Arquivo mensal: janeiro 2013

Spurs (29-11) vs Wolves (16-18) – De volta aos trilhos

106×88

Vivendo um momento de altos e baixos na temporada, o San Antonio Spurs se recuperou da derrota sofrida diante do Memphis Grizzlies, na última sexta-feira (11), ao bater o Minnesota Timberwolves, em casa, por 106 a 88 neste domingo. Vamos aos destaques.

Tim Duncan se destacou em vários fundamentos (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

Lampejos

O Spurs encantou no fim da última temporada ao emplacar 20 vitórias seguidas rumo à final da Conferência Oeste e só parou diante do Oklahoma City Thunder. Apesar de ter mantido todo o elenco, a equipe ainda não conseguiu repetir o mesmo basquete. Mas, depois de três quartos apertados contra o Wolves, os texanos mostraram que não esqueceram como se joga. Com a ótima movimentação de bola, a defesa adversária não foi páreo para os donos da casa, que liquidaram a fatura no último quarto ao elevar a vantagem para a casa dos 20 pontos.

E o mais impressionante é que tudo isso foi feito sem a presença do Big Three em quadra, já que Tony Parker, Manu Ginobili e Tim Duncan não atuaram no quarto período. Patrick Mills, Gary Neal, Stephen Jackson, Kawhi Leonard e Tiago Splitter deram conta do recado.

Neal rendeu bem como arremessador (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

Força que vem do banco

O banco texano voltou a brilhar contra o time de Minnesota. Os suplentes foram responsáveis por 55 dos 106 pontos anotados pela equipe na partida. Destaque para Stephen Jackson, com nove pontos e sete rebotes, além de Gary Neal, autor de 15 pontos – a maioria no período final – e três bolas certeiras de longa distância.

Aqui ainda faço um adendo. Gary Neal é um dos atletas mais criticados do atual elenco, mas merece elogios pela atuação deste domingo. Jogando boa parte do tempo ao lado de Patty Mills, o camisa #14 pôde se concentrar naquilo que faz melhor: arremessar. E não decepcionou, não desperdiçando quando esteve livre.

Paredão

A partida marcou o maior número de tocos distribuídos pelo Spurs na temporada: 13 no total. Destes, sete foram só de Tim Duncan, que também estabeleceu seu recorde pessoal no atual campeonato.

Os outros que registraram a estatística defensiva foram Danny Green (2), Stephen Jackson (1), Tiago Splitter (1), Patty Mills (1) e Manu Ginobili (1).

Ele voltou

Ainda no primeiro quarto, Gregg Popovich supreendeu ao promover a entrada do “esquecido” DeJuan Blair. Sem participar das partidas desde o dia 5 de janeiro, o ala-pivô não foi acionado nos últimos três jogos, mas voltou a receber uma chance do treinador. E se saiu bem. Em apenas nove minutos em quadra, anotou nove pontos e pegou quatro rebotes.

Apreensão

Se a noite foi de festa pela vitória, um lance deixou a torcida preocupada no AT&T Center. Pouco antes do final do primeiro tempo, Manu Ginobili partiu pelo lado esquerdo da quadra, mas levou a mão à parte posterior da coxa esquerda e imediatamente desabou. O argentino foi levado para os vestiários e não voltou mais. Até então, Manu era o principal jogador do Spurs, com 12 pontos e cinco assistências em 12 minutos jogados.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 20 pontos e 6 assistências

Gary Neal – 15 pontos

Tim Duncan – 12 pontos, 9 rebotes, 7 tocos e 5 assistências

Manu Ginobili – 12 pontos e 5 assistências

Minnesota Timberwolves

JJ Barea – 15 pontos e seis assistências

Nikola Pekovic – 14 pontos

Luke Ridnour – 13 pontos e seis assistências

Spurs e os rebotes

Com sequência de jogos complicada e derrotas inesperadas nas últimas partidas, o San Antonio Spurs acaba acendendo a luz amarela mesmo com a ótima campanha que praticamente já dá como certa a presença da equipe nos playoffs. Tem chamado a atenção, porém, a dificuldade do time de lidar com equipes que tenham melhor aproveitamento nos rebotes. E aí mora o maior perigo do time na tentativa do pentacampeonato.

Para chegar à grande final da NBA, o Spurs deverá, necessariamente, passar por equipes que têm tido facilidade em trabalhar no garrafão texano, obtendo quase sempre mais rebotes, sejam eles defensivos ou ofensivos. Os casos mais latentes são do Oklahoma City Thunder, do Los Angeles Clippers e do Memphis Grizzlies, curiosamente equipes que disputam cabeça-a-cabeça as primeira posições da Conferência Oeste com os comandados de Gregg Popovich. Resolver este problema é fundamental na escalada ao topo da classificação e, consequentemente, à final.

