Arquivo mensal: maio 2011
Para Parker, Spurs perdeu sua última chance de título


Acabou?
Depois da queda diante do Memphis Grizzlies, Tony Parker parece ter perdido a confiança no atual elenco do San Antonio Spurs. Em entrevista ao jornal francês L’Equipe, o armador disse que acredita que a equipe texana desperdiçou sua última chance de ganhar o anel com este plantel.
“Acho que o time está fora da briga pelo título. Estamos envelhecendo. Precisamos ser realistas. Essa foi meio que a última chance para nós”, disse Parker, revelando que todos ficaram muito tristes com o revés na pós-temporada
“Foi decepcionante para nós. Fui ver Pop no centro de treinamento. Ele estava triste, Tim também. Estamos todos frustrados porque fizemos uma grande temporada regular, quando dominamos. Mas foi um match-up difícil para nós. “Eles dominaram o frontcourt”, completou, referindo-se ao Memphis Grizzlies.
Apesar de cético quanto ao atual elenco, Parker acredita em poucas trocas para a próxima temporada. “É complicado contar com isso. Temos de confiar no draft, mas Pop já fez muitas boas escolhas”, finalizou o francês.
Lance Thomas em pauta

Thomas será avaliado no Spurs
Segundo o site Project Spurs, mais um jogador do Austin Toros será avaliado pelo Spurs. Depois de trabalhar com Leo Lyons, a equipe texana vai receber seu colega de equipe Lance Thomas. O atleta, que pode jogar com ala ou como ala-pivô, tem 22 anos, 2,03m de altura e pesa 102,1kg.
Na última temporada, Thomas disputou 46 jogos, todos como titular, pelo Austin Toros – equipe da D-League filiada ao San Antonio Spurs – e obteve médias de 12,6 pontos (50% FG, 70,3% FT) e 5,5 rebotes em 29,8 minutos por jogo. Diferentemente de seu colega de equipe Lyons, o ala tem um arremesso de três pontos deficiente.
Thomas jogou quatro anos de basquete universitário por Duke. Na temporada 2009/2010 – sua última na equipe – o jogador disputou 40 jogos, e obteve médias de 4,8 pontos (43,9% FG, 74,3% FT) e 4,9 rebotes em 25,3 minutos por partida.
Segundo o Project Spurs, Thomas tem sua envergadura como ponto forte, o que lhe permite defender com eficiência no perímetro e “roubar” rebotes de jogadores mais altos no garrafão.
Quem quiser saber mais sobre o jogador pode segui-lo no Twitter e ler posts a seu respeito no site Toros Nation.
Spurs de olho em Leo Lyons


Lyons foi bem no Toros
De acordo com o site Project Spurs, o corpo técnico do San Antonio Spurs convidou Leo Lyons para um período de treinamentos. O jogador, que completou 24 anos no último dia 6, tem 2,06m de altura e pesa 108,9 kg, e pode atuar tanto como ala quanto como ala-pivô.
Lyons estava no Auston Toros – equipe da D-League filiada ao Spurs – desde janeiro. Lá, disputou 34 jogos – 27 como titular – e anotou em média 14,9 pontos (48,1% FG, 39,2% 3 PT, 69,4% FT) e seis rebotes em 29,6 minutos por partida. Na liga de desenvolvimento, o ala foi eleito o jogador do mês em fevereiro.
O atleta disputou quatro anos de basquete universitário na NCAA. Na temporada 2008/2009, sua última atuando por Missouri, obteve médias de 14,6 pontos (49,3% FG, 35,7% 3 PT, 74,3% FT) e 6,1 rebotes em 23,3 minutos por jogo.
Depois da universidade, Lyons foi jogar no basquete israelense. Na temporada 2009/2010, disputou a Eurocup – espécie de Série B da Euroliga – pelo Hapoel Jerusalém, e obteve médias de 6,1 pontos e 3,6 rebotes em 15,8 minutos por partida. No final do ano passado, antes de se transferir para o Toros, disputou seis jogos da mesma Eurocup pelo Hapoel Gilboa Galil, e anotou em média 3,5 pontos e 3,5 rebotes em 14 minutos.
Segundo o Project Spurs, Lyons é um jogador versátil. É veloz o suficiente para marcar no perímetro, sabe criar seu próprio arremesso, mas também consegue se virar com eficiência debaixo da cesta. No Spurs, poderia fazer o papel de Richard Jefferson – um ala defensor com arremesso de três – ou a de Matt Bonner – um ala-pivô que joga longe da cesta, abrindo espaço para os infiltradores.
Quem realmente tem vaga garantida na equipe?

