Arquivo mensal: junho 2011

Primeiro jogo, primeira vitória

Aplausos do banco para o time vitorioso

O San Antonio Silver Stars teve um começo incrível na temporada de 2011 da WNBA. Enfrentou, ontem (4), em casa, o Tulsa Shock, e atropelou o time de Oklahoma, vencendo por 20 pontos de diferença.

Nessa semana, Dan Hudges liberou a lista com o elenco principal para essa temporada. As surpresas foram a permanência de Danielle Adams e a ausência de Kelly Mazzante. Masao menos no jogo de ontem essa decisão não causou problemas.

O jogo começou com o time visitante fazendo quatro pontos seguidos, e durante pouco tempo houve equilíbrio. Tully Bevilaqua finalmente quebrou a vantagem, logo no primeiro quarto, e desde então o mandante nunca mais perdeu a liderança.

A maior pontuadora do jogo foi Sophia Young, com 20 pontos, mas o monstro da noite foi Becky Hammon, que acertou 50% de seus arremessos de três pontos e fez uma cesta de mestre, pulando de dentro para fora da quadra e arremessando por trás da tabela.

O placar final foi de 93 a 73, a maior vantagem da noite.

O jogo foi de extrema facilidade para o San Antonio. Porém, é necessário levar em consideração que o Tulsa Shock não é o time a ser vencido. É seu segundo ano na WNBA, e a equipe ficou em último lugar na Conferência Oeste na temporada passada. A franquia não tem os mesmos ares do Atlanta Dream, que em seu segundo ano progrediu e conseguiu chegar às finais da WNBA em sua terceira temporada de existência.

E já que o jogo foi tranquilo, Dan Hudges não precisou levar advertência dos juízes. Ficou sentado na maior parte do tempo, apenas observando e fazendo as movimentações necessárias, diferente daquele segundo jogo da pré-temporada, quando ele chegou a levar falta técnica.

O próximo compromisso do San Antonio Silver Stars é na sexta-feira (10), novamente contra o Tulsa Shock, mas dessa vez como visitante. E ainda nessa semana, no dia seguinte (11), enfrenta o Atlanta Dream, no AT&T Center.

Para assistir aos jogos do San Antonio SIlver Star, você pode acessar o Live Access do seu computador, canal da WNBA onde são transmitidas a maioria das partidas, exceto aquelas que os canais como ESPN2 e ABC não permitem. Ou então, através do seu smartphone ou tablet, com o aplicativo WNBA Center Court, que permite acesso a notícias, imagens e também transmissões ao vivo dos jogos.

O Stars começa a temporada com 1 vitória e 0 derrota, e está em busca do seu primeiro anel. Para que isso aconteça, Dan Hudges precisa, principalmente, de mais uma pivô consistente. Danielle Adams não tem físico nem ritmo de liga profissional, e enquanto Jayne Appel estiver machucada, Ruth Riley está com a responsabilidade sobre seus ombros.

Até domingo que vem!
Roberta. #PraCimaDelasStars

O que o Spurs pode aprender nas finais?

Miami Heat e Dallas Mavericks protagonizam uma série imprevisível em todos os sentidos na final da NBA. Primeiro porque, confesso, não apostava em nenhuma das duas equipes no começo dos playoffs. Segundo porque as partidas têm apresentado um desenrolar increvelmente emocionante – é difícil apontarmos favoritos, mesmo com a vantagem que a equipe texana conquistou. Para nós, torcedores do San Antonio Spurs, resta assistir à série e nos perguntar: o que nosso time pode aprender com os finalistas?

Sim, eu roubei essa montagem na internet

Na minha última coluna, em que falei sobre os jovens big man que o Spurs tenta contratar, postei uma opinião que foi contestada por nosso leitor Leo. Mas ainda acho que a equipe de San Antonio perdeu para o Memphis Grizzlies no garrafão. Creio que, no geral, o elenco texano é melhor, mas que o matchup foi desfavorável: na área pintada, Tim Duncan, Antonio McDyess, Tiago Splitter e principalmente Matt Bonner e DeJuan Blair não encontraram resposta para Zach Randolph e Marc Gasol. E, na série Mavs x Heat, vemos soluções que poderiam ter sido usadas naquele confronto.