Getty Images

Splitter tem função que o impede de estar sempre atento aos rebotes

Muito do que acontece com o Spurs em relação à sua dificuldade em pegar mais rebotes do que o adversário passa pelo pivô brasileiro Tiago Splitter. Não porque o jogador é ruim no fundamento, mas sim pelo envolvimento tático no qual ele é inserido e que o impossibilita de estar mais presentes para brigar por bolas desperdiçadas pelo ataque adversário. Isso porque, na maioria das partidas disputadas nesta temporada, o brasileiro acaba saindo do garrafão para contestar chutes e, a partir deste momento, fica impossibilitado de ir atrás de mais rebotes. Soma-se isso ao fato de que o time não atua com jogadores altos e reboteiros no perímetro e chega-se ao problema em si.

Contra o Clippers, por exemplo, não foram poucas as vezes que Splitter saiu do garrafão para contestar chutes de média distância de Blake Griffin. Com isso, restava apenas Tim Duncan para duelar com DeAndre Jordan, que é um especialista no fundamento. Kawhi Leonard, por exemplo, não tem estatura para garantir rebotes ao time como fazem outros alas pela NBA – LeBron James, por exemplo, atua na mesma posição, mas tem muito mais porte físico para duelas por bolas no alto.

A movimentação de Splitter e a ausência de um pivô para pegar mais rebotes fica quase sempre compensada pela eficácia ofensiva do brasileiro em jogadas táticas no ataque, como os pick’n’rolls. Na marcação individual ele também dá canseira em seus adversário e compensa o problema dos ressaltos. Mas, então, por que o Spurs sempre se destaca negativamente nos rebotes quando acaba perdendo uma partida? Simples; por conta da afobação ofensiva.

Se Splitter terá essa função de contestar chutes de média distância (e até de longa, como fez com Rasheed Wallace contra o New York Knicks), o time deverá sempre usar Duncan para fazer o box out no atleta de maior porte físico do adversário, além de esperar que Leonard desenvolva um senso de rebotes mais apurado ao longo do tempo. Na defesa é isso. No ataque, a equipe deverá ser menos afobada e errar menos, além de atingir táticas que permitam mais chutes sem contestação. Se não pega rebotes com tanta eficiência, o Spurs deverá ser melhor nos chutes e melhor no posicionamento.

Há, também, a última cartada. Se DeJuan Blair falhou de novo e Boris Diaw é leve para duelar por rebotes, o Spurs aposta no australiano Aron Baynes, que parece ser especialista no fundamento. Mas sabemos que ele jogará pouco. E que, quando jogar, mudará a forma do garrafão de se comportar. A solução, então, é melhor adaptação tática às saídas para contestação de chutes que Splitter sempre realiza.

Spurs (28-11) vs Wolves (16-17) – Temporada Regular

San Antonio Spurs (28-11) vs Minnesota Timberwolves (16-17) – Temporada Regular

Data: 13/01/2013

Horário: 22h00 (Horário de Brasília)

Local: AT&T Center

Na TV: Sky Brasil (NBA Pass)

Cotação no Apostas Online: Spurs 1,09 (favorito) vs Timberwolves 7,51

Depois de uma difícil derrota para para o Memphis Grizzlies na prorrogação, que custou a 29ª vitória dos texanos, o que seria o maior número de vitórias na liga, o San Antonio Spurs volta para casa para tentar se reencontrar com vitória diante do Minnesota Timberwolves. Um resultado positivo pode dar moral para que o alvinegro volte a jogar contra seu algoz nos playoffs de 2011 na quarta-feira. O Wolves vem sofrendo muito com lesões durante a temporada e alguns de seus principais jogadores continuarão fora hoje. Kevin Love fraturou o metacarpo terceiro em sua mão direita contra o Denver Nuggets, no dia 3 de Janeiro, e é desfalque. Brandon Roy operou o joelho no dia 19 de novembro e também não jogará. O armador espanhol, Ricky Rubio, por sua vez, voltou de uma operação há pouco tempo, porém sentiu dores nas costas e também não vestirá o uniforme. Além dos listados acima, Chase Budinger não joga desde 10 de novembro e sua volta ainda não está agendada, e J.J. Barea sentiu ué dúvida para jogar em San Antonio. Em sua ultima partida, os Wolves sofreram uma derrota fora de casa para o New Orleans Hornets.

PG – Tony Parker

SG – Danny Green

SF- Kawhi Leonard

PF – Tim Duncan

C – Tiago Splitter

Fique de olho – Tiago Splitter está cada vez mais fixado no time titular, e, no jogo deste domingo, tem de mostrar para Gregg Popovich que ele é o pivô dos texanos. O brasileiro está com médias de 9.6 pontos e 5.6 rebotes por partida. Contra o Wolves, ele duelará contra Nikola Pekovic na área pintada. O pivô montenegrino de 2,11m está com médias de 19.3 pontos e 10.2 rebotes nas últimas 15 partidas e deve dar trabalho.

PG – Luke Ridnour

SG – Alexey Shved

SF – Andrei Kirilenko

PF – Dante Cunningham

C – Nikola Pekovic

Fique de olho – Nas últimas partidas, Andrei Kirilenko quebrou uma barreira e se tornou o 15º jogador da historia da NBA a ter 1.000 tocos, 2.000 assistências e, 1.000 roubos de bola, esta última marca completada contra o Hornets. Em sua primeira temporada pelos Wolves, AK47 está com médias de 13.6 pontos, 6.6 rebotes e 3.1 assistências por exibição.

