Arquivo mensal: agosto 2012
Dá no Splitter!

Existe, entre aqueles que acompanham basquete mais de perto, a impressão de que falta na seleção brasileira masculina um jogador para decidir uma partida em seus instantes finais. Um jogador em que o time possa confiar para colocar a bola na cesta no quarto período de um jogo apertado. E, já que este é um blog que fala sobre o San Antonio Spurs, proponho a reflexão: será que Tiago Splitter pode ser este jogador?

Splitter é um dos destaques da seleção (Foto: Sergio Perez/Reuters)
É bem verdade que, apesar do lugar comum sobre o time brasileiro, este protagonista dos instantes finais ainda não fez falta. Nas duas primeiras partidas, contra Austrália e Grã-Bretanha, a seleção conseguiu vencer, em jogos que tiveram finais parelhos. Contra a Rússia, na única derrota da equipe nas Olimpíadas de Londres-2012 até aqui, o revés veio em um misto de falha defensiva e sorte adversária. Mesmo assim, ainda temo que possa faltar uma figura decisiva mais para a frente, na fase eliminatória do torneio.
Pois bem; contra os anfitriões britânicos, Splitter funcionou desta forma. Foi um jogo em que o Brasil teve dificuldades para vencer um adversário teoricamente mais fraco, anotando apenas 67 pontos na partida. Destes, no entanto, 21 vieram das mãos do pivô do Spurs, que acertou nove dos 11 arremessos de quadra que tentou. Além dele, só Marcelinho Huertas, com 13, chegou aos dígitos duplos.
O dueto com o armador, aliás, é um dos motivos que me faz acreditar que Splitter pode ser uma figura decisiva para esta seleção. Enquanto o técnico Rubén Magnano conseguiu montar uma defesa impecável no time brasileiro, no ataque as coisas ainda parecem fluir com pouca naturalidade. A única jogada que acontece com eficiência é o pick-and-roll de Huertas com o pivô, que pode muito bem ser usado em momentos decisivos. A Argentina já fez isso inúmeras vezes contra o Brasil usando Pablo Prigioni e Luis Scola.
Além disso, Splitter já tem experiência em ser protagonista. Enquanto Leandrinho, Anderson Varejão e Nenê nunca foram muito acionados para os últimos arremessos de suas equipes, o pivô já foi o responsável pelas jogadas críticas em períodos finais. Não no Spurs, mas no Caja Laboral, equipe em que jogou ao lado de Huertas – é de lá que vem o entrosamento da dupla. No time espanhol, aliás, o camisa 15 da seleção estava acostumado com as regras da FIBA, com garrafões congestionados como os que encara nas Olimpíadas.
Na primeira fase, pode ser que Splitter ainda não precise assumir este papel. Neste sábado (3), às 12h15 (de Brasília), imagino que a seleção brasileira não terá dificuldades para vencer a China. No encerramento da fase de grupos, talvez não valha a pena desgastar muito a equipe buscando uma difícil (ainda que não impossível) vitória sobre a Espanha. Mas o time pode precisar que o pivô se imponha nas quartas de final, provavelmente contra a França de Tony Parker. Poderemos confiar nele para isso?
Parker e Ginobili brilham na terceira rodada olímpica

Nesta quinta-feira (2), foi realizada a terceira rodada do basquete masculino nos Jogos Olímpicos de Londres-2012. Novamente, o San Antonio Spurs contou com alguns jogadores defendendo suas seleções e obtendo grande destaque.

Tony Parker, que havia feito boas atuações, mas ainda não havia demonstrado todo o seu basquete, teve uma atuação de gala, e foi fundamental na vitória da França por 82 a 74 sobre a Lituânia. O armador confirmou sua incrível capacidade de atacar a cesta e terminou a partida com 27 pontos, cinco rebotes e duas assistências. Em quadra pela seleção francesa também estiveram Boris Diaw, que vem sendo um dos destaques da seleção francesa pelo seu jogo inteligente e sua versatilidade, terminando a partida com dez pontos, oito assistências e seis rebotes, e Nando De Colo, que teve uma atuação mais apagada, com modestos oito pontos e cinco rebotes.
Apesar do placar elástico (92 a 69), a Argentina, de Manu Ginobili, não teve vida fácil contra a frágil seleção da Tunísia. Ao intervalo da partida, os africanos conseguiram igualar o marcador. Só sucumbiram nos últimos dois quartos, quando Ginobili mais uma vez foi decisivo e teve ótima atuação. 24 pontos, seis rebotes e três assistências para Manu, que vem sendo um dos grandes destaques do torneio.
Patrick Mills, da seleção australiana, teve atuação de destaque e levou a sua equipe à vitória sobre a China, por 81 a 61. O armador foi cestinha do seu time, com 20 pontos.
Por fim o Brasil, de Tiago Splitter, perdeu para a Rússia em uma partida memorável, decidida com uma cesta de três pontos espírita no final da partida que selou a vitória russa por 75 a 74. O pivô brasileiro, que havia sido o grande destaque da seleção brasileira contra a Grã-Bretanha, não conseguiu repetir a boa atuação e foi pouco acionado, saindo de quadra com apenas oito pontos.
O dia ainda teve os Estados Unidos quebrando o recorde de pontos em uma partida e vencendo a Nigéria por 156 a 73 e a vitória da Espanha por 79 a 78 sobre a Grã-Bretanha.
Tony Parker quer jogar as Olimpíadas no Brasil


