Arquivo mensal: setembro 2011

Vitórias, conquista e quase lá…

Só mais uma vitória e a quarta vaga do Oeste nos playoffs já é do San Antonio Silver Stars. O caminho para que isso aconteça não é tão difícil, mas antes de discorrer sobre ele, vejamos como foi a semana das estrelas prateadas.

Becky Hammon passou pela ala Tan White, do Connecticut Sun, aos 2:23 do segundo quarto para marcar seu 4999º ponto. Recebeu falta e foi para a linha do lance livre, onde sagrou-se a sétima jogadora chegar à essa pontuação na WNBA.

Finalmente, um saldo positivo na conta do time texano. Foram três jogos, sendo que dois deles tiveram final feliz. O primeiro não apenas para o elenco, mas especialmente para Becky Hammon, que atingiu seu quinto milésimo ponto na carreira. Isso aconteceu na terça-feira, dia 30 de agosto, contra o Connecticut Sun, no AT&T Center. Além de ter se tornado apenas a sétima jogadora a atingir essa marca na história da WNBA, ela foi a cestinha da partida, com 16 pontos, que levaram o time a uma vitória de 78-66. No fim, apesar de sua conquista pessoal, Becky disse que a vitória foi mais importante do que os cinco mil pontos. Segundo ela, ter vencido esse confronto foi um grande peso tirado das costas das meninas.

E ela tem razão, pois no final da semana elas perderam um jogo que poderia tê-las custado a tão desejada vaga nos playoffs. Mas antes desse triste desfecho, o Phoenix Mercury foi a segunda vítima. No dia 1º de setembro, Diana Taurasi e seu esquadrão roxo perderam de 86 a 68, também em domínio texano.

Quem não permitiu que o Stars fechasse a semana com campanha 3-0 foi o Seattle Storm. Sue Bird estava em território inimigo, mas marcou 15 pontos e liderou seu time na vitória de 70 a 60, ontem (3/7). Ainda assim, a maior pontuadora foi Sophia Young, que deixou 22 pontos para o San Antonio.

Sabendo o que aconteceu nos jogos dessa semana, agora é hora de conhecer o futuro da equipe.

Na terça-feira, o San Antonio Silver Stars enfrenta seu concorrente direto à quarta vaga do Oeste nos playoffs, o Los Angeles Sparks. Nesse ano, o time californiano não está fazendo jus à sua história. Desde sua criação, em 1997, são onze aparições na segunda fase da WNBA (1999-2006, 2008, 2009 e 2010). Agora, em 2011, para que Candace Parker e suas companheiras de time consigam mais um espaço para o Sparks, precisam vencer os três próximos jogos, sendo o primeiro deles contra o Stars.

Mas depois desse compromisso, a agenda do San Antonio fica tranquila… tão tranquila quanto a do Los Angeles. Confuso, não? É porque os dois enfrentam times “café-com-leite”. Para o do Texas, no caminho se encontram Washington Mystics e Tulsa Shock, que já estão desclassificados. Para o da Califórnia, Tulsa Shock e Chicago Sky, quase um espelho dos adversários do Stars, uma vez que o Sky também não tem mais chances de seguir em frente na competição.

Dan Hughes e sua assistente técnica Vickie Johnson têm experiência em playoffs. Juntos, podem puxar a alavanca do sucesso do Stars em 2011

Nesse duelo, a vantagem é de Dan Hughes e suas meninas, pois basta venceram uma partida e a vaga está garantida. Para que o Los Angeles tire isso do Stars, é necessário que o atual quarto lugar (San Antonio) perca todas as partidas seguintes, o que é praticamente impossível, levando em consideração os dois últimos jogos da semana. O Washington apareceu apagado na competição esse ano. Da única vez que recebeu o rival texano no Verizon Center, perdeu. E o Tulsa Shock… bom, bateu recorde de derrotas na história da WNBA, e já perdeu três vezes para o San Antonio.

A conclusão é que o San Antonio Silver Stars só não chega aos playoffs se os alienígenas do Space Jam passarem pelo AT&T Center.

Brincadeiras à parte, realmente está fácil, mas conhecendo a equipe texana e o técnico Dan Hughes, a certeza é que, em cada um desses três jogos, o time entrará para jogar como se fosse o último de sua história.

Finalmente, a semana derradeira da temporada regular. Para alguns, só pensar nos playoffs é o que resta; para outros, apenas dois na verdade, a labuta ainda está presente.

Não percam os jogos dessa semana, que têm de tudo para serem definidos pela experiência de estrelas como Tina Thompson (Los Angeles Sparks) e Becky Hammon (San Antonio Silver Stars).