Promoção de aniversário: Spurs Brasil 5 anos

O tempo passa, o tempo voa… E o Spurs Brasil está prestes a completar seu quinto aniversásio! É isso mesmo amigos, dentro de exatamente um mês – no dia 12 de fevereiro – o blog mais querido da internet comemora cinco anos de sua fundação. Ai, ai, eu me lembro como se fosse hoje…

E para comemorar, preparamos uma promoção especial. O prêmio? Uma jersey do San Antonio Spurs, é claro!

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Spurs (28-11) @ Grizzlies (24-10) – Queda na prorrogação

98@101

Mais uma batalha pelo topo da Divisão Sudoeste acabou na prorrogação na noite desta sexta-feira (11). San Antonio Spurs e Memphis Grizzlies precisaram de 53 minutos para resolver suas desavenças. Assim como no primeiro confronto, os donos da casa saíram vitoriosos. Uma pena, para os torcedores do time texano, que a partida foi realizada em Memphis.

O Grizzlies, com o placar de 101 a 98, impôs a primeira derrota ao Spurs após a primeira fase dos playoffs da temporada 2010/2011. Agora, os dois time jogam de novo na quarta-feira para desempatar a série na temporada regular. A boa notícia é que o jogo será em San Antonio. A equipe texana vem fazendo um campanha oscilante na estrada. Essa é também a terceira derrota em cinco jogos para o time de preto e prata. Antes do reencontro com os rivais, o Spurs recebe o Minnesota Timberwolves, no domingo.

Terceira derrota em cinco jogos. Hora de abrir o olho! |Foto:NBA

Jogo apertado

Spurs e Grizzlies é o tipo de jogo que você precisa reservar os cinco minutos finais para assistir, porque são partidas como essa que só se resolvem no fim. E assim foi. O grande problema é que a equipe texana não conseguiu jogar bem nos momentos finais. Com uma série de erros, somados à ótima defesa do Memphis, o time de San Antonio sofreu pra fazer cestas simples. Se a bolas fáceis não entravam, restou ao time de Gregg Popovich fazer as difíceis.

Tony Parker bem que tentou… (Joe Murphy/NBAE/Getty)

Com o relógio marcando apenas sete segundos para o fim do jogo, e o Grizzlies com uma vantagem de quatro pontos, parecia impossível pensar em uma reação. Mas aconteceu. Stephen Jackson acertou uma bola de três e, após dois lances livres feitos por Zach Randolph, Tony Parker acertou mais uma do perímetro.

No entanto, na prorrogação o problema ofensivo perdurou. A única bola que o time acertou foi outra de três de Parker. Sem um ataque efetivo, a defesa sofreu para segurar as investidas do adversário. Rudy Gay e Darrell Arthur fizeram as cestas decisivas, que definiram a vitória dos donos da casa.

TP

Tony Parker mais uma vez teve uma ótima partida contra o Grizzlies. Assim como no primeiro jogo entre as duas franquias na temporada, o armador anotou 30 pontos. Em um jogo apertado como esse, em que o time não consegue atingir três dígitos no placar, a pontuação do francês realmente se destaca.

Além disso, o camisa #9 não só fez muitos pontos, como também apareceu quando necessário. Basicamente, os seis últimos pontos do time no jogo saíram de suas mãos.

Bola quente

O Spurs tem sofrido com as bolas desperdiçadas. No jogo contra o Los Angeles Lakers, foram 18. Na derrota para o New Orleans Hornets, 19. Contra o Grizzlies a média se manteve: mais 18 turnovers. O time mandante agradeceu as bolas cedidas e capitalizou isso em 26 pontos anotados em contra-golpes.

Cadê o banco?

O Spurs é considerado um adversário difícil não só pelo trio formado por Tony Parker, Manu Ginobili e Tim Duncan e pelo bom time titular. O que preocupa os adversários é a hora de colocar os que iniciaram para descansar. Com o melhor banco da liga, o time de San Antonio inferniza os adversários nos momentos de descanso das estrelas. Porém, na noite de sexta, os reservas não apareceram como esperado. Com uma média na temporada de 42 pontos por jogo, o banco do Spurs conseguiu apenas 27. Ainda uma boa média, mas que faz diferença para os titulares acostumados a não ter que segurar as pontas sozinhos. A boa defesa do Grizzlies só permitiu que quatro jogadores dos visitantes chegassem a dois dígitos. O Big Three mais o o brasileiro Tiago Splitter.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 30 pontos e 5 assistências

Manu Ginobili – 14 pontos, 6 rebotes e 5 assistências

Tim Duncan – 13 pontos e 15 rebotes

Tiago Splitter – 13 pontos e 5 rebotes

Memphis Grizzlies

Rudy Gay – 23 pontos e 6 rebotes

Michael Conlley – 21 pontos e 5 assistências

Zach Randolph – 18 pontos e 10 rebotes

Darell Arthur – 14 pontos e 5 rebotes

Marc Gasol – 10 pontos e 6 rebotes

Tony Allen – 10 pontos e 5 rebotes