Arquivo mensal: agosto 2011

Splitter é poupado e Brasil vence o México

News by Koba

* Com Victor Moraes

Depois de vencer o Torneio Super 4 na Venezuela, a Seleção Brasileira masculina de basquete voltou a São Paulo e, nesta quinta-feira (11), disputou um amistoso contra o México, no ginásio do clube A Hebraica. Com 20 pontos do ala-pivô Guilherme Giovannoni, os donos da casa venceram por 79 a 57.

Sem Tiago Splitter, poupado com dores no joelho, Rubén Magnano iniciou a partida com a seguinte escalação: Rafael Luz, Alex Garcia, Marquinhos, Giovannoni e Rafael Hettsheimeir.

Contratado pelo Barcelona, Huertas enfim pode entrar em quadra pelo Brasil (Foto: Gaspar Nóbrega/CBB)

Os times começaram apresentando nervosismo e falhando na conclusão das jogadas. As duas seleções se alternavam na liderança do placar, mas o primeiro quarto terminou 17 a 15 a favor dos visitantes. A dianteira foi retomada no segundo quarto, embora o desempenho brasileiro no ataque tenha ficado bem abaixo das expectativas. No intervalo, o placar apontava 29 a 27.

Na segunda metade da partida, o técnico da seleção brasileira arrumou o time, que logo elevou a  diferença para 13 pontos, entrando para o período decisivo vencendo por 55 a 42.

No último quarto, já mais soltos em quadra, os brasileiros não encontravam problemas em bater a defesa mexicana e a vantagem só aumentou. No último lance do jogo, o pivô Rafael Hettsheimer bloqueou uma tentativa de enterrada de um mexicano e o lance levantou a torcida presente no ginásio, arrancado aplausos.

A partida também marcou a estreia de Marcelinho Huertas, recém-contratado pelo Barcelona (ESP). Ele não decepcionou em quadra, fazendo passes pelas costas e entre as pernas, dignas de Top-10 da NBA. O camisa #9 terminou a partida com oito assistências. O armador havia ficado fora das primeiras partidas amistosas devido a problemas com seu seguro. O pivô Paulão, o ala-pivô Augusto Lima e o armador Rafael Luz, que estavam na mesma situação, também puderam estrear.

O Brasil volta a enfrentar o México no sábado, dia 12, às 12h. A partida será realizada no ginásio do Clube Atlético Paulistano, em São Paulo. A entrada será efetuada com a doação de 1kg de alimento não perecível.

Súmula (fonte: CBB)

Spurs está de olho em pivô mexicano

De acordo com reportagem do jornal mexicano El Diario, o San Antonio Spurs está de olho no pivô Gustavo Ayon, que atua pelo Baloncesto Fuenlabrada, da Espanha. Ainda de acordo com a publicação, Los Angeles Lakers e Phoenix Suns também se interessaram pelo mexicano de 26 anos, que tem o apelido de Titã.

Na última temporada, Ayon, atuando pelo Fuenlabrada, disputou 35 partidas na Liga ACB, e apresentou médias de 10,8 pontos (66% FG, 60,3% FT), 6,5 rebotes e 1,4 tocos em  22,6 minutos por exibição.

Ayon, que ganhou o prêmio de estrela ascentende deste ano na Liga ACB, tem mais dois anos de contrato com o Fuenlabrada, e opção por uma terceira temporada.

Splitter ausente no Super 4 na Venezuela

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Foto por Gaspar Nobrega/CBB

Na última semana, a seleção brasileira foi à Venezuela para disputar o torneio amistoso Super 4 – Copa Israel Sarmiento, com sede no ginásio José María Vargas, de La Guaira. O Brasil acabou vencendo com tranquilidade o torneio – contudo, o pivô do San Antonio Spurs, Tiago Splitter, não jogou os amistosos devido a uma lesão que, segundo o site cubano Juventud Rebelde, seria uma dor muscular leve.

Na sexta, dia 08, o Brasil abriu o torneio passando por cima do Panamá por 84 a 48. No dia seguinte, enfrentou Cubá e conseguiu uma nova tranquila vitória, 81 a 60. Nesse jogo, Splitter entrou por poucos segundos em quadra e não voltou mais a jogar. Neste domingo,  poupando Tiago, os brasileiros enfrentaram os donos da casa e acabaram conquistando o torneio, ganhando pelo placar de 78 a 63.