San Antonio Silver Stars e Los Angeles Sparks definem a agenda dos playoffs da WNBA nessa semana. Os jogos dessas equipes são os mais importantes dos próximos sete dias.

Até a semana que vem!
Roberta, #GoStarsGo

Parker é discreto, mas França bate a Itália

Neste domingo (4), dia de folga das seleções da Copa América, as atividades do basquete internacional ficaram restritas ao Eurobasket. Na competição, a França venceu a Itália por 91 a 84 em um jogo difícil. O armador Tony Parker não fez grande partida, e deixou a quadra com oito pontos (3-11 FG, 0-1 3 PT, 2-4 FT), quatro assistências e três rebotes em 24 minutos. Já o combo guard Nando De Colo, que veio do banco, anotou quatro pontos (2-4 FG, 0-2 3 PT) e um rebote em 17 minutos. Os franceses venceram os quatro jogos que fizeram até aqui e lideram o grupo B, ao lado da Sérvia.

Parker não fez um bom jogo contra os italianos

Nesta mesma chave, a Letônia também fez um jogo apertado, mas não teve a mesma sorte da França e acabou derrotada por Israel por 91 a 88. A seleção perdeu as quatro partidas que fez até aqui na competição. Davis Bertans começou o embate no banco de reservas, e somou sete pontos (3-8 FG, 1-5 3 PT), um rebote e uma assistência em 18 minutos.

A Lituânia, por sua vez, perdeu sua primeira partida. A equipe, que joga em casa no Eurobasket, foi derrotada pela Espanha em duelo de times que venceram seus três primeiros embates. O pivô Robertas Javtokas anotou sete pontos (3-3 FG, 1-2 FT), três rebotes e um toco em 12 minutos neste jogo.

No grupo D, a Georgia de Viktor Sanikidze derrotou a Ucrânia por 69 a 53. O ala teve mais uma partida sólida, adicionando oito pontos (4-9 FG, 0-1 3 PT) e 12 rebotes em 33 minutos. Sua equipe tem duas vitórias e duas derrotas até aqui na competição.

Enquanto isso, a Eslovênia segue invicta nesta chave. A vítima deste domingo foi a Bélgica, que perdeu por 70 a 61. O ala-pivô Erazem Lorbek foi discreto neste duelo, anotando sete pontos (3-8 FG, 0-2 3 PT1-2 FT), cinco rebotes e três roubadas de bola em 22 minutos.

E mais…

DeJuan Blair vai jogar na Rússia

O ala-pivô DeJuan Blair vai mesmo atuar na Rússia enquanto o locaute não acabar. O jogador assinou com o Krylya Samara, e seu contrato inclui uma cláusula de recisão automática prevista para quando a NBA voltar ao normal. Em sua nova equipe, Blair atuará ao lado dos alas Jarvis Hayes e Joe Alexander, que também tiveram passagem pela liga profissional americana.

Brasil se classifica em segundo no grupo A

News by Koba

Fechando a primeira fase da Copa América, o Canadá foi batido na prorrogação pela Venezuela. Recentemente draftado pelo San Antonio Spurs, Cory Joseph anotou apenas um tento na partida. O Brasil, por sua vez, venceu a fraca equipe de Cuba por 93 a 83. Rubén Magnano deu um descanso para Splitter, que só jogou os dez minutos do terceiro período, anotando quatro pontos e coletando três rebotes.

A Argentina também jogou, e tomou um susto frente ao Panamá, indo para os vestiários com o placar em 39 a 38 a favor dos visitantes. Mas os donos da casa consertaram os erros cometidos e garantiram a primeira colocação no grupo B.

Depois dos jogos, foi anunciada a tabela da segunda fase da Copa América. Confira abaixo os jogos com atletas do Spurs envolvidos:

  • 5 de setembro: Canadá x Argentina (18:00); Brasil x Uruguai (20:30);
  • 6 de setembro: Porto Rico x Canadá (11:30); Argentina x Venezuela (18h); Brasil x Panamá (20:30);
  • 7 de setembro: Canadá x Uruguai (11:30); Brasil x Argentina (18:00);
  • 8 de setembro: Canadá x Panamá (11:30); Argentina x República Dominicana (18:00); Brasil x Porto Rico (20:30).

Agora sim (fotos: http://www.cbb.com.br)

E mais…

Eslovênia vence a Georgia em duelo de prospectos

Neste sábado, a Eslovênia venceu a Georgia por 87 a 75. Erazem Lorbek ajudou a sua equipe, além de vencer o duelo individual entre os jogadores do Spurs, anotando 12 pontos, seis rebotes e três assistências, contra dez tentos de Viktor Sanikidze, que também cometeu cinco erros (turnovers).

