usam a cor verde em seu uniforme como representação do trevo do personagem principal do feriado irlandês, na conscientização contra o câncer de mama o rosa é predominante. Camisa, bermuda, meia, tênis… tudo adota a cor.

O objetivo é, como o próprio nome diz, gerar na população um maior discernimento em relação a esse tipo de tumor, incentivar exames para que qualquer problema seja detectado com antecedência e tratado da maneira correta e incentivar e animar pessoas que já sofrem com essa enfermidade a partir de histórias superação. Além disso, as franquias também arrecadam dinheiro para auxiliar na luta.

O San Antonio Silver Stars tem um leilão tradicional que acontece ao final de cada partida da semana de conscientização contra o câncer de mama. A deste ano foi contra o Phoenix Mercury, no sábado, e terminou com vitória para as texanas. Mais importante, no entanto, foi o resultado dos utensílios de Becky Hammon, que nem mesmo atuou.

A veterana colocou a sua camisa de jogo e uma gravata rosa para serem leiloados. Um fazendeiro ricaço… digo, um senhor muito altruísta arrematou os dois pelo preço de US$ 8.000,00. Porém, ele doou a camisa de volta e ficou apenas com o acessório. Com isso, as outras pessoas que concorreram fizeram uma proposta a Hammon para que levassem a camisa pelo valor de US$ 7.500,00, contanto que ela também liberasse o par de salto alto super pink que estava usando – e que não estava em jogo, era uma peça de uso pessoal. Feito. Com isso, uma camisa, uma gravata e um sapato de salto alto resultaram em US$ 15.500,00.

No site oficial do Silver Stars ainda contaram a história de uma senhora Season Ticket Holder desde a primeira temporada do time que foi bem sucedida na luta contra o câncer de mama.

Esse engajamento contra doenças e desastres naturais é muito comum nas grandes ligas americanas, um reflexo do que acontece normalmente na sociedade local. Estamos acostumados com a imagem de que os cidadãos dos Estados Unidos são frios, mas, no sentido de compaixão pelo próximo devido a problemas causados por fatores externos, eles são muito avançados. Hammon é uma das pessoas que se destacam nisso, mas em um nível maior, internacional. Quando aconteceu aquele terremoto no Haiti, os fãs da jogadora juntaram uma quantia de dinheiro para doar em seu nome e, após as somas terem sido feitas, ela dobrou o valor arrecadado do seu próprio bolso.

É muito legal ver isso acontecer junto ao esporte. Motivos para sorrir em meio à má temporada do Silver Stars, que nessa semana enfrenta o Indiana Fever (21, quarta-feira), o Tulsa Shock (23, sexta-feira) e o Seattle Storm (25, domingo).

Ainda há chances de playoffs, por isso, continuamos na torcida!

UM OLHAR MAIS PROFUNDO

Elena Delle Donne, a novata que surpreendeu a todos em sua primeira temporada na WNBA, está mais uma vez contundida, após retornar de uma outra lesão ocorrida antes do All-Star Game. Há quem diga que até nisso a loira se assemelha a Lauren Jackson…

Mills brilha novamente e Austrália é campeã

Neste domingo (18), a Austrália sagrou-se campeã do Fiba Oceania ao, jogando em casa, vencer a Nova Zelândia por 76 a 63. O destaque do confronto foi Patrick Mills, armador do San Antonio Spurs, que deixou a quadra com 21 pontos e cinco roubadas de bola e, depois da partida, foi eleito o melhor jogador da competição continental.

Mills foi o destaque do título da Austrália (Reprodução/Facebook.com/FIBA)

Mills já havia se destacado no jogo de ida, também vencido pela Austrália. O armador teve a oportunidade de jogar pela primeira vez na AIS Arena, que fica em Canberra, sua cidade natal, e comparou a emoção que sentiu com a de jogar a final da NBA e as Olimpíadas.

“É muito parecido, por incrível que pareça. Foi bom poder vencer e poder fechar a série aqui”, disse Mills, que recentemente renovou o seu contrato com o Spurs.

Austrália e Nova Zelândia estão classificadas para o Mundial de 2014, que será disputado na Espanha. Por ter vencido, a seleção de Mills entrará com um ranqueamento mais alto.

A aposta de Thomas e as opções do Spurs

O San Antonio Spurs faz com DeShaun Thomas o mesmo que fez com Marcus Denmon no ano passado. Selecionado pela franquia texana na 58ª escolha do Draft deste ano, o ala será enviado para o basquete Europeu, mais especificamente para a França, para se desenvolver na esperança de que retorne pronto para jogar na NBA. A princípio, a movimentação parece ser boa para todas as partes, já que a equipe mantém os direitos sobre o prospecto, enquanto o jogador ganha tempo para evoluir com calma atuando no Velho Continente. No entanto, alguns dados mostram que a decisão pode causar impacto negativo sobre o futuro do atleta.

Thomas deve ir parar no Velho Continente (Mike Carter/USA Today)

O Spurs retém os direitos sobre Thomas porque ele ainda não participou de um acampamento de pré-temporada com a franquia. Caso fosse convidado e, depois, cortado, o ala perderia seu vínculo com a franquia de San Antonio e teria de começar do zero sua vida na NBA. Em entrevista ao jornal americano The Columbus Dispatch, o prospecto afirmou que, diante da indefinição do alvinegro texano – que ainda não sabe o que fazer com a 15ª e última vaga que tem no elenco para a temporada 2013/2014 -, tinha medo de ser dispensado e ter que jogar na D-League, que paga salários muito menores do que os do Velho Continente. Isso porque o jogador tem um filho de pouco menos de um ano e meio para sustentar.

