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Spurs (0) vs Warriors (0) – Semifinal do Oeste

San Antonio Spurs vs Golden State Warriors – Semifinal da Conferência Oeste
Data: 06/05/2013
Horário: 22h30 (Horário de Brasília)
Local: AT&T Center
Na TV: SPORTS+
Cotação no Apostas Online: Spurs 1,18 (favorito) vs Warriors 4,90
Finalmente a espera acabou! Oito dias após vencer o Los Angeles Lakers por 103 a 82 e confirmar a varrida sobre os angelinos, o San Antonio Spurs volta à quadra nesta segunda-feira (6), em casa, para dar início à série contra o Golden State Warriors, válida pela semifinal da Conferência Oeste. Pelo lado texano, Boris Diaw, que ainda não jogou após operar a coluna, e Tiago Splitter, que lesionou o tornozelo esquerdo na fase anterior, são dúvidas para a partida. Já Tim Duncan, que não treinou no sábado por conta de problemas estomacais, não deve ser problema. Já o time visitante, que eliminou o Denver Nuggets na primeira rodada, ainda não sabe se poderá contar com David Lee, que luta para jogar mesmo com o quadril contundido. Brandon Rush, por sua vez, está fora da temporada após machucar o joelho.


PG – Tony Parker
SG – Danny Green
SF – Kawhi Leonard
PF – Tim Duncan
C – Tiago Splitter/Boris Diaw/DeJuan Blair
Fique de Olho – Se o jogo de perímetro é o ponto forte do Warriors, o Spurs conta com Tim Duncan para levar vantagem sobre o adversário no garrafão. Na série contra o Lakers, o ala-pivô, que terminou em sétimo na eleição do MVP da temporada 2012/2013, teve médias de 17,5 pontos e 7,5 rebotes em 32,3 minutos por exibição.


PG – Stephen Curry/Jarrett Jack
SG – Klay Thompson
SF – Harrison Barnes
PF – Carl Landry
C – Andrew Bogut
Fique de Olho – Jarrett Jack será agente livre ao fim da temporada e, após exercer com maestria a função de sexto homem ao longo da temporada, despertou interesse de várias franquias – inclusive do Spurs. Contra o Nuggets, na primeira rodada dos playoffs, o armador obteve, em média, 18,8 pontos, sete assistências e 5,2 rebotes em 38 minutos por partida.
Parker termina eleição do MVP em sexto; Duncan é sétimo

Neste domingo (5), a NBA divulgou os resultados da eleição que escolheu o MVP da temporada 2012/2013 da liga. LeBron James, ala do Miami Heat, levou o prêmio pela quarta vez na carreira, enquanto o San Antonio Spurs teve dois representantes entre os votados: Tony Parker, que ficou na sexta colocação, e Tim Duncan, que terminou em sétimo.

Os MVPs do Spurs (Mark J. Terrill/AP)
Cada pessoa que votou no prêmio tinha direito de elencar seus cinco jogadores prediletos: o primeiro ganhava dez pontos, o segundo sete, o terceiro cinco, o quarto três e o quinto um. Parker terminou a eleição com 86 pontos, enquanto Duncan somou 65.
Terminaram na frente dos jogadores do Spurs LeBron James, do Miami Heat (1.207 pontos); Kevin Durant, do Oklahoma City Thunder (765); Carmelo Anthony, do New York Knicks (475); Chris Paul, do Los Angeles Clippers (289); e Kobe Bryant, do Los Angeles Lakers (184).
Ao longo da temporada regular, Parker teve médias de 20,3 pontos, 7,6 assistências e três rebotes em 32,9 minutos por exibição. Duncan, por sua vez, sustentou 17,8 pontos, 9,9 rebotes e 2,6 tocos em 30,1 minutos por partida.
Duncan também havia terminado em sexto na eleição dos melhores defensores da temporada. Além dele, o Spurs teve representantes votados em outros prêmios: Manu Ginobili foi escolhido o oitavo melhor reserva, Kawhi Leonard ficou em 15º entre os jogadores que mais evoluíram e Gregg Popovich foi lembrado entre os melhores treinadores.
Prévia de Spurs x Warriors – Semifinal do Oeste