Além de Splitter, a equipe brasileira teve os desfalques de Marcelinho Huertas, que foi a Espanha para acertar sua tranferência para o FC Barcelona Regal, e de Augusto Lima, Rafael Luz e Paulão Prestes, que ainda não estão com seus seguros resolvidos.

Melhorando, mas ainda perdendo

Mais uma vez o San Antonio Silver Stars fechou a semana com saldo negativo, com apenas uma vitória somada a duas derrotas.

O primeiro jogo foi uma vergonha por diversos motivos, e o peso dessa derrota é minimizado apenas pelo fato de ele ter acontecido em Seattle, na KeyArena, contra o time da casa, e ainda contado com a presença de Lauren Jackson no ginásio.

Apesar dos esfoços, não deu para vencer o Seattle Storm na terça-feira

Ofensiva e defensivamente o time texano estava irreconhecível. Uma das razões foi a misteriosa baixa de rendimento da ala Sophia Young, que vinha desde o primeiro confronto entre esses times, no dia 14 de julho. Na defesa, as jogadoras do time rival tinham liberdade tanto para arremessar da linha de três pontos quanto para fazer o básico embaixo da tabela. O resultado final foi 78 a 64. Houve um momento em que o Stars quase ultrapassou o Storm, mas o jogo já era das donas de casa.

E o que vinha pela frente na agenda não seria mais fácil.

Pela segunda vez, as garotas comandadas por Dan Hughes enfrentaram o Minnesota Lynx (primeiro lugar do Oeste). Que jogo! O San Antonio Silver Stars jogou muito bem, assim como seu anfitrião. De novo o placar foi definido nos segundos finais, e quando Taj McWilliams-Franklin fez o sexagésimo segundo ponto do Lynx, o Stars foi deixado com apenas 1,3 segundos para empatar ou vencer. Infelizmente, nenhum desses aconteceu, apesar da boa apresentação do time. Segundo a comentarista da partida, essas equipes vão fazer a final da conferência, e eu concordo completamente.

A propósito, nesse jogo Sophia Young voltou ao normal. Fez um double-double, marcando 18 pontos e arrecadando 13 rebotes.

A defesa forte do San Antonio Silver Stars levou o Minnesota a cometer muitos erros cruciais, apesar da estatística mostrar mais desses para o visitante. No rebote, as jogadoras foram muito melhor do que o normal. Elas agarraram 39, a mesma quantidade do Lynx. Agora, o próximo highlight merece um parágrafo exclusivo.

Jayne Appel tem melhorado seu jogo em pontos, rebotes e tomadas de bola, tudo o que o Stars precisa no momento.

Jayne Appel. Ou ela tem acompanhado essa coluna, ou tudo confirma o que Bruno Pongas costuma dizer: Dan Hughes é o cara! A média de pontos dessa garota (segundo ano na liga, mas quase não jogou no ano passado) é de 3,6 nessa temporada, e 3,5 na carreira. Nos últimos três jogos, ela marcou 7, 8 e 7, nessa ordem. Se estivéssemos falando de outra jogadora, isso seria lamentável, mas é a Jayne Appel. A mão-de-alface que só atrapalha as jogadas do Stars e é constantemente pedida, pelos torcedores, para ser trocada. No último jogo, contra o Tulsa Shock, ela até acertou uma bola de três pontos. Sua média de rebotes na carreira é de 3,4, e nos dois últimos jogos foram 6, em cada um, vindos de suas mãos. Quanto aos minutos em quadra, Hughes certamente os fez serem maior: 13,8 na temporada, 15, 15 e 24 nos três últimos jogos. Ela só precisa melhorar nas faltas, pois quase precisou ficar fora de quadra em suas duas últimas atuações.

Essa é uma notícia excelente para o San Antonio Silver Stars, já que Danielle Adams ainda é desfalque. Claro que o que ela pode fazer não é suprido por Jayne, mas só de saber que existe mais uma jogadora para se confiar em momentos importantes é um alivio, assim como o último jogo da semana.

Para fechar a agenda, o San Antonio enfrentou o Tulsa, o time coringa da temporada (1-19), e ganhou de 72 a 64. Com essa vitória, voltou para a segunda posição, ainda com a mesma campanha do Seattle Storm (12-8). Hoje, o time de Sue Bird joga contra o Atlanta Dream e fará um enorme favor se perder, caso contrário o Stars cai novamente para o terceiro lugar, com chances de empatar com o Phoenix Mercury (11-8, e também joga hoje).