Recentemente, nosso blogueiro Lucas Pastore escreveu um artigo sobre possíveis trocas para o Spurs, envolvendo Matt Bonner e Richard Jefferson. Dentre as trocas que ele citou, eu gostaria das que envolveram os brasileiros Anderson ou Nenê, mas dificilmente uma delas irá ocorrer, já que o pacote oferecido é relativamente fraco tecnicamente. Thaysaun Prince também supriria a nossa principal carência, podendo ser adquirido no mercado de agentes livres, mas contratá-lo pode ser um tiro no escuro. Para viabilizar as trocas, outros nomes atrativos poderiam ser incluídos: Gary Neal e DeJuan Blair seriam as principais peças para “fechar” o quebra-cabeças. Calma pessoal, é só uma hipótese e o texto está apenas começando.
Trocar um dos melhores novatos pode parecer loucura, seria como ter dispensado Tony Parker ou Sean Elliot na equipe, mas defensivamente desgosto do jogo de Neal. Blair também está estagnado, sem falar que sua altura o prejudica, já que o atleta joga como ala-pivô. Ambos têm ordenados relativamente baixos, logo seriam apenas atrativos para alguma troca.
Supondo que para a próxima temporada houvesse um draft expansionista, a lista dos jogadores protegidos pelo San Antonio Spurs provavelmente seria essa: Tony Parker, Manu Ginobili, George Hill, Tim Duncan e Tiago Splitter. Todos foram draftados pelo Spurs, tendo um forte elo com a equipe. E o trio Parker-Ginobili-Duncan conquistou três títulos para a franquia.
Duncan e Ginobili figuram entre os mais “velhos”, a experiência conta muito, mas a o físico também é importante. O ala-pivô joga duro na defesa, coletando rebotes e bloqueando arremessos; já o argentino rouba muitas bolas e atormenta os adversários. Ambos devem permanecer na equipe e só devem sair caso dê a louca nos dirigentes do Spurs.
Parker está há mais tempo em San Antonio, suas habilidades defensivas (ou a falta delas) suprem-se por sua qualidade ofensiva. Porém, quando ele está mal no ataque, sobra para os demais a tarefa de pontuar. Hill é jovem, mas demonstrou maturidade rapidamente, e pode jogar nas tanto de 1, como de 2 e 3. Seu salário é muito baixo, o que tornaria qualquer troca um desperdício.

Velocidade ou regularidade?
Splitter é calouro, mas já chegou com um bom salário para viabilizar a sua vinda para a NBA. Foi pouco aproveitado, pois Gregg Popovich decidiu lapidá-lo bem antes de testá-lo. Mostrou-se muito bom defensivamente, coletando rebotes e bloqueando, mas ainda se atrapalha em algumas jogadas. A vinda de outros jogadores brasileiros poderia ser um atrativo para mantê-lo na equipe.
Quem acompanhou a equipe durante a temporada sabia que o Spurs cairia logo na pós-temporada. Desde a saída de Bowen, a defesa vai mal. Os “blecautes” que a equipe sofre após ter os jogos ganhos eram preocupantes, e as vitórias no estouro do cronômetro nos faziam felizes, mas era só alegria passageira.
E para você caro leitor, qual seria a lista dos protegidos em um suposto draft expansivo? E para viabilizar uma troca, quem poderia ser oferecido? Opine!
O San Antonio Silver Stars

A partir desse domingo, durante a offseason da NBA, toda semana teremos a nova coluna “Vestiário Feminino”. Roberta Rodrigues, do blog Dentro da WNBA, é torcedora do San Antonio Silver Stars, e toda semana falará sobre o desempenho do time texano na WNBA, a liga americana feminina de basquete.
Existe, em uma grande cidade do Texas, um time chamado San Antonio Silver Stars. A semelhança com o nome do time que intitula esse blog não é coincidência. Ele também é regido pelo Spurs Sports & Entertaiment, divide teto com o Spurs no AT&T Center e ambos têm as mesmas cores em seus logos. Uma das diferenças entre eles é a liga em que jogam. O San Antonio Silver Stars é um dos doze times da WNBA (Women’s National Basketball Association). Podemos dizer que é o “time feminino do Spurs”. Já teve o nome de Utah Starzz (tinha o mesmo dono que o Utah Jazz), de 1997 até 2002, e em 2003 foi comprado pelo grupo de Peter Holt e relocado para San Antonio.