Vamos começar falando da equipe de Miami, que joga quase toda a partida sem um pivô de ofício: Chris Bosh e Udonis Haslem ocupam a maior parte dos minutos na área pintada, enquanto que o único especialista na função que vem sendo usado, Joel Anthony, é baixo para a posição. O trio compensa a falta de tamanho com vontade, jogo físico e bom posicionamento, é verdade. Mas um fator a mais contribui para que a equipe de Miami não tome um baile nos rebotes: a ajuda que vem do perímetro.

É bem verdade que Dwyane Wade e LeBron James são jovens e atléticos o suficiente para pegarem um rebote e ainda participarem de um contra-ataque – virtudes que Manu Ginobili, por exemplo, não possui. Tony Parker não poderia exercer essa função tão bem quanto a dupla do Heat: enquanto os dois jogadores da equipe da Flórida podem pegar o rebote e acionar seu companheiro, o francês é a opção do time texano para receber a bola e disparar. Seria um desperdício fazê-lo entrar no garrafão para brigar por rebotes.

Mas alguns jogadores seriam perfeitos para dar essa mãozinha lá embaixo, como George Hill e Richard Jefferson. O primeiro é pequeno o bastante para encontrar brechas entre os grandalhões e forte o suficiente para conseguir brigar por rebotes, enquanto o segundo ainda não encontrou sua função no ataque da equipe texana, e por isso podia se dedicar um pouco mais na defesa. Seria bom também se Gary Neal se aperfeiçoasse na função: o ala-armador seria útil pegando um rebote, para dar o primeiro passe do contra-ataque – de preferência para Parker – e depois se apresentar para arremessar.

Se do Heat o Spurs poderia copiar a ajuda do perímetro, no Mavericks o ponto a ser observado é a defesa por zona. Apesar de pouco utilizada nas finais, a marcação ajuda a minimizar alguns defeitos da equipe. Dirk Nowitzki, por exemplo, é indiscutível no ataque, mas não chega a ser um especialista na defesa. Como 80% dos jogadores da liga, teria dificuldades para lidar com Randolph e/ou Gasol. Mas, com a defesa por zona, esses defeitos são minimizados pela ajuda coletiva.

Neste tipo de marcação, os armadores marcam a cabeça do garrafão. Os alas ficam lá embaixo, congestionando o garrafão e marcando a zona morta de acordo com a necessidade. E o pivô fica embaixo da cesta, esperando para dar tocos e pegar rebotes. Esse tipo de marcação inibe infiltrações – que, inevitavelmente trombariam com um bom defensor como Tyson Chandler, Brendan Haywood e, no caso do Spurs, Tim Duncan – e também o jogo dentro do garrafão, já que dobras são facilitadas.

Com esse tipo de marcação, Bonner e Blair não teriam de ficar colados em Randolph ou Gasol – poderiam ser os alas que se movimentam da zona morta para o garrafão, deixando Duncan, Dice ou Splitter com o trabalho de big man lá embaixo. Enquanto isso, o Spurs forçaria arremessos de média distância do Grizzlies – ponto fraco de um perímetro formado por Mike Conley, Tony Allen e Sam Young.

Ajuda do perímetro, marcação por zona. Os finalistas da NBA, assim como o Spurs, não têm um garrafão brilhante defensivamente, mas mostram que é possível vencer sem ele. Talvez seja por isso que estão lá, ao contrário da equipe texana…

Shaq pensou que a final seria Spurs x Celtics

O duelo final não aconteceu

O agora ex-pivô Shaquille O’Neal esperava uma final entre San Antonio Spurs e Boston Celtics na final da NBA. Na opinião do grandalhão, depois das eliminações do time texano e do Los Angeles Lakers, a equipe de Boston não teria dificuldades para ser campeão.

“Acho que ainda poderíamos estar jogando. O Celtics me trouxe para lidar com Dwight Howard, mas o Magic foi eliminado. Todo mundo queria uma revanche das finais da última temporada, mas o Lakers também foi eliminado. Na verdade, pensei que seria Boston contra o Spurs, mas o Spurs também foi eliminado. Então, só teríamos que passar pelo Miami e a partir daí acho que seria mais tranquilo”, disse Shaq, em entrevista a um programa de televisão americano.

