Arquivo mensal: janeiro 2013
Parker é eleito jogador da semana no Oeste

Nesta segunda-feira (28), a NBA anunciou que Tony Parker, do San Antonio Spurs, foi eleito o melhor jogador da última semana na Conferência Oeste. Entre os dias 21 e 27 deste mês, o armador francês guiou o seu time a quatro vitórias em quatro jogos com médias de 24,5 pontos e 9,5 assistências por exibição no período.

Parker deu mais um show contra o Suns (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)
Na semana em questão, o Spurs venceu o Philadelphia 76ers, o New Orleans Hornets, o Dallas Mavericks e o Phoenix Suns. Nos três compromissos mais recentes, o time texano não contou com Tim Duncan, o que aumentou a pressão sobre Parker. E o francês chamou a responsabilidade sendo o cestinha das duas últimas partidas, anotando dois duplos-duplos no período e acertando 40 de seus 66 arremessos de quadra, conseguindo um incrível aproveitamento de 60,6%.
Na temporada, o armador tem médias de 20,1 pontos e 7,5 assistências por exibição. Para levar o prêmio de jogador da semana, ele desbancou Blake Griffin, do Los Angeles Clippers, Kevin Durant, do Oklahoma City Thunder, Nicolas Batum, do Portland TrailBlazers, Ryan Anderson, do New Orleans Hornets, e Ty Lawson, do Denver Nuggets.
Pela Conferência Leste, o jogador da semana foi Kyrie Irving, do Cleveland Cavaliers.
O que esperar da Rodeo Trip?

