Arquivo mensal: agosto 2011
Richards deve continuar na Europa

Após recuperar-se de contusão e jogar a Divisão B do Europeu Sub-20 pela Grã-Bretanha, Ryan Richards treina com a seleção principal, que se prepara para disputar o Eurobasket. O ala-pivô se disse grato ao San Antonio Spurs, que o ajudou durante sua recuperação.
“Desde que me mudei para San Antonio, passei a maior parte do tempo na reabilitação, recuperando minha saúde e aprendendo sobre o jogo. Foi uma temporada difícil, mas estou gostando de fazer parte de uma das melhores franquias do basquete”, disse Richards, em entrevista ao site britânico Kent News.
No entanto, o jogador afirmou que deve passar ao menos mais uma temporada na Europa antes de se transferir para o Spurs.
“Provavelmente, vou voltar para Europa para começar a próxima temporada e mostrar meu jogo. Só quero mostrar que eu tenho o que é preciso para ajudar o Spurs a vencer”, declarou o ala-pivô.
E mais…
Richard Jefferson está treinando com Deron Williams
Durante a offseason, Richard Jefferson está treinando com um grupo de jogadores da NBA para manter-se em atividade. Quem revelou a informação foi o ala Chase Budinger: “Temos Mo Williams, Deron Williams, Richard Jefferson, então temos um bom grupo para treinar, manter a forma e continuar jogando basquete”, disse o jogador do Houston Rockets, em entrevista ao site Gant Daily.
Cards e um pouco de história
Para quem não sabe, me formei em jornalismo no fim do ano passado. Desde então, trabalho na Mob36, uma agência de produção de conteúdo. Entre outros trabalhos, somos responsáveis pela página de automobilismo do iG – projeto em que estou inserido desde que consegui meu diploma. Um dos donos da empresa, Mauricio Teixeira está prestes a virar pai e dar um novo passo em sua vida pessoal. Por isso, está abrindo mão de alguns pertences – entre eles, uma coleção de 120 cards da NBA, recebida por o blogueiro que escreve esta coluna. As cartas são todas da década de 1990.
Por isso, resolvi usar este espaço de hoje para fazer uma brincadeira. Entre os cards que recebi, oito são do San Antonio Spurs, todos da temporada 1989/1990 – a primeira de David Robinson na equipe texana. Por isso, hoje teremos um pouco de história aqui na coluna: vou usar as cartas para ajudar a contar a trajetória do time nesta campanha.
Naquela tempotada, o Spurs, comandado por Larry Brown, chegou às semifinais da Conferência Oeste apenas pela terceira vez em sua história. Na temporada regular, a equipe terminou com o recorde de 56-26, terceiro melhor de toda a NBA – só ficou atrás de Los Angeles Lakers (63-19) e Detroit Pistons (59-23). Nos playoffs, no entanto, a equipe não foi páreo para o Portland TrailBlazers de Clyde Drexler e Drazen Petrovic, que acabou vencendo a série por 4 a 3.
Vamos então ver os cards de alguns jogadores que fizeram parte daquela campanha:
David Robinson
Não é preciso dizer que o pivô causou impacto imediato no Spurs. O Almirante, que até hoje é um dos maiores ídolos da franquia, disputou todos os 82 jogos de sua primeira temporada na NBA – 81 deles como titular – e terminou-a com médias de 24,3 pontos (53,1% FG, 73,2% FT), 12 rebotes, 3,9 tocos, duas assistências e 1,7 roubadas de bola em 36,6 minutos por exibição. Não à toa, foi eleito o novato do ano, e ainda participou do All-Star Game daquela temporada, deixando a quadra com expressivos 15 pontos (58,3% FG, 50% FT) e dez rebotes em 25 minutos. Nos playoffs, seus números foram quase iguais aos da regular: em dez jogos, apresentou médias de 24,3 pontos (53,3% FG, 67,7% FT), 12 rebotes e 2,3 assistências em 37,5 minutos por jogo. Acima, você pôde ver dois cards de Robinson, das coleções Sky Box e NBA Hoops.