Alcançar a vantagem sobre esses times é muito importante, pois terminar a temporada regular em segundo ou terceiro lugar significa não pegar o Minnesota Lynx na primeira rodada dos playoffs.

E para que isso aconteça, na terça-feira, às 19h, o San Antonio joga em Indianápolis contra o Indiana Fever. Na quinta-feira, às 19h30, o adversário do time do AT&T Center será o Connecticut Sun, na Mohegan Sun Arena. E no domingo, o Chicago Sky vai até San Antonio, para enfrentar o elenco texano às 15h.

Desses, os dois primeiros serão contra os dois primeiros do Leste. Duelos interessantíssimos que mostrarão o poder do nosso time perante as potências de 2011. Não deixe de acompanhar!!!

Até o próximo domingo!
Roberta

Reconstruindo o Spurs – Ala

Continua hoje a série Reconstruindo o Spurs, especial de colunas Na Linha dos 3 que faço sobre possíveis movimentações do San Antonio Spurs nesta offseason. Depois de falarmos sobre os armadores e ala-armadores na primeira parte, hoje chegou a vez de debatermos uma das principais fraquezas do elenco texano: a ala.

O titular da função, Richard Jefferson, não conseguiu render o esperado em San Antonio e é uma decepção para dez em cada dez torcedores da equipe local. Por isso, a posição deve ser uma prioridade para as contratações da equipe na offseason. O Spurs já começou a movimentar-se neste sentido: gastou duas de suas quatro escolhas de Draft em alas e apostou na contratação de jovens jogadores no fim da última temporada. Além disso, um rico mercado de Free Agents pode revelar opções interessantes, assim como um jogador “esquecido” na Europa. Vamos, então, analisar as possibilidades do time:

Leonard = esperança

1) O elenco

Começaremos falando sobre os jogadores que terminaram a temporada com o time texano. Além de Jefferson, dois jovens altetas brigam por uma vaga no plantel.

Richard Jefferson – Ainda acho que o #24 é um bom jogador. No mínimo, um jogador útil. A questão é que Jefferson não se encaixou no rígido esquema tático de Gregg Popovich, que exige um ala com boa defesa e com um arremesso preciso de longa distância – características ausentes no jogo do atleta. Por isso, o Spurs tentou trocá-lo antes do Draft, mas o contrato longo e caro de Jefferson – vai até o fim da temporada 2013/2014, quando o ala poderá ganhar US$ 11 milhões – certamente atrapalhou as negociações. Para a próxima temporada, o papel do jogador me parece incerto, já que sua concorrência é cada vez maior e a confiança nele é cada vez menor.

Danny Green – Depois de uma primeira passagem discreta pelo Spurs no começo da última temporada, Green, de 24 anos foi recontratado e ficou no elenco texano até a eliminação nos playoffs. Especialista em defesa, o ala tem as características necessárias para, ao menos, ser útil no esquema tático de Pop. Já tem contrato garantido até a metade do ano que vem e, desde a pré-temporada, será um dos muitos jovens jogadores do elenco brigando por minutos na rotação.

Da’Sean Butler – A principal incógnita do elenco do Spurs, Butler foi selecionado pelo Miami Heat na 42ª escolha do Draft de 2010,  mas em seguida dispensado. O jogador não atuou durante toda a última temporada, já que ficou afastado das quadras se recuperando de uma contusão no joelho esquerdo. Por isso, temos como referência de seu jogo apenas sua carreira universitária, que foi ótima: recordista de vitórias da West Virginia Mountaineers, Butler disputou 38 partidas em sua última temporada, alcançando médias de 17,2 pontos (41,4% FG, 35,4% 3 PT, 78,9% FT), 6,2 rebotes, 3,1 assistências e uma roubada de bola em 35,8 minutos por jogo. De todo o elenco texano, é o atleta que considero mais prejudicado pelo cancelamento das Summer Leagues.

2) O Draft

Foi nesta posição que o Spurs depositou a maioria de suas fichas no último recrutamento de calouros. Das quatro escolhas que a equipe texana tinha, uma foi usada em um jogador que pode causar impacto imediato no elenco, e a outra em uma aposta para o futuro. Vamos à análise dos prospectos:

Kawhi Leonard – Selecionado pelo Indiana Pacers na 15ª escolha do último Draft, Leonard foi enviado para o Spurs em troca de George Hill. O ala, que pode até quebrar um galho como ala-pivô, tem na defesa e na envergadura seus pontos fortes, e é um excelente reboteiro. Na última temporada, sua segunda no basquete universitário, o jogador, atuando pela San Diego State University, apresentou médias de 15,5 pontos e 10,6 rebotes por exibição. Especialistas em Draft compararam seu estilo ao de Shawn Marion, Gerald Wallace e Luc Richard Mbah a Moute. Apesar de jovem, parece pronto para assumir uma fatia relevante de minutos na rotação do time de San Antonio.