Hora de fazer Stephen Curry suar (Carlos Avila Gonzalez/The Chronicle)
Finalmente o San Antonio Spurs voltará a entrar em quadra nos playoffs! Oito dias depois de completar a varrida sobre o Los Angeles Lakers, em série válida pela primeira rodada, a equipe texana retornará às atividades na segunda-feira (6), em casa, para enfrentar o Golden State Warriors, no primeiro jogo do confronto, pela semifinal da Conferência Oeste. Para chegar a essa fase, o time de Oakland, sexto colocado na temporada regular, surpreendeu ao eliminar o Denver Nuggets, terceiro, vencendo por 4 a 2.
Se quiser manter o status de zebra na série, o Warriors terá de colocar fim a um tabu que já dura 16 anos. Além disso, o time texano disputará quatro das sete partidas em casa (clique aqui e acompanhe a agenda do confronto) – o que foi muito importante durante a temporada regular, quando cada equipe ganhou os duelos que fez em seus domínios. Relembre:
18/01/2013 – Spurs 95 x 88 Warriors
Mesmo diante de um Warriors que não tinha Stephen Curry e Andrew Bogut, o Spurs, jogando em casa e desfalcado de Manu Ginobili, teve dificuldades para vencer. O comandante do triunfo texano foi Tony Parker, com 25 pontos e oito assistências.
22/02/2013 – Spurs 101 @ 107 Warriors
Fora de casa, o Spurs conseguiu empatar o jogo nos segundos finais com uma cesta de Manu Ginobili, mas acabou sucumbindo ao Warriors na prorrogação. O cestinha do time texano na partida foi Danny Green, que obteve 20 pontos e quatro rebotes.
20/03/2013 – Spurs 104 x 93 Warriors
Sem contar com Tony Parker, lesionado, o Spurs, atuando em San Antonio, abusou do jogo de garrafão e venceu o Warriors graças às boas atuações de Tim Duncan, que anotou 25 pontos, 13 rebotes, seis assistências e quatro tocos, e de Tiago Splitter, que deixou a quadra com 17 pontos, sete rebotes e quatro assistências.
15/04/2013 – Spurs 106 @ 116 Warriors
Sem Tony Parker, Kawhi Leonard e Tim Duncan, poupados, e Manu Ginobili e Boris Diaw, machucados, o Spurs até conseguiu fazer jogo duro com o Warriors, mesmo atuando fora de casa, mas acabou derrotado. O destaque do time alvinegro na partida foi Gary Neal, com 25 pontos, oito assistências e seis rebotes.
Será que o equilíbrio será mantido nos playoffs? A seguir, os blogueiros do Spurs Brasil fazem suas análises dao confronto, apontam quais jogadores poderão fazer a diferença nas partidas e dão seus palpites de placar para a série. Confira:
Bruno Alves
Palpite: Spurs 4 a 0
Durante a temporada regular, o Spurs mostrou que tem certas dificuldades ao enfrentar o Warriors. Nos playoffs, a franquia de Golden State mostrou que é perigosíssima ao vencer surpreendentemente o forte Nuggets. Mas, como estamos falando de pós-temporada, e nesse assunto Gregg Popovich e seus comandados esbanjam experiência, prevejo mais uma varrida do time texano. A equipe de Oakland não é nenhum ferrolho defensivo, e será facilmente envolvida nos pick-and-rolls do alvinegro, que, com Manu Ginobili recuperado, já se mostrou ser o mesmo esquadrão dinâmico de sempre.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Warriors: Stephen Curry
Leonardo Sacco
Palpite: Spurs 4 a 2
Depois de enfrentar destroços de um time e passar com facilidade, o Spurs finalmente terá um grande desafio. O surpreendente Warriors vem para a segunda rodada com aquele bom ar que toma conta do ambiente quando a zebra dá as caras e o time pior classificado bate o melhor. Atenção, claro, com as bolas mortais de Stephen Curry, que caminha a passos tranquilos para ser um dos maiores (e melhores) arremessadores de três pontos da história. Se contra o Lakers o problema seria o garrafão, contra a equipe de Golden State será o perímetro (mas é bom pensar bem no outro setor, porque Andrew Bogut tem dado trabalho). Se quiser vencer a série e chegar à grande final do Oeste, o time texano terá de defender muito bem. A missão é bastante possível quando se tem um Kawhi Leonard cada vez melhor na função.
Peça-chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça-chave do Warriors: Stephen Curry
Lucas Pastore
Palpite: Spurs 4 a 2