Dan Hughes (Foto por D. Clarke Evans/NBAE via Getty Images)
O técnico do San Antonio Silver Stars é Dan Hughes, que já comandou três times da WNBA: Charlote Sting (1999), Cleveland Rockers (2000-2003) – franquias já aposentadas -, e San Antonio Silver Stars (2005-2009; 2011). Em 2010, deixou o cargo para ser apenas General Manager da equipe. Ele nomeou a australiana Sandy Brondello em seu lugar. Nesse ano, o Stars teve campanha 14-20, e mesmo assim foi para os playoffs, morrendo na primeira fase. Agora, em 2011, ele reassume a liderança do time e traz consigo a ex-veterana Vickie Johnson (que se aposentou no Stars em 2009) e o experiente Steve Shuman.
Esses três, a partir de hoje (15), têm um trabalho árduo a fazer: selecionar quem fica e quem vai embora, as titulares e as reservas. O training camp reduz a lista, que no momento é de 14 jogadoras, para 11 (limite de atletas no elenco para a temporada regular). As novatas Danielle Adams (vencedora da NCAA desse ano), Porsha Pillips e Danielle Robinson aproveitam a oportunidade para mostrar que Dan não errou em suas escolhas no draft. Shanavia Dowdell, apesar de selecionada no ano passado pelo Washington Mystics, ficou de fora da temporada regular, e ganhou uma chance de atuar na conferência Oeste, com o Stars; assim como Ashley Walker, fechou contrato de training camp com a equipe texana. Os novos reforços tratam-se de Kelly Mazzante (ex-Phoenix Mercury), Jia Perkins (do Chicago Sky), Scholanda Robinson (ex-Tulsa Shock) e também a australiana veteraníssima Tully Bevilaqua, que com certeza tem espaço como armadora. Do elenco do ano passado, continuam Jayne Appel, Roneeka Hodges, Ruth Riley, Sophia Young e Becky Hammon, que cumpre o último ano de contrato.

Becky Hammon (Foto por D. Clarke Evans/NBAE via Getty Images)
Dessas, vale ressaltar Becky Hammon. A baixinha (1,68m) entra em sua 13ª temporada, e apesar da idade (34), diz que não pretende parar, e que enquanto seu corpo estiver bem e ela estiver se divertindo em quadra, continuará jogando. Tem alto poder de definir e grande habilidade, adquirida com o passar do tempo em sua cidade natal, Rapid City (South Dakota), no tempo em que jogava com seu pai, seu brother e um amigo dele, fizesse chuva ou sol, e enquanto tivesse luz. Fez faculdade na CSU (Colorado State University), pouco conhecida, e nem ao menos foi draftada. Chegou em 1999 na WNBA, com contrato de agente livre no New York Liberty, e agradou (e muito!). Ficou lá até o draft de 2007, quando foi enviada para o San Antonio. Em 2008, levou o time às finais da liga ao fazer 35 pontos sobre o Los Angeles Sparks, mas o 3-0 do Detroit Shock na final implodiu o sonho texano. A jogadora também foi o centro de uma grande polêmica por ter decidido jogar pela Rússia durante os jogos olímpicos de Pequim, pois nunca era convocada para o selecionado norte-americano. Isso deixou a ex-técnica da equipe estadunidense, Anne Donovan, furiosa. Ela chegou a dizer que um verdadeiro americano não vestia as cores vermelho, branco e azul da Rússia. Mesmo com toda a polêmica, Becky permaneceu firme no leste europeu. Hoje, ela é um dos maiores nomes da WNBA.
No dia 25, o Stars entra em quadra pela primeira vez neste ano. O jogo será contra o Connecticut Sun, pela pré-temporada, e o confronto se repetirá no dia 27. A temporada regular começa no dia 3 de junho, com Minnesota Lynx contra Los Angeles, mas o San Antonio jogará pela primeira vez no dia seguinte, contra o Tulsa Shock, em casa. Acompanhe o Stars nessa temporada de 2011, todo domingo, aqui no Spurs Brasil!
Um abraço, Roberta.
#GoStarsGo