Terry Cummings
Companheiro de David Robinson no garrafão, o ala-pivô foi, talvez, o segundo jogador mais importante daquela campanha. Prova disso são seus números: Cummings disputou 81 jogos na temporada – 78 como titular – e anotou, em média, 22,4 pontos (47,5% FG, 32,2% 3 PT, 78% FT), 8,4 rebotes, 2,7 assistências e 1,4 roubadas de bola em 34,8 minutos por exibição. Nos playoffs, se tornou ainda mais importante e, após jogar as dez partidas da equipe, apresentou médias de 24,9 pontos (52,8% FG, 20% 3 PT, 80,8% FT), 9,4 rebotes e 2,2 assistências em 37,5 minutos por jogo. A carta acima é da coleção Sky Box.
Sean Elliott
Assim como Robinson, Elliot era novato na temporada 1989/1990 – e, assim como o pivô, teria papel importantíssimo na história do Spurs. Porém, ao contrário do big man, Elliot não causou impacto imediato no time. O fato dele ter jogado como titular apenas 69 das 81 partidas em que autou é prova disso. Na temporada regular, o swingman apresentou médias de dez pontos (48,1% FG, 11,1% 3 PT, 86,6% FT), 3,7 rebotes e 1,9 assistências por exibição. Nos playoffs, disputou as dez partidas da equipe e seus números subiram um pouco: 12,7 pontos (55,2% FG, 72,4% FT), 4,1 rebotes e 1,8 assistências em 29,1 minutos por exibição. O card dele é da coleção Sky Box.
Frank Brickowski
Durante a temporada 1989/1990, o ala-pivô era o principal reserva do Spurs para o garrafão. Disputou 78 jogos da temporada regular – 12 deles como titular – e apresentou médias de 6,6 pontos (54,5% FG, 67,4% FT), 4,2 rebotes e 1,3 assistências em 18,4 minutos por exibição. Nos playoffs, veio do banco nas dez partidas feitas pela equipe texana, e anotou, em média, 7,9 pontos, 4,4 rebotes e 1,1 assistências em 16,1 minutos por jogo. Sua carta é da coleção Sky Box.
David Wingate
O jogador era reserva para as posições 2 e 3 do time texano. Wingate atuou em 78 partidas da equipe na temporada 1989/1990 – duas como titular – e apresentou médias de 6,8 pontos (44,8% FG, 77,7% FT), 2,7 assistências, 2,5 rebotes e 1,1 roubada de bola em 23,8 minutos por exibição. Nos playoffs, Wingate entrou em quadra em todas as dez partidas da equipe, e apresentou uma melhora em sua produção: anotou, em média, 9,1 pontos (51,9% FG, 66,7% 3 PT, 75% FT), 3,8 assistências e 3,7 rebotes em 29,3 minutos por exibição. Sua carta é da coleção NBA Hoops.
Caldwell Jones
Assim como Brickowski, o ala-pivô também era um reserva do garrafão do Spurs. Mas sua importância do elenco texano era menor – ele chegou em atuar em 72 jogos da equipe durante a temporada 1989/1990, mas em apenas dois como titular. Na regular, suas médias foram de 2,4 pontos (46,5% FG, 20% 3 PT, 70,4% FT) e 3,2 rebotes em 12,3 minutos por jogo. Disputou nove dos dez jogos do time nos playoffs, apresentando médias de 0,9 pontos e 1,4 rebotes em 7,3 minutos por partida. O card é da coleção NBA Hoops.
Uwe Blab
O pivô alemão estava na equipe texana somente para compor o elenco – como Steve Novak fez na última temporada. Entrou em quadra em somente sete partidas daquela campanha, anotando, em média, 2,1 pontos (54,5% FG, 50% FT) e 1,3 rebotes em 7,1 rebotes por exibição. Entrou em quadra em duas oportunidades nos playoffs, e apresentou médias de 1,5 pontos e um rebote em 2,5 minutos por exibição. Seu card é da coleção NBA Hoops.
Hanga é eliminado do Eurobasket

