Arquivo mensal: março 2009
Oeste praticamente resolvido

A situação na Conferência Oeste vai se encaminhando para uma decisão antes do que todos esperavam. Na última terça-feira, dia 10 de março, a equipe do Dallas Mavericks bateu o Phoenix Suns por 122 x 117 e enterrou as poucas esperanças que restavam à equipe do Arizona na busca pela classificação aos playoffs.
O Dallas contou mais uma vez com grande atuação de seu astro, o ala-pivô alemão Dirk Nowitzki, que foi fundamental para a vitória com 34 pontos e 13 rebotes, além da contribuição do ala-armador Jason Terry, que mais uma vez saiu do banco para ser um dos destaques da equipe, com 25 pontos.
Pelo lado dos Suns, os destaques foram o armador Steve Nash, com 23 pontos e 13 assistências, e Shaquille O’Neal, que marcou 21 pontos na partida e se tornou o sexto maior cestinha de todos os tempos da NBA, com 27.322 pontos.
Com a derrota, o Phoenix ficou a cinco vitórias do oitavo colocado na Conferência Oeste, o próprio Dallas. Além disso, a moral da equipe anda lá embaixo. Essa foi a quinta derrota consecutiva dos Suns, que parecem já ter jogado a toalha no que se refere às chances de chegar aos playoffs.
Já o Dallas ganha confiança após essa vitória. O time texano não ganhava há cinco jogos fora de casa e não havia batido nenhum adversário de conferência jogando no terreno inimigo.
Parece que a situação do lado Oeste está resolvida. Não vejo a equipe do Phoenix com a força necessária para reagir. Força essa que o time costumava ter, já que, desde a temporada 2004-05, chegou aos playoffs todos os anos. Também não vejo a possibilidade do Dallas ter uma queda tão brusca neste final de temporada regular a ponto de ser ultrapassado. Mesmo com a irregularidade da equipe neste ano, a maioria de seus jogadores é experiente, o que só dificulta as coisas para os Suns.
Mason assume nova função no plano de jogo


Mason tenta a jogada diante dos Bobcats; jogador é cada vez mais importante no plano de jogo de Popovich
Com a contusão de Manu Ginobili, agora Roger Mason Jr. não é mais apenas um titular da equipe do San Antonio Spurs, e sim o principal ala pontuador da equipe. E, de oito dias para cá, o camisa oito vem sendo também a primeira opção para a reserva de Tony Parker, diminuindo os minutos de George Hill. Ontem, diante dos Bobcats, Mason teve sua melhor partida atuando também nessa função.
Com 21 pontos e cinco assistências, Mason permitiu que Parker, um dos principais pilares dos Spurs nessa temporada, descansasse por 12 valiosos minutos, uma vez que o próximo jogo da equipe é diante do temido Los Angeles Lakers.
Em um determinado momento do segundo quarto, Mason fez quatro cestas em quatro posses seguidas dos Spurs, terminando sua “corrida pessoal” com uma bola de três que o deu nove pontos em pouco menos de dois minutos. Sobre isso, o “combo-guard” declarou: “Eu estava com uma boa visão da cesta, e tive ótimos corta-luzes de Thomas. Eu me senti bem ali”.
Popovich parece certo de que a mudança no plano de jogo faz bem tanto para Hill quanto para Mason. Sobre o ultimo, o treinador declarou: “Ele gosta de dividir seu tempo entre a ala e a armação, e ele faz um bom trabalho”.
Sobre os constantes corta-luzes que Mason comandou durante a partida, a maioria em conjunto com Kurt Thomas, o jogador declarou: “Nós temos grandes arremessadores, e se eles (o outro time) caírem no que Kurt e eu estamos fazendo, você pode se livrar e passar a bola para esses caras, e eles estão acertando arremessos. Kurt faz um grande trabalho fazendo corta-luzes, e Fab (Oberto) e Matt (Bonner) são bons também. Não importa quem estiver lá, nós o faremos bem”.
Spurs (43-20) vs Bobcats (28-36) – Roger Mason brilha e acaba com o Bobcats

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Atuando pela segunda noite seguida em casa, o Spurs conseguiu bater o time do Charlotte Bobcats, que vinha de uma sequência de seis vitórias seguidas. O Charlotte, que vem brigando pela primeira vez na sua pequena existência por uma vaga de playoff, está agora atrás do Chicago, que é o oitavo colocado de sua conferência, por apenas um jogo.