Todas as expectativas do San Antonio Spurs estão voltadas para o começo da Rodeo Trip. A viagem que o time faz enquanto o AT&T Center vira palco de um dos mais tradicionais rodeios dos Estados Unidos está para começar e marca uma fase em que a equipe costuma definir sua posição na Conferência Oeste. Deixando de lado possíveis lesões e desfalques, faço uma análise curta dos adversários e coloco seus respectivos graus de dificuldade, entre 1 e 5.
Vamos lá:
Minnesota Timberwolves – 6 de fevereiro
A abertura da Rodeo Trip acontece em um jogo de dificuldade média. O adversário tem um time jovem e bem montado, mas depende da saúde de suas duas estrelas, o armador Ricky Rubio e o ala-pivô Kevin Love. Caso os dois estejam aptos para o confronto, a viagem longe do AT&T Center deve começar complicada; se não, a tendência é que seja uma vitória tranquila, sem maiores percalços.
Nível de dificuldade: ***
Detroit Pistons – 8 de fevereiro
Foi-se o tempo em que enfrentar o Detroit Pistons era sinal de pesadelo para os times que pisassem no Palace of Auburn Hills. Para o Spurs, deverá ser um jogo tranquilo e que marcará o primeiro de quatro duelos consecutivos pela Conferência Leste. Nem a viagem será problema, já que Minnesota e Detroit ficam relativamente perto.
Nível de dificuldade: *
Brooklyn Nets – 10 de fevereiro
Aqui, a primeira pedreira da Rodeo Trip. O time do Spurs é melhor que o do Nets, mas mesmo assim o adversário é bastante perigoso. Empolgado com a primeira temporada de existência da franquia, a torcida local costuma lotar o Barclays Center e apoiar bastante a equipe, que conta com os ótimos Deron Williams e Gerald Wallace. A vitória é bastante possível, mas uma primeira derrota aqui seria bastante aceitável.
Nível de dificuldade: ****
Chicago Bulls – 11 de fevereiro
A partida mais difícil da Rodeo Trip. Mesmo que o Bulls não conte com seu astro Derrick Rose, vem fazendo ótima campanha e é um dos líderes do Leste. Jogando diante de sua torcida no United Center, fica ainda mais forte. Com sua sólida defesa, aproveitará que o Spurs estará sem descanso e deve dar bastante trabalho. Uma derrota nessa partida é totalmente esperada, ainda mais se levarmos em conta que o fato de ser o segundo duelo em duas noites consecutivas deve levar Gregg Popovich a poupar alguns jogadores.
Nível de dificuldade: *****
Cleveland Cavaliers – 13 de fevereiro
Talvez aqui uma partida na qual o Spurs comece a sentir o cansaço. O Cavaliers nem de longe é o adversário duro que foi durante a estadia de LeBron James em Cleveland, mas mesmo assim ainda conta com uma torcida que faz do time parada dura quando joga em casa. O ótimo armador Kyrie Irving, um dos destaques da mais nova geração da NBA, é o astro local e costuma pontuar muito. Com o time completo, Spurs. Se o cansaço bater, parada dura, mas ainda assim com chances boas de vitória.
Nível de dificuldade: **
Sacramento Kings – 19 de fevereiro
De volta ao Oeste e com um descanso de quase uma semana, o Spurs deverá encarar o Kings e fazer um jogo bastante tranquilo nessa Rodeo Trip. O adversário é uma das piores equipes da NBA e não conta com armas que possam surpreender os comandados de Gregg Popovich. Se nenhuma lesão aparecer nos primeiros jogos da viagem, vitória tranquila.
Nível de dificuldade: *
Los Angeles Clippers – 21 de fevereiro
Mais uma das pedreiras do Spurs durante a Rodeo Trip. Esqueça a má fase do adversário e se lembre que os texanos se deram mal em todas as oportunidades em que encaram o Clippers na temporada. Chris Paul deverá comandar a equipe que ainda tem Blake Griffin em excelente temporada. Mais um jogo no qual a derrota é completamente plausível.
Nível de dificuldade: *****
Golden State Warriors – 22 de fevereiro
A Oracle Arena é conhecida por ter os fãs mais loucas da NBA. Bem, não fosse isso um empecilho considerável, o Warriors faz neste ano uma de suas melhores temporadas recentes. Mais ainda: é o segundo jogo back-to-back de toda a Rodeo Trip. São esses fatores que baterão de frente com a freguesia do adversário frente ao Spurs, que costuma não ter problemas para bater no time de Golden State. Mesmo assim, é bom ponderar que nessa partida há mais fatores favoráveis aos donos da casa.
Nível de dificuldade: ***
Phoenix Suns – 24 de fevereiro
O último jogo longe de casa. Contra um adversário que passa por crise e é um dos piores do Oeste, fortes chances do Spurs conseguir fechar sua viagem com chave de ouro. Sem lesões e com os jogadores descansados uma noite, Popovich tem elenco suficiente para vencer bem o frágil Suns, que nem de longe lembra aquele que sempre aparecia para enfrentar o Spurs nos playoffs – e quase sempre era presa fácil, lembremos.
Nível de dificuldade: **
O que esperar?
Após essa análise jogo a jogo, podemos esperar bons resultados do Spurs no período longe de casa. Nas nove partidas, estimo que haverá um máximo de sete vitórias. Se esse cenário se perpetuar, sairemos com uma ótima campanha 7-2 da longa viagem. Na pior da hipóteses, ao meu ver, o Spurs perderá quatro jogos – Nets, Bulls, Clippers e Warriors – de adversários de maior expressão. Mesmo assim, sairá com campanha positiva. Se sair bem da Rodeo Trip, deverá assumir a liderança do Oeste até o fim da temporada regular. O que parece ser ruim pode acabar bem interessante para os alvinegros.
Spurs (36-11) vs Suns (15-29) – Sangue nos olhos

108×99
Na noite deste sábado (26), o San Antonio Spurs chegou à sua oitava vitória seguida, maior sequência em atividade entre todos os times da NBA. Porém, se enganou quem esperava um jogo tranquilo do vice-líder contra o penúltimo colocado da Conferência Oeste. Jogando em casa, o time texano penou e só definiu o triunfo sobre o Phoenix Suns nos minutos finais do quarto período. Veja a seguir como foi a partida.

Manu mostrou a garra de sempre (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)
Raça argentina
Até o fim do terceiro quarto, o Spurs dava claros sinais de que estava sentindo a série de dois jogos em dias seguidos, já que o time havia vencido o Dallas Mavericks, fora de casa, na noite de sexta-feira. O panorama mudou após Shannon Brown se irritar ao ver a arbitragem marcar falta dele em Manu Ginobili e, na sequência, ser expulso ao acertar a cabeça do astro do time texano, que tentava a bandeja. O incidente motivou o argentino, que assumiu a responsabilidade e botou fogo no jogo. O ala-armador deixou a quadra com 20 pontos, três rebotes e três roubadas de bola e teve sua melhor exibição desde que voltou de contusão.