Selecionado pelo San Antonio Spurs na 59ª escolha do último Draft, o ala-armador Adam Hanga não vai mais disputar o Eurobasket, competição classificatória para a Olimpíada de Londres-2012. Isso porque a Hungria, seleção do jogador, foi eliminada na fase classificatória do torneio.

Valeu, Hanga! Fonte: eurobasket2011.com
Nesta etapa do campeonato, Hungria, Portugal e Finlândia disputam duas vagas para o Eurobasket. As três seleções se enfrentam em turno e returno, e os dois melhores avançam para o torneio. Como perdeu as três primeiras partidas – duas diante de Portugal e uma contra a Finlândia, mesmo jogando em casa – a equipe de Hanga não tem mais chances.
O ala-armador, que disputou as três partidas como titular, apresenta até aqui médias de dez pontos (30% FG, 29,4% 3 PT, 43,8% FT), seis rebotes, quatro assistências e 2,3 roubadas de bola em 35,7 minutos por exibição. No domingo, a Hungria faz seu último compromisso na competição: encara a Finlândia, fora de casa.
Sem mais partidas oficiais nesta offseason, Hanga agora deve se concentrar no Assignia Manresa, equipe da Liga ACB que recentemente contratou o jogador.
Parker descarta China e pode jogar com Jackson

Recentemente, surgiram rumores que diziam que Tony Parker poderia jogar na China enquanto o locaute não acabasse. O armador afirmou que pretende esperar o fim do Eurobasket para decidir seu futuro, mas disse que, fora da NBA, joga apenas no ASVEL, equipe francesa que tem o jogador do Spurs como dono.
“Precisarei ver se estarei saudável ou machucado, e também saber melhor como está a situação do locaute. Se eu jogar fora da NBA, definitivamente será na França, pelos meus fãs e pelo meu time, o ASVEL”, disse Parker, em entrevista à ESPN.
O armador francês do Spurs disse que nem mesmo uma proposta financeiramente mais vantajosa de um clube chinês pode levá-lo ao país.
“É uma decisão mais emocional do que qualquer outra coisa. Não é o bastante para mim jogar por dinheiro ou esse tipo de coisa, porque eu sou um acadêmico do jogo. Sou apaixonado pelo jogo. Seria ótimo para minha família e para meus amigos me verem jogando na França”, completou Parker.
E, de acordo com o site francês Le Progrès, Parker pode ganhar a companhia de um ex-companheiro no ASVEL. Segundo a página da internet, Stephen Jackson, recentemente trocado para o Milwaukee Bucks, interessa à equipe francesa. O swingman atuou pelo Spurs entre 2001 e 2003.
E mais…
Spurs contrata novo preparador físico
Preocupado com a saúde de seus jogadores, o Spurs contratou Matt Herring para exercer o cargo de Diretor de Desempenho Atlético. Nascido em Austin e formado no Texas, Herring estava trabalhando com o time de basquete da Universidade de Flórida. “Vindo de um dos melhores programas universitários, Matt traz credenciais vencedoras com ele, e estamos ansiosos para ver as contribuições que ele trará para a equipe”, disse R.C. Buford, General Maganer e presidente de esportes do Spurs.
Parker pode jogar na China durante o locaute

Segundo reportagem do Yahoo! Sports, o armador Tony Parker pode jogar na China enquanto o locaute não acaba. Ainda de acordo com a página da internet, o ala-armador Kobe Bryant, do Los Angeles Lakers, pode ter o mesmo destino.
Duas coisas, porém, podem atrapalhar os chineses na tentativa de contratar Parker. A primeira delas é que o armador é dono de uma equipe francesa e, anteriormente, já declarou que jogaria por ela se o locaute fosse mesmo instalado.
Em segundo lugar, as equipes chinesas não gostariam de incluir em seus contratos cláusulas que liberem o jogador para voltar para a NBA quando o locaute acabar. Isso certamente vai atrapalhar os times locais na tentativa de contratar jogadores do calibre de Tony Parker e, principalmente, de Kobe Bryant.
E mais…
Joseph quer melhorar jogando pela seleção
Depois que a federação canadense conseguiu seu seguro, Cory Joseph estreou pela seleção em dois jogos contra a Bélgica, e deixou os amistosos com média de três pontos por partida. O armador não ficou satisfeito com seu desempenho: “Eu posso melhorar. Sou um cara duro comigo mesmo e sinto que podemos ser mais naturais, melhores nas rotações defensivas e na execução ofensiva”, declarou.



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