Foto: FIBA.com
Alguém aí sonha em ver Tony Parker atuando em território brasileiro? Aparentemente, esta tamném é uma vontade do armador. De acordo com o site americano Air Alamo, o francês estabeleceu como meta pessoal jogar as Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016.
“Existem muitos rumores. Todo mundo acha que eu vou parar depois de Londres. Eu não tenho vontade de parar depois de Londres. Amo esse time. Amo nossa mentalidade. Quero terminar no Brasil. O que quer que aconteça, eu vou para o Brasil. Mesmo se conseguir uma medalha aqui, não vou me retirar da seleção”, disse Parker, de acordo com o site francês Inside Basket.
Neste ano, Parker é o cestinha da seleção francesa com média de 18 pontos por partida. Além disso, o armador tem ajudado com 2,7 assistências por jogo.
Após vencer a Argentina, a seleção europeia tem tudo para terminar a primeira fase na segunda colocação no Grupo A e encarar o Brasil nas quartas de final.
Splitter e Parker vencem e têm boas atuações

A terça-feira (31) marcou o segundo dia de basquete masculino nas Olimpíadas de Londres-2012. Rússia, Espanha, Estados Unidos e Brasil, de Tiago Splitter, venceram seus duelos e são as únicas equipes ainda invictas na competição. Alguns jogadores do San Antonio Spurs estiveram em quadra atuando pelas suas respectivas seleções.
No Brasil, Tiago Splitter foi o grande nome e cestinha da partida, com 21 pontos e seis rebotes, e ajudou a equipe a vencer a Grã-Bretanha. Apesar da fragilidade do adversário, o Brasil encontrou sérias dificuldades, sobretudo no ataque, e obteve uma vitória por 67 a 62 apenas nos minutos finais da partida. Destaque mais uma vez para Marcelinho Huertas, sensação das Olimpíadas, com 13 pontos, oito assistências e uma atuação magistral.
A Austrália, de Patrick Mills, sofreu com a forte defesa da ótima seleção espanhola e perdeu por 82 a 70. O armador, que havia sido cestinha na partida contra o Brasil anotando 20 pontos, não conseguiu repetir a atuação e obteve discretos 11. Pela Espanha, o ala-pivô do Los Angeles Lakers, Pau Gasol, foi dominante no garrafão e terminou a partida como cestinha, com 20 pontos. Destaque também para Rudy Fernandez, com 17.
Na partida mais esperada do dia, as tradicionais França e Argentina se enfrentaram, com vitória da equipe europeia. O jogo também marcou o duelo de Tony Parker e Manu Ginobili, companheiros de longa data na armação do San Antonio Spurs. Apesar da derrota, o ala-armador foi quem mais se destacou, com 26 pontos. O armador, apesar de ainda aparentar alguns problemas físicos devido à cirurgia recente, também teve boa atuação, liderando sua equipe com 17 pontos e cinco assistências.
Além destes, Boris Diaw e Nando de Colo, ambos franceses e jogadores do Spurs, participaram do embate. O ala-pivô teve boa atuação defensiva, mas não se sobressaiu nas estatísticas. O ala-armador, por sua vez, anotou 11 pontos, quatro rebotes e duas assistências, e impressionou pela sua velocidade e capacidade física, dando indícios de que pode ser um jogador muito útil para marcar armadores rápidos, algo no qual o time texano teve dificuldade na última temporada.
Além destes duelos, os mais que favoritos Estados Unidos venceram a Tunísia por 110 a 63, a Lituânia venceu a Nigéria por 72 a 53 e a Rússia venceu a China por 73 a 54.