Parker brilhou (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)
Finesse francesa
Depois do show de Ginobili, Tony Parker teve sua vez de brilhar. Mesmo com o olho esquerdo machucado durante a vitória sobre o Mavs, o armador marcou 11 de seus 31 pontos no quarto período e foi o principal responsável pela corrida que garantiu a vitória ao Spurs. Preciso, o francês acertou 13 dos 17 arremessos de quadra que tentou e ainda anotou sete assistências, quatro rebotes e duas roubadas de bola para se tornar o principal nome da equipe texana na partida.
Sai, zica!
Responsáveis pelos tiros de três pontos, que costumam abrir espaço para infiltrações e bandejas no garrafão, Gary Neal e Danny Green viveram uma noite para ser esquecida. O primeiro acertou somente um dos sete arremessos de quadra que tentou, deixando a quadra com apenas três pontos. O segundo foi ainda pior ao errar suas cinco tentativas de cesta e terminar zerado.
Cadê a marcação?
A defesa tem sido um dos pontos fortes do Spurs na temporada. No entanto, contra o Suns, o time texano sentiu falta das broncas de Gregg Popovich, ausente por doença, e da presença de Tim Duncan, poupado por conta de dores no joelho esquerdo. Com isso, a equipe cedeu 23 pontos a Jared Dudley, que converteu dez dos 12 arremessos de quadra que tentou, e mais 25 de Michael Beasley, que acertou 11 de seus 16 tiros.
Destaques da partida
San Antonio Spurs
Tony Parker – 31 pontos, 7 assistências, 4 rebotes e 2 roubadas de bola
Manu Ginobili – 20 pontos, 3 rebotes e 3 roubadas de bola
Tiago Splitter – 13 pontos e 8 rebotes
Boris Diaw – 11 pontos e 3 rebotes
Stephen Jackson – 10 pontos e 6 rebotes
Phoenix Suns
Michael Beasley – 25 pontos e 6 rebotes
Jared Dudley – 23 pontos, 5 assistências e 5 rebotes
P.J. Tucker – 11 pontos, 10 rebotes e 4 assistências
Spurs (35-11) vs Suns (15-28) – Temporada Regular

San Antonio Spurs vs Phoenix Suns – Temporada Regular
Data: 26/01/2013
Horário: 23h30 (Horário de Brasília)
Local: AT&T Center
Cotação no Apostas Online: Spurs 1,21 (favorito) vs Suns 4,45
Vindo de sete vitórias seguidas – a última delas sobre o rival Dallas Mavericks -, o San Antonio Spurs, vice-líder da Conferência Oeste, enfrenta o penúltimo colocado, Phoenix Suns, que, apesar da má campanha, surpreendeu o Los Angeles Clippers na quinta-feira. Para a partida, existe a possibilidade do time texano contar com o reforço de Tim Duncan e Gregg Popovich, ausentes dos dois últimos jogos. O ala-pivô foi poupado por conta de dores no joelho esquerdo, enquanto o técnico estava doente.


PG – Tony Parker
SG – Danny Green
SF – Kawhi Leonard
PF – Tim Duncan
C – Tiago Splitter
Fique de Olho – Tony Parker jogou com o supercílio esquerdo inchado e com pontos contra o Mavs após levar uma cotovelada de Elton Brand. Isso, no entanto, não impediu o armador francês de anotar 23 pontos e dez assistências na partida. Tomara que a lesão não atrapalhe o francês, que tem médias de 19,8 pontos e 7,4 assistências por jogo na temporada.