Davis Bertans – Com apenas 18 anos, Bertans é uma aposta para o futuro do Spurs. O jogador foi selecionado, principalmente, por sua precisão nos arremessos de três pontos. O ala vai atuar pelo Union Olimpila Ljubljana, da Eslovênia, e recentemente apareceu internacionalmente ao ser o protagonista da seleção da Letônia que disputou o Mundial Sub-19 em casa – em oito jogos pela equipe nacional, o atleta, que atuou improvisado no garrafão, apresentou médias de 15,2 pontos (36,7% FG, 26,7% 3 PT, 75% FT) e 6,4 rebotes em 31,1 minutos por exibição. Quem quiser saber mais sobre Bertans, pode ler a excelente entrevista que o letão concedeu para nosso blogueiro Glauber da Rocha.

3) Na Europa

O Spurs ainda detém os direitos de um ala de 25 anos que a equipe texana adquiriu no Draft de 2004. Conheça um pouco mais sobre o jogador a seguir:

Viktor Sanikidze – Selecionado pelo Atlanta Hawks na 42ª escolha do Draft de 2004, Sanikidze foi logo em seguida trocado para o Spurs. Desde então, o georgiano passou por França, Espanha e Estônia até chegar ao Virtus Bologna, clube italiano em que disputou a última temporada. No campeonato local, entrou em quadra em 26 oportunidades, alcançando médias de 7,7 pontos (52,7% FG, 36,2% 3 PT, 72,6% FT) e 6,8 rebotes em 22,1 minutos por exibição. Pode quebrar um galho como ala-pivô e é conhecido na Europa por sua boa defesa – por isso, poderia até cavar uma vaguinha para compor o elenco do Spurs.

4) No Mercado

A lista de alas que ficaram livres nesta offseason é, na minha opinião, a mais rica de todas as posições. Isso me faz sonhar – será que o Spurs não conseguiria atrair um reforço de peso com a MLE? Vamos, então, às opções mais interessantes:

Andrei Kirilenko – Sim, eu sei, AK47 ganhou uma fortuna no ano passado, e aceitar a MLE seria topar uma drástica redução no seu salário. Mas a verdade é que o russo acabou a última temporada desvalorizado, e pode reencontrar seu basquete no Spurs – franquia que tem histórico de sucesso para jogadores estrangeiros. Em troca, o ala poderia oferecer sua boa defesa e sua versatilidade, já que pode atuar também como ala-pivô.

Anthony Parker – É bem verdade que Parker é muito mais um ala-armador do que um ala. Mas o jogador tem as carcterísticas certas para atuar na posição 3 no esquema de Pop: defesa decente e um ótimo arremesso dos três pontos. Além disso, não é um atleta badalado e nem caro, o que o torna um alvo acessível.

Grant Hill – Que me desculpem os torcedores do Phoenix Suns, mas Hill é a cara do Spurs: bom defensor, bom arremessador, experiente e bom-moço. Tudo o que Gregg Popovich procura para a ala. Sei que o jogador já declarou que tem vontade de permanecer no Arizona, mas não o considero um alvo inacessível. Primeiro porque o Suns ainda não deixou clara sua vontade de contar com o atleta, segundo porque o próprio ala pode se sentir tentado se receber uma proposta de um time mais forte.

Shane Battier – Outro jogador que é a cara do Spurs. Parte do elenco do Memphis Grizzlies que eliminou a equipe texana nos últimos playoffs, Battier é especialista na defesa, tem um arremesso de três confiável, é experiente e está longe de ser um jogador-problema. Cairia como uma luva no time de Popovich.

Tayshaun Price – Sei que talvez seja sonhar demais – será que Prince aceitaria receber a MLE? Será que propostas mais tentadoras não vão aparecer? Mas a verdade é que, com a contratação do “Mr. D”, o Spurs subiria o nível de seu quinteto titular e, quem sabe, poderia brigar pelo título. Isso basta para convencer o ala?