A precisão nos tiros de longa distância do Warriors durante a série contra o Nuggets assustou. Porém, não deve ser suficiente para que a equipe derrote o Spurs. Primeiro porque é muito difícil manter um alto nível nos tiros de três pontos. Segundo porque a defesa do time texano foi mais eficiente do que a da franquia do Colorado ao longo da temporada regular e deve achar um antídoto para isso. E, por fim, porque o alvinegro não vai bobear como os comandados de George Karl fizeram nos momentos de fraqueza do adversário. Stephen Curry e companhia devem até vencer alguns jogos quando estiverem arremessando no modo NBA Jam, mas dificilmente se classificam.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Warriors: Stephen Curry
Pedro Suaide
Palpite: Spurs 4 a 3
Muitos acham que, após varrer time de tanta tradição como o Lakers, mesmo com o adversário desfalcado, o Spurs vai atropelar o Warriors. Não é bem assim. A dificuldade para conter o jovem e bom time da Califórnia será grande. Tony Parker terá um desafio grande: marcar Stephen Curry, que, ao meu ver, foi o melhor armador da primeira rodada dos playoffs, além de ter batido o recorde de mais cestas de três pontos convertidas em uma temporada regular. Serão jogos decididos nos detalhes, como uma bola de três do time de Oakland não cair, ou Tim Duncan se cansar e sair um pouco. Tende a ser o grande desafio do alvinegro na temporada: encarar um time que usa muito o arremesso de fora, com Stephen Curry, Klay Thompson, Jarrett Jack e companhia. Apesar de tudo isso, o time de San Antonio ainda é favorito, pela tradição e pela experiencia, e, para chegar à final do Oeste, vai precisar de um jogo muito focado no garrafão, já que o adversário perdeu David Lee e ficou mais frágil. Portanto, é a hora de Tim Duncan e Tiago Splitter brilharem.
Peça-chave do Spurs: Tiago Splitter
Peça-chave do Warriors: Stephen Curry
Sergio Neto
Palpite: Spurs 4 a 2
Série acirrada, com um Warriors embalado com a classificação. O diferencial do Spurs será a defesa. Acredito que o jogo dos texanos será concentrado mais no garrafão do que de fora, mesmo com a possível ausência de Tiago Splitter no primeiro jogo. A equipe californiana vai engrossar, principalmente com Stephen Curry, e vai colocar duas vitórias no bolso, mas não vai ser o suficiente para segurar o elenco forte do time alvinegro. Tony Parker e Tim Duncan serão decisivos e importantes por conta da vasta experiência dos dois nos playoffs, liderando a equipe nos momentos mais críticos.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Warriors: Stephen Curry
Victor Moraes
Palpite: Spurs 4 a 1
O Warriors deve dar mais trabalho que o adversário anterior, o Lakers. É uma equipe melhor organizada, veloz e perigosa na linha dos três pontos. O principal responsável por guiar a equipe até aqui é Stephen Curry, que promete dar muita dor de cabeça para o Spurs na defesa, principalmente para Tony Parker. Eventualmente, o armador do time de Oakland pode ser decisivo e arrancar uma vitória para sua franquia, mas no fim a gigantesca experiência em playoffs do alvinegro deve pesar contra a jovem equipe rival. Olho também em Andrew Bogut, que voltou a jogar a bem e, com David Lee machucado, se torna a principal referência no garrafão californiano. Frear Curry é uma tarefa quase impossível, e se o pivô australiano também desequilibrar a missão ficará muito mais dura.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Warriors: Andrew Bogut
Vinicius Esperança
Palpite: Spurs 4 a 1
O bom time do Warriors vem motivado depois de uma série fantástica contra um forte Nuggets, que era cotado como um dos favoritos ao título do Oeste. Com um bom ataque e um Stephen Curry tendo atuações de MVP, a equipe vai ser uma pedreira para o time texano, mas não acredito que os californianos consigam manter seu ritmo intenso durante os 48 minutos de cada partida. O Spurs volta a ter todos os seus jogadores à disposição, com um elenco super equilibrado e, mesmo que não venha realizando partidas de encher os olhos como nos últimos playoffs, é uma esquadra consistente e não deve ter tantos problemas.
Peça-chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça-chave do Warriors: Stephen Curry
Olho neles!