Que tal, fãs do Spurs? Imaginam um duelo Shaq x Duncan nas finais, às vésperas da aposentadoria dos dois? Seria uma bela forma de homenagear os gigantes. Seria…

O adeus de Shaq

Vocês podem até estar estranhando um post sobre Shaquille O’Neal aqui. Logo aqui, no blog do San Antonio Spurs, eterno adversário do super-pivô. Mas não há como deixar passar em branco a aposentadoria de uma lenda da NBA como ele. Deixo de lado minha face de torcedor e assumo o papel de admirador do esporte, amante do basquete e da NBA.

Outro encontro como este, só em uma futura partida de showbol

Foram 19 temporadas de Shaq na liga norte-americana. Eu mal havia aprendido a falar e o gigante já fazia estragos nos garrafões da NBA após ser recrutado pelo Orlando Magic. Em 1995 já fazia seu primeiro grande feito, levando a franquia, que tinha apenas seis anos de existência, à sua primeira final da liga, com médias monstruosas de 29,3 pontos e 11,4 rebotes.

Mas este foi só o primeiro passo de uma carreira genial de Shaq. Depois vieram quatro títulos da NBA (três com o Lakers e um com o Heat), um MVP (2000), três MVP Finals (2000, 2001 e 2002), 15 seleções para o All-Star Game e oito seleções para o All-NBA First Team, entre tantas outras conquistas que, se listadas, me exigiriam ao menos uma dezena de linhas.

Mas não quero entrar no mérito de quem foi Shaq apenas pelas conquistas. Shaq foi muito mais do que isso. Quando comecei a me interessar por basquete, quando ainda era um pré-adolescente, Shaquille O’Neal era “o cara” da NBA. Talvez tenha sido o primeiro jogador que conheci e aprendi a admirar.

Em uma época de entressafra de ídolos, no período pós-Jordan, Shaq foi um dos primeiros a despontar como um novo ícone, o novo “garoto-propaganda” da NBA. Papel que ele sempre tirou de letra. Apesar do comportamento polêmico em algumas ocasiões, Shaq sempre foi dono de um carisma sem igual. Brincalhão e sorridente, era um dos preferidos da garotada onde estivesse.

Tenho apenas 20 anos, mas pude ver, ao menos um pouco, o auge deste gigante. Os mais jovens podem não ter noção da dimensão do que Shaq significa para a NBA e para quem começou a acompanhar o basquete na primeira metade dos anos 2000. Posso dizer que, junto de Tim Duncan, foi ele o meu ídolo. Houve um período, inclusive, que Timmy e Shaq dominavam a liga, e de 99 a 2007 não houve uma final sequer sem a presença de um deles.

Ganhei mais admiração ainda por Shaq nos anos finais de sua carreira. Mesmo depois de ter sido o jogador mais dominante da NBA, aceitou o papel de coadjuvante – se é que podemos chamar assim um cara com médias de 20 pontos e nove rebotes – na campanha do título do Miami Heat, em 2006, formando dupla com Dwyane Wade.

O tempo passou e Shaq já não era mais o mesmo. O tempo passa para todo mundo e o corpo já não tem mais a mesma capacidade de antes. E Shaq soube aceitar seu papel e seguiu na ativa. Perambulou por Suns, Cavs e Celtics nos últimos anos de carreira, pelo simples prazer de jogar, já que de dinheiro ele não precisaria mais. Acima de tudo, Shaq amava jogar basquete, e era isso que o mantinha em quadra.

Mas chegou a hora do grande astro deixar seu palco. Sai de cena o policial nas horas vagas, o Shaq Attack, o The Diesel, o Big Cactus… Obrigado, Shaq, pelos serviços prestados ao basquete.

E agora, olho nas prateleiras de rap, nos filmes, nos programas de talk show da televisão. Algo me diz que ainda veremos muito de Shaquille O’Neal nesses lugares.

Warriors vai entrevistar assistente técnico Budenholzer

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O GM do San Antonio Spurs, R. C. Buford, confirmou nesta terça que o Golden State Warriors pediu para conversar com o assistente técnico Mike Budenholzer, candidato ao cargo de treinador da franquia. Segundo o jornal Contra Costa Times, o novo dono da equipe californiana, Joe Lacob, planeja viajar para San Antonio nesta quarta para se encontrar pessoalmente com Budenholzer.

No final do mês de abril, Budenholzer negou ter interesse na vaga aberta no Warriors depois que Keith Smart foi demitido ao final da temporada. O assistente disse que preferia manter a parceria com Gregg Popovich. Ele já está com o Spurs há 17 anos, sendo 15 como assistente técnico de Popovich.