Porra, Colinas!

Amigos, hoje peço licença neste espaço para não falar sobre NBA. Sei que muitos amigos estão, como eu, empolgados com o excelente momento que o San Antonio Spurs vive, comandado pela frieza de Manu Ginobili nos momentos decisivos. Mas, antes de ser fã da liga americana, sou um grande amante do basquete, e por isso não posso deixar de comentar sobre o absurdo que foi a gestão do treinador espanhol Carlos Colinas à frente da Seleção Brasileira feminina.

Vai tarde!

Colinas foi contratado no início de março, e teria de fazer um trabalho relâmpago para obter bons resultados no Mundial, é verdade. Mas o que chocou não foi a colocação do Brasil, e sim a apatia em quadra e a falta de padrão tático da equipe, tanto no ataque quanto na defesa. Logo após o término da competição, as primeiras críticas já começaram a pipocar em veículos especializados, o que provavelmente pesou para sua demissão.

Porém, a desculpa utilizada para a demissão do treinador ganhou ares de piada. De acordo com a Confederação Brasileira de Basquete, o técnico não poderia continuar à frente da Seleção porque não poderia morar no Brasil. Oras, isso não foi checado no momento da contratação? Isto foi utilizado como desculpa para a CBB para ocultar uma decisão equivocada: a contratação de um técnico sem curriculum.

Hortência e o departamento feminino foram na onda do masculino, que contratou Rubén Magnano, também estrangeiro, para assumir a Seleção Brasileira. Concordo que o basquete brasileiro vive uma carência de técnicos qualificados, que uma renovação é urgente e que um técnico de fora pode ser bem vindo. Mas não qualquer um: Colinas não se mostrou melhor do que qualquer treinador da Liga de Basquete Feminino.

Agora, resta à CBB encontrar um treinador que tenha capacidade para assumir essa Seleção e comandar o urgente processo de renovação que essa equipe precisa. No Brasil, só vejo um nome capaz de fazer este trabalho: Paulo Bassul. Mas, pelo jeito, a rusga com Iziane é insuperável, e a Confederação já escolheu seu lado. Não se surpreendam se esta bucha estrourar nas mãos da ainda inexperiente Janeth

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Sobre Lucas Pastore

Um dos fundadores do Spurs Brasil. Formado em Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2010, é site manager da Fifa e podcaster do Cultura Pop. Cobriu o basquete olímpico na Olimpíada de 2016 pelo LANCE!. Trabalhou também para UOL, Basketeria e mob36.

Publicado em 18/12/2010, em Na linha dos 3. Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. Infelizmente não só no basquete mas tem muitos outros esportes aqui no Brasil que são comandados por pessoas que não sabem absolutamente nada e acham que são donos da razão e estão acima do bem e do mal !!

  2. tiando o futebol pela historia q tem e o volei pela exelente gestao q teve, os esportes coletivos do brasil estao todos nesse jeito, no masculino e no feminino. É triste mais é verdade

  3. Meo dels o POP ta querendo perde esse jogo???? O time ta tomano um cacete no garrafao, os cara pegaro 800 rebote ofensivo e ele dexa o macdysses e o bonner na quadra sendo que nenhum dos dois pega rebote

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