Quatro dos sete blogueiros do Spurs Brasil destacaram a importância de Tony Parker na série. Além de defender Stephen Curry, o francês terá de fazer o adversário trabalhar e se desgastar na defesa – e, quem sabe, ter problema com faltas. Kawhi Leonard, com dois votos, e Tiago Splitter, com um, também foram lembrados.


Seis dos sete blogueiros do Spurs Brasil elegeram Stephen Curry como peça-chave do Warriors no confronto. Mortal contra o Nuggets, o armador pode causar estragos, principalmente se Gregg Popovich demorar para achar seu marcador – é Tony Parker, Danny Green ou Kawhi Leonard? Andrew Bogut recebeu o outro voto.
Spurs, Warriors e o tabu
No dia 14 de fevereiro de 1997, o lendário Latrell Sprewell anotou 32 pontos, sete assistências e quatro rebotes e guiou o Golden State Warriors a uma vitória por 108 a 94 sobre o San Antonio Spurs no Texas. Já se vão mais de 16 anos desde aquele jogo, que colocou frente a frente as duas equipes que serão adversárias novamente pelas semifinais da Conferência Oeste deste ano. E o que aquela partida tem de especial? É simples: trata-se do último triunfo da franquia de Oakland atuando como visitante diante do time alvinegro.

Avery Johnson sabe o que é perder para o Warriors (Bob Owen/San Antonio Express-News)
É isso mesmo. No dia 25 de junho de 1997, Tim Duncan foi selecionado com a primeira escolha do Draft daquele ano pelo Spurs. Em suas 16 temporadas na NBA, o ala-pivô mediu forças com o Warriors 29 vezes em San Antonio, conseguindo 29 vitórias. É mole?
Para se ter uma ideia do tamanho do tabu, nove jogadores entraram em quadra pelo Spurs naquela partida em 1997. Deles, três trabalharam como treinadores nesta temporada da NBA: Vinny Del Negro no Los Angeles Clippers, Monty Williams no New Orleans Hornets (agora New Orleans Pelicans) e Avery Johnson no Brooklyn Nets, este último demitido no meio do campeonato. Faz tempo ou não faz?
Durante a temporada regular, o Spurs fez um bom trabalho mantendo o tabu. No dia 18 de janeiro, o time texano, sem Manu Ginobili, recebeu um Warriors desfalcado de Stephen Curry e Andrew Bogut e venceu por 95 a 88. Depois, no dia 20 de março, foi Tony Parker quem não jogou e viu seus companheiros baterem por 104 a 93 um adversário que tinha todos os seus principais jogadores à disposição.
Porém, agora o buraco é mais embaixo. Primeiramente porque todos os 29 triunfos que o Spurs conseguiu sobre o Warriors ao longo desses 16 anos vieram em jogos de temporada regular. As duas equipes se enfrentaram apenas uma vez nos playoffs na história, na primeira rodada de 1991, e o time texano, que havia terminado a primeira fase do campeonato com a segunda colocação na Conferência Oeste, acabou perdendo por 3 a 1.
Além disso, mesmo com as duas vitórias que conquistou em San Antonio, o Spurs não fechou a série em vantagem sobre o adversário. Isso porque a equipe texana levou a pior nos dois confrontos que fez como visitante: perdeu por 107 a 101, no dia 22 de fevereiro, após prorrogação e por 116 a 106 no dia 15 de abril – ainda que poupando seus principais jogadores, é bem verdade, já na reta final do campeonato.
Meu palpite é que o Spurs ganha a série, mesmo se o Warriors fizer história e beliscar uma vitória em San Antonio. Mas ganha por ser mais time, não por causa de um tabu de 16 anos – construído por personagens que sequer entrarão em quadra a partir de segunda-feira. Afinal de contas, como diria o poeta, tabus existem para serem quebrados.
* Com informações retiradas dos Twitters de Matther R Tynan, John Schuhmann, Trevor Zickgraf e NBA Guru.
Spurs tem interesse em Jack para a próxima temporada

De acordo com reportagem do site americano Project Spurs, um jogador do Golden State Warriors, próximo adversário do San Antonio Spurs nos playoffs, teria despertado o interesse da franquia texana. Trata-se de Jarrett Jack, armador que tem feito a função de sexto homem na equipe de Oakland e que ficou em terceiro na eleição do melhor reserva da temporada.

Tony Parker e Jarrett Jack; que tal juntos? (Ben Margot/AP)
Segundo o jornal Contra Costa Times, sediado na Califórnia, o Spurs, assim como o Los Angeles Lakers, se interessaram pelo impacto que Jack causou vindo no banco ao longo da temporada, enquanto Charlotte Bobcats, Toronto Raptors e Utah Jazz pensam em contratar o jogador e utilizá-lo como armador titular.
Jack tem chamado atenção de várias equipes da NBA porque será agente livre irrestrito ao fim do campeonato. Nesta temporada, o armador recebe US$ 5,58 milhões.
Ao longo da temporada regular, Jack teve médias de 12,9 pontos (45,2% FG, 40,4% 3 PT, 84,3% FT), 5,6 assistências e 3,1 rebotes em 29,7 minutos por partida. Nos playoffs, esses números se transformaram em 18,8 pontos (52,6% FG, 30,8% 3 PT, 90,6% FT), sete assistências e 5,2 rebotes em 38 minutos por partida.