Roger Mason, cestinha do jogo, tentando a infiltração. (Photo by D. Clarke Evans/NBAE via Getty Images)
O primeiro período de jogo foi bem equilibrado, disputado de maneira bem acirrada. Porém, no final, Vlad Radmanovic acertou duas bolas do perímetro seguidas, colocando o Bobcats à frente do placar ao final do primeiro quarto de jogo. Após o pequeno descanso, as equipes retornaram para a segunda parte do primeiro tempo. Logo no início, Roger Mason colocou o Spurs de volta à frente do placar com nove pontos seguidos, selando assim uma vantagem de três pontos logo no começo. Tony Parker ainda viria a fazer oito pontos seguidos. Todavia, um blecaute do time texano bem aproveitado pelo adversário fez o jogo ir empatado em 46 tentos para cada lado.

Okafor mostra seu "cartão de visitas" em pleno At&T center. (Photo by D. Clarke Evans/NBAE via Getty Images)
Passado o intervalo de meio de jogo, o terceiro período foi extremamente equilibrado. Ambas as equipes voltaram com gana de vencer, principalmente o Charlotte, que não gostaria de ver a maior sequência de vitórias da hitória da franquia ser sublimada tão facilmente. Com Duncan errando a penúltima posse de bola pelo San Antonio, Raymond Felton mostrou muita frieza ao colocar uma bola no estouro do cronômetro, selando assim a terceira parte do jogo e deixando o placar exatamente igual a esta altura, 71 pontos para cada lado.
Com os derradeiros 12 minutos chegando, a experiência de um time tetra-campeão apareceu. De maneira conturbada, o último período começou, e Roger Mason tratou de colocar o próprio time à frente com mais uma de suas bolas de três pontos. Raja Bell não se fez de rogado e no lance seguinte deu uma de visitante indigesto, empatando o jogo através de uma bola do perímetro. Vendo tudo isso, Pop parou o jogo com um tempo técnico e colocou ordem na casa, tanto é que, depois do tempo, o Spurs passou à frente e não mais perdeu a liderança. Faltando quatro minutos, Roger Mason (sempre ele…) jogou a pá de cal no time de Carolina do Norte com mais uma cesta de três pontos.
Dados os números finais do jogo, o Spurs agora pega o poderoso Lakers, sem Manu Ginóbili nem Drew Gooden. Já o Charlotte pega o canditato ao título do Oeste, Houston Rocktes.
Destaques da partida
San Antonio Spurs
Roger Mason – 21 pontos (5-8 3FG) e cinco assistências
Tony Parker – 21 pontos e sete assistências
Tim Duncan – 18 pontos e 11 rebotes
Michael Finley – 10 pontos
Charlotte Bobcats
Ray Felton – 15 pontos e sete assistências
Gerald Wallace – 14 pontos e sete rebotes
Emeka Okafor – 16 pontos e cinco rebotes
Boris Diaw – Nove pontos e oito rebotes
O Nuggets está assando

Queridos leitores do Spurs Brasil,
em primeiro lugar, peço desculpas por minha ausência na última semana desde espaço que me é destinado. Já em segundo lugar, peço desculpas antes de mais nada pelo infame trocadilho registrado neste título. Mas, bem ou mal, ele registra minhas impressões sobre a fase de um dos times que mais me surpreendeu nesta temporada, o Denver Nuggets.
Respeitado pelos adversários em temporadas anteriores por contar com a dupla Allen Iverson-Carmelo Anthony, o Nuggets passou em 2008/2009 a ser temido justamente após a saída de Iverson, que foi envolvido em troca com o Detroit Pistons. Troca esta que resultou na chegada do armador Chauncey Billups.
Desde a chegada de Billups, o rendimento do time do Colorado só cresceu, e as primeiras posições do Oeste foram consequência. Vitórias, melhoras nos desempenhos de diversos jogadores – entre eles o brasileiro Nenê – e a esperança de se dar bem na pós-temporada criaram um clima misto de euforia e otimismo em Denver.
Pois bem, como nada é perfeito, o clima está ruindo nas últimas semanas. Após o envolvimento de Anthony com novos problemas disciplinares, a equipe caiu de produção, perdeu a liderança da divisão Noroeste para o Utah Jazz e para muitos já pode começar a se preocupar em garantir a vaga nos playoffs rápido, antes que a má fase afete as chances de classificação também.
Analisando esta situação, chego à conclusão de que o Nuggets é uma equipe que tem dentro de quadra muitas coisas que poucas equipes têm: um ótimo armador, um belo pontuador e um garrafão organizado. O que então falta para essa franquia se estabelecer como potência do Oeste e da NBA? Pois respondo que falta cabeça. E enquanto faltar cabeça e atitudes como a de Anthony se repetirem, esqueçam. O Nuggets continuará assando e sendo feito de gato e sapato pelos reais favoritos ao título.


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