Thomas deu mostras de que, na pior das hipóteses, pode se tornar um pontuador útil na NBA. Na última temporada, sua terceira no basquete universitário americano, o prospecto apresentou médias de 19,8 pontos (44,5% FG, 34,4% 3 PT, 83,4% FT) e 5,9 rebotes em 35,4 minutos por exibição. Neste ano, após ser draftado, o jogou a Summer League com o Spurs e obteve, em média, 12,4 pontos (41,4% FG, 37,5% 3 PT, 88,9% FT) e cinco rebotes em 28,6 minutos por partida. No entanto, é bem verdade, também, que ele pode nunca passar disso.

Mas chama atenção a personalidade um pouco fora da curva do padrão adotado pelo Spurs que Thomas aparenta ter. Primeiramente, por ter negado dar seu telefone para representantes da franquia antes do Draft. Segundo, pela negociação frustrada com o Estudiantes, da Espanha, que chegou a ser confirmada por sites especializados antes de ser frustrada pelo agente do atleta, que falou com o The Columbus Dispatch. Por fim, pela entrevista dada pelo prospecto ao jornal, em que ele dá a entender que a indefinição do alvinegro o atrapalhou.

Por isso, a ideia de ir para a Europa soa como uma definição mais financeira do que esportiva. O envio de prospectos para o Velho Continente, de olho em desenvolvê-los, parece uma ótima ideia do ponto de vista teórico. Porém, de acordo com levantamento do site americano SB Nation, dos 27 jogadores que atuaram no basquete universitário americano e que foram draftados na segunda rodada e em seguida enviados para o outro lado do oceano desde 2002, somente nove voltaram para jogar na NBA. Entre os que obtiveram sucesso, está Matt Bonner, que jogou um ano na Itália após ser selecionado pelo Toronto Raptors na 45ª escolha do Draft de 2003. Marcus Denmon, por outro lado, segue ligado ao Spurs, mas ainda tenta retornar – ele vai jogar na Turquia na próxima temporada.

Como já falei em outra coluna, esportivamente Thomas dá mostras de que parece ter sido mais um acerto do Spurs. Porém, ele dá a entender que, talvez, precise se desenvolver fora das quadras para poder se enquadrar na franquia. Jogar profissionalmente em outro país, longe dos Estados Unidos, tendo a responsabilidade de sustentar sua família pode ser uma opção mais interessante do que dar a ele um contrato na NBA e, em seguida, enviá-lo para o Austin Toros, ambiente menos competitivo do que as ligas do Velho Continente.

Enquanto isso, o Spurs mantém uma vaga aberta no elenco e pode partir para mais uma contratação. De acordo com rumores divulgados na imprensa americana, as opções que surgiram até agora foram os armadores Bobby Brown e Seth Curry e o ala-pivô Antawn Jamison. Nada de muito empolgante. Por isso, eu gostaria que a franquia texana olhasse para a Europa para sanar o buraco que há no elenco, já que, após a saída de Stephen Jackson, o time não tem um reserva para Kawhi Leonard na posição 3.

Eu considero que Viktor Sanikidze, selecionado pelo Atlanta Hawks na 42ª escolha do Draft de 2004 e em seguida trocado para o Spurs, seria uma opção interessantíssima para a função. O prospecto, de 27 anos de idade, é agente livre após vestir a camisa do Siena, da Itália, na última temporada, e apresentar médias de 5,7 pontos (46,6% FG, 23,1% 3 PT, 57,5% FT) e 5,1 rebotes em 17,5 minutos por exibição na Euroliga e 5,5 pontos (53% FG, 38,5% 3 PT, 64,9% FT) e 4,8 rebotes em 17,1 minutos por partida no campeonato nacional. O prospecto é um ala moderno, que pode atuar nas posições 3 e 4, mais ou menos como Leonard fez na última final da NBA. A diferença é que o georgiano, que estará em ação por sua seleção no Eurobasket deste ano, consegue fazê-lo dando mais qualidade na coleta de ressaltos. No ano passado, ele chegou a falar sobre a possibilidade de atuar em San Antonio.

Enquanto Thomas investe na vida pessoal, o Spurs investe no desenvolvimento fora das quadras de seu prospecto e conserva uma vaga aberta no elenco – que pode continuar livre para uma contratação no meio da temporada, como aconteceu com Boris Diaw, Patrick Mills, Aron Baynes e Tracy McGrady recentemente, ou até mesmo para economizar dinheiro. Resta saber se o ala fará valer sua aposta e conseguirá voltar para a NBA posteriormente.

DeShaun Thomas vai jogar no Nanterre

Selecionado pelo San Antonio Spurs na 58ª escolha do Draft deste ano, DeShaun Thomas vai jogar no JSF Nanterre, clube da primeira divisão do Campeonato Francês de basquete. Depois de ficar muito perto de um acordo com o Estudiantes, da Espanha, sua mudança para o país natal de Tony Parker foi confirmada nesta sexta-feira (16).

Thomas está a caminho da França (Reprodução/elevenwarriors.com)

Por meio de seu site oficial, o Nanterre confirmou a contratação de Thomas. Além disso, o prospecto do Spurs falou sobre sua transferência para o clube francês em seu Twitter.

Na última temporada, sua terceira no basquete universitário americano, Thomas apresentou médias de 19,8 pontos (44,5% FG, 34,4% 3 PT, 83,4% FT) e 5,9 rebotes em 35,4 minutos por exibição. Neste ano, após ser draftado pelo Spurs, o ala jogou a Summer League com a franquia texana e, na competição, obteve, em média, 12,4 pontos (41,4% FG, 37,5% 3 PT, 88,9% FT) e cinco rebotes em 28,6 minutos por partida.

Veja quem pode chegar e quem pode deixar o San Antonio Spurs