Possíveis reforços para a próxima temporada

Naturalmente, os torcedores do San Antonio Spurs que, nesta offseason, dividem sua atenção entre a Copa América e o Eurobasket prestam atenção especificamente em três jogadores: Tony Parker, Manu Ginobili e Tiago Splitter, respectivamente protagonistas de França, Argentina e Brasil. Mas a franquia texana ainda detém os direitos sobre seis jogadores que estão em ação nesse mês, todos eles prospectos. Fica então a pergunta: quais deles estão prontos para reforçarem a equipe de imediato? Por isso, uso o espaço de hoje para fazer uma pequena análise do desempenho deles nas competições internacionais até aqui.

Joseph é uma grata surpresa. Spurs pode ter acertado de novo

Dos seis, claro, aquele que merece maior atenção é Cory Joseph. O armador, 29ª escolha do último Draft, é figura praticamente certa para a próxima temporada do Spurs – já foi até apresentado pela equipe texana. Quando selecionado, sua ficha de prospecto dizia que ele poderia atuar nas posições 1 e 2. Confesso que isso sempre me deixa com um pé atrás, já que me dá a impressão de um jogador arremessador, mas, que por ser baixo demais, acaba quebrando um galho como armador. Não é o caso de Joseph, que tem comandado o ataque do Canadá com naturalidade nesta Copa América. Em quatro jogos – todos como titular -, ele apresenta médias de 5,5 pontos (44,4% FG, 40% 3 PT, 50% FT), 2,7 rebotes, 2,2 assistências e uma roubada de bola em 21,5 minutos por exibição.

Na defesa, o atleta parece dominar bem os fundamentos, tanto na defesa homem-a-homem, mostrando bom jogo de pernas, quando na de cobertura, interceptando e roubando várias bolas. No entanto, Joseph teve um pouco de dificuldades quando encarou armadores de alto nível, como Marcelinho Huertas e Greivis Vásquez. Mas vale lembrar que o canadese está tendo seu primeiro contato com o esporte profissional, já que atuava no basquete universitário dos Estados Unidos até a última temporada. Falta para ele um pouco de maturidade – nada mais natural para um novato.

Dos prospectos que atuam na Europa, Nando De Colo é um dos que me parece bem próximo de seu nível de maturidade ideal. Com a saída de George Hill, poderia ser um bom reforço para a próxima temporada, dividindo com Joseph os minutos na reserva de Tony Parker, seu companheiro de seleção. Até aqui, o francês de 24 anos jogou três partidas, e tem médias de três pontos (50% FG, 33,3% 3 PT, 100% FT) e um rebote em 13,3 minutos por exibição. Números que considero decepcionantes. Até aqui, De Colo tem uma trajetória praticamente oposta à de Joseph na offseason.

Enquanto o canadense começou a preparação como reserva e ganhou o posto de titular, o contrário aconteceu com De Colo, que jogou os primeiros amistosos da França no quinteto inicial, mas perdeu o posto para Mickael Gelabale. Além disso, o francês vem atuando muito mais na posição dois – função que, no Spurs, dificilmente conseguiria exercer, já que a equipe conta hoje com Ginobili, Gary Neal e James Anderson para a função. Mas o Eurobasket está só começando, e o combo guard ainda tem tempo para se recuperar.

Ao lado de De Colo, outro que me parece pronto para jogar na NBA é Erazem Lorbek. O ala-pivô de 27 anos foi um dos destaques da Eslovênia nas três primeiras partidas da equipe, apresentando médias de 14 pontos (44,1% FG, 45,5% 3 PT, 58,3% FT), seis rebotes e 1,3 assistências em 27,3 minutos por jogo. Vale lembrar que o garrafão é uma das deficiências do elenco do Spurs, mas, por enquanto, o esloveno ainda é um projeto, a mínimo, de longo prazo. O General Manager R.C. Buford chegou a demonstrar interesse em contar com Lorbek, mas o big man renovou por uma temporada com o Barcelona.

O interesse que o Spurs tem em Lorbek parece não se repetir em relação a Viktor Sanikizde. Uma pena, pois o atleta da Georgia, de 25 anos, me parece bom jogador. Nos três primeiros jogos de sua equipe, o jogador apresentou médias de 11 pontos (56% FG, 42,9% 3 PT, 33,3% FT), 7,3 rebotes e 1,3 assistências em 31,3 minutos por exibição. Sanikidze é especialista em defesa, rebotes e pontes aéreas – por conta das duas últimas características, ganhou o apelido de Air Georgia. Além disso, pode atuar tanto como ala quanto como ala pivô. Essas virtudes me fazem crer que ele cairia bem no elenco do Spurs.