PG – Goran Dragic
SG – Jared Dudley
SF – P.J. Tucker
PF – Luis Scola
C – Marcin Gortat
Fique de Olho – Jogando pelo Houston Rockets, Luis Scola cansou de castigar o Spurs em clássicos texanos. Será que ele conseguirá repetir o sucesso pelo Suns? Na temporada, o ala-pivô argentino tem médias de 13,3 pontos e 6,5 rebotes em 27,8 minutos por exibição.
A defesa voltou
O sistema ofensivo do San Antonio Spurs, marcado pelo jogo coletivo e pela movimentação de bola, encantou os fãs de NBA na temporada passada, quando o time chegou à absurda marca de 20 vitórias seguidas, sendo dez em jogos de playoffs. Porém, logo em seguida, as quatro derrotas em série sofridas diante do Oklahoma City Thunder nas finais da Conferência Oeste mostraram que, para conquistar o penta, a equipe texana precisava voltar a apresentar a defesa vistosa, sua marca registrada nos quatro títulos conquistados. Aparentemente, isso está acontecendo.

Centrada no All-Star Tim Duncan, a defesa do Spurs voltou a assustar (Getty Images)
Ontem, fui pego de surpresa ao ler um tweet de Kevin Arnovitz, da ESPN, que chegou a mim após ser reproduzido por Matthew R Tynan, que escreve para o site Pounding the Rock, especializado no Spurs. De acordo com o jornalista, existem 78 quintetos que atuaram juntos por pelo menos 100 minutos na temporada 2012/2013. Entre todos eles, o mais eficiente defensivamente é justamente Tony Parker, Danny Green, Kawhi Leonard, Tim Duncan e Tiago Splitter, formação titular da equipe de San Antonio.
De acordo com o site 82games.com, o quinteto citado no parágrafo anterior sofre, em média, 0,88 pontos por posse. Mas impressiona saber que esta não é a formação mais eficiente do Spurs na marcação. Das 20 combinações de jogadores mais utilizadas pelo técnico Gregg Popovich na temporada, cinco têm números melhores na defesa:
Tony Parker – Gary Neal – Manu Ginobili – Matt Bonner – Tim Duncan – 0,86 pontos por posse
Tony Parker – Manu Ginobili – Kawhi Leonard – Boris Diaw – Tim Duncan – 0,82 ppp
Tony Parker – Manu Ginobili – Danny Green – Tim Duncan – Tiago Splitter: 0,78 ppp
Tony Parker – Gary Neal – Manu Ginobili – Tim Duncan – Tiago Splitter: 0,78 ppp
Tony Parker – Danny Green – Stephen Jackson – DeJuan Blair – Tim Duncan: 0,70 ppp
Mas o que teria levado o Spurs a tamanha evolução de um campeonato para o outro? Primeiramente, o tempo para Pop trabalhar. Vale lembrar que a preparação para a temporada passada foi atrapalhada pelo locaute e, se não bastasse, Patrick Mills e Boris Diaw chegaram à equipe já perto dos playoffs. Agora, o time está muito mais entrosado e adaptado ao sistema defensivo, o que só tem a ajudar na marcação.
Em segundo lugar, a evolução de Leonard tem causado impacto positivo no time. O atleta perdeu alguns jogos no começo da temporada por conta de uma tendinite no joelho esquerdo. Porém, desde o dia 22 de dezembro – data do retorno do ala ao quinteto titular -, o Spurs tem a melhor defesa da NBA de acordo com o Twitter The NBA on ESPN. É mole?
Por fim, é possível citar a saúde dos jogadores de garrafão como razão do sucesso do Spurs. Em sua melhor forma física desde que chegou à NBA, Tiago Splitter assumiu uma vaga no quinteto inicial e, contando apenas as partidas que fez com titular, apresenta médias de 6,7 rebotes e um toco, além de 11,5 pontos, em 26,7 minutos por exibição. Ao lado dele, o homem que dispensa apresentações: Tim Duncan, que, com 2,74 bloqueios por jogo, é o terceiro melhor no fundamento nesta temporada e, não à toa, está de volta ao All-Star Game.
De um campeonato para o outro, o Spurs pulou da décima para a terceira colocação entre as melhores defesas da liga de acordo com o Basketball Reference. E os números podem melhorar ainda mais com a contratação de Aron Baynes, que chegou com fama de bom marcador no garrafão. Será o bastante para brigar novamente pelo título?