Outro que, assim como Sanikidze, está esquecido na Europa é Robertas Javtokas. Com 31 anos de idade, é difícil pensar que o lituano ainda tenha interesse em se mudar para a NBA – e que o Spurs ainda tenha interesse em um dia trazê-lo. O pivô, especialista em defesa, é o capitão da Lituânia, admirado por sua liderança, mas sua importância na quadra tem sido cada vez menor. Nesta edição do Eurobasket, suas médias são de apenas três pontos (28,6% FG, 25% FT) e 5,3 rebotes em 18 minutos por exibição.

Por fim, vale a pena citarmos Davis Bertans. O ala é uma das principais apostas para o futuro do Spurs e, com apenas 18 anos, já faz parte da seleção principai da Letônia, o que é uma boa notícia para os torcedores da franquia texana. O jogador foi draftado por seu potencial nos arremessos de três pontos. Porém, assim como aconteceu no Mundial Sub-19, sua participação no Eurobasket ainda é pouco sólida. Em três partidas, teve médias de 5,3 pontos (35,7% FG, 12,5% 3 PT, 71,4% FT) e dois rebotes em 10,3 minutos por jogo. Mas ainda é cedo para tirarmos qualquer tipo de conclusão sobre ele.

Manu e Tony carregam seus times para a vitória


A sexta-feira (2) foi boa para dois astros do San Antonio Spurs, Manu Ginobili e Tony Parker. Ambos enfrentaram seleções com jogadores do rival texano e atual campeão da NBA, o Dallas Mavericks, e venceram. O primeiro a entrar em quadra foi o francês, que mediu forças com a Alemanha, do MVP Dirk Novitzki, no Eurobasket 2011.

Em uma tarde muito inspirada, Tony fez um jogo excepcional, marcando 32 dos 76 pontos anotados pela seleção francesa na vitória. Além de pontuar duas vezes da linha três pontos, o armador francês distribuiu seis assistências e roubou duas bolas. Diante de uma apresentação incrível como a de Parker, os 20 pontos e seis rebotes de Dirk passaram despercebidos. Placar final 76 a 65.

Já no caso da Argentina, foi um pouco diferente. Jogando em casa, com a torcida em euforia e o time completo, os argentinos suaram um pouco para vencer Porto Rico na Copa América. Um dos momentos mais marcantes do jogo foi quando o pivô Fabricio Oberto entrou em quadra e foi completamente ovacionado pelos presentes. O jogador, que já teve passagem pelo Spurs, anunciou sua aposentadoria por problemas cardíacos no fim do ano passado, mas voltou este ano com a liberação dos médicos.

Assumindo o posto de líder em quadra e astro do time, Manu partiu para o ataque e ao fim do primeiro tempo já contabilizava 12 pontos. Apesar da boa atuação do ala-armador do San Antonio Spurs, quem foi para os vestiários na frente foi Porto Rico, seleção de Juan José Barea, do Mavericks. No terceiro quarto, o time argentino se acertou e, com o apoio do torcedor, virou o jogo e abriu 12 pontos no placar. No último período, a Argentina apenas segurou o placar e garantiu os 100% na competição, com três vitórias. Placar final, 81 a 74. O cestinha da partida foi o portorriquenho Carlos Arroyo, com 24 pontos, seguido por Manu Ginobili, com 23, além de três assistências e dois rebotes.

Ginobili foi o cestinha da Argentina| Foto: AP

Quem também entrou em quadra na Copa América ontem foi o Brasil. Mas, diferente dos outros citados, não venceu. Apesar de mais uma boa apresentação do pivô Tiago Splitter, que conseguiu outro duplo-duplo, a Seleção Brasileira foi derrotada pela República Dominicana. Em uma noite de muitos erros e perdas de bola, o Brasil caiu diante dos dominicanos e seu garrafão poderoso.

O armador brasileiro Marcelo Huertas chegou a cometer dez turnovers, o que prejudicou muito sua atuação, apesar dos 16 pontos marcados. O dominicano Al Horford foi o cestinha da partida, com 22 pontos. Do lado brasileiro, Marquinhos fez 18 pontos, e Tiago Splitter conseguiu um duplo-duplo com 16 pontos e dez rebotes. O placar final 79 a 74.