Arquivo mensal: março 2008
Spurs vs. Kings – Duelo também nos resumos
Introdução
Em mais uma participação especial no Spurs Brasil, Line resume a partida de hoje na visão de sua equipe, o Sacramento Kings, e nós, do Spurs Brasil, faremos nosso rotineiro resumo, na nossa visão do jogo. Obrigado Line, por mais uma participação em nosso blog.
Equipe Spurs Brasil
89X102
Kings – Problemas na defesa, pane no ataque
Com claras falhas no sistema defensivo e má distribuição de bola no ataque, o Sacramento perde mais uma partida.
Foi um jogo no qual o Sacramento Kings só esteve a frente no placar durante duas oportunidades, no primeiro quarto. Mesmo assim, por vários momentos a impressão passada era a de que o time tinha chances de conseguir uma vitória.
Desde o início do jogo, o armador Kevin Martin demonstrou que teria problemas para pontuar. Isso não só pela sua falta de inspiração nos arremessos, como também pela excelente marcação defensiva do Spurs. Bruce Bowen foi implacável em todos os momentos que foi incumbido de marcar Martin. No entanto, o camisa 23 ainda conseguiu dígitos duplos em pontos, apostando em uma de suas especialidades; cavar faltas que o levam para a linha de lance livre. E foi de lá que ele anotou 15 de seus 20 pontos.
Hoje, os erros de ataque, que tanto atormentaram o Kings durante a temporada, não complicaram a equipe. Foram apenas 11, que permitiram que o San Antonio anotasse seis pontos em resposta. O armador Anthony Johnson, que mais uma vez teve que substituir Beno Udrih, que continua sentindo dores nas costas, foi o que mais cometeu erros, um total de três. Johnson não teve a mesma brilhante atuação da partida contra o Golden State Warriors, quando conseguiu um duplo duplo que incluiu 13 assistências, e dessa vez terminou o jogo com apenas dois passes decisivos. Por sinal, assistências foi um dos quesitos no qual o Sacramento não foi bem hoje. Foram somente 11, contra 27 do time da casa. A defesa também apresentou claros sinais de falha. Por diversas vezes, o Spurs consseguiu cestas fáceis no garrafão, incluindo uma jogada individual na qual o armador Tony Parker converteu uma bandeja após levar a bola de um lado ao outro da quadra, num contra ataque que deixou enfurecido o técnico Reggie Theus.
Durante grande parte dos dois primeiros quartos, o Kings se manteve na partida, e a diferença máxima em favor do Spurs foi de sete pontos. No terceiro quarto, parecia que o time havia voltado decidido a reverter a situação desfavorável, e chegaram a empatar a partida em 58 pontos para cada lado, após Martin converter um lance livre de falta técnica. A partir de então, parecia que o equilíbrio iria ditar o tom do jogo, mas um lance no qual Brad Miller cometeu uma falta flagrante em Manu Ginóbili foi decisivo para acabar com as esperanças do Kings. O ala Ron Artest reclamou com a arbitragem sobre a marcação, alegando que Ginóbili havia revidado em Miller e, no final, o argentino recebeu uma falta técnica. Após esse lance, que ocorreu quando restavam mais de quatro minutos a serem jogados no terceiro período, o Kings marcou apenas cinco pontos, contra 12, e logo a diferença já era de dígitos duplos. No último quarto, não houve nem um esboço de reação do Sacramento.
O Kings agora possui 31 vitórias e 37 derrotas, e continua em busca de uma campanha melhor que a da temporada passada, quando terminou com 33 vitórias e 49 derrotas.
Destaques da partida
Kevin Martin – 20 pontos, 15-17 nos lances livres, 2-12 nos arremessos de quadra
Anthony Johnson – 12 pontos, 5-9 nos arremessos de quadra
Mikki Moore – 9 rebotes
Craque da partida:
O ala Ron Artest foi claramente o melhor jogador em quadra pelo Sacramento. Em várias oportunidades, ele tomou a liderança do time, foi agressivo ao partir para a cesta e anotou pontos importantes.
Estatística: 23 pontos, 7 rebotes, 10-21 nos arremessos de quadra
por Line
Spurs – Mais um belo passeio
Em mais uma grande apresentação da dupla Tony Parker e Tim Duncan, o San Antonio Spurs derrotou o Sacramento Kings no AT&T Center.
O começo da partida foi ruim nos arremessos de quadra para os dois times; o Spurs acertou apenas 22% e o Kings 27%. Faltando quatro minutos para o fim do primeiro quarto, Francisco Garcia fez uma falta ofensiva e se chocou com Robert Horry. Horry saiu mancando, com dores no joelho esquerdo, e não retornou mais ao jogo. Ime Udoka entrou no final do período e anotou 5 pontos, dando ao Spurs a vitória parcial por 19-23.
A segunda etapa começou com o Finley marcando os cinco primeiros pontos do Spurs, mantendo a liderança. O jogo continuou com muitas faltas e erros dos dois lados. Ron Artest anotou 17 pontos para o Kings. Tony Parker fez 13 pontos e Tim Duncan 12 para o Spurs, levando a vantagem do time texano no intervalo para 47-54.
No começo do terceiro quarto, o Kings fez 11-4 contra o Spurs, empatando a disputa em 58-58. Bruce Bowen, com uma cesta de três pontos, colocou o Spurs na frente novamente. Porém, logo depois, Bowen e Ginobili receberam uma falta técnica cada um. O San Antonio estava dominando a partida, terminando mais um período na frente por 68-79.
No último período, o Kings tentou iniciar uma reação, mas não conseguiu engrenar. Logo depois, o Spurs conseguiu fazer 9-2 com seis pontos seguidos de Fabricio Oberto. Depois disso, Popovich tirou os titulares de quadra, e colocou os reservas para terminar a partida. O confronto terminou com uma vitória tranquila pelo placar de 89-102.
O Spurs venceu todos os quartos, mesmo nao tendo feito um grande jogo, e até permitindo o empate do Kings no terceiro período. Eles conseguiram vencer os dois jogos em noites seguidas. Mais uma vez, a nota ruim da noite vai para Manu Ginobili, que fez mais uma partida ruim, anotando 9 pontos, 5 assistências e 2 rebotes. O Spurs está vencendo a série por 2-1, e ainda enfrenta o Kings mais uma vez, no dia 14 de abril, na Arco Arena. O próximo confronto será contra o rival Dallas Mavericks, domingo, no American Airlines Center.
Destaques da partida
Tim Duncan: 21 pontos, 13 rebotes, 2 roubos de bola e 3 tocos
Tony Parker: 19 pontos, 7 assistências e 4 rebotes
Jacque Vaughn: 11 pontos e 7 assistências
Bruce Bowen: 10 pontos e 100% (2-2) em arremessos de três pontos
Kurt Thomas: 7 rebotes
por Glauber da Rocha
Entre em nossa comunidade no Orkut!
RECEBA AS ATUALIZAÇÕES DO SPURS BRASIL DIRETO NO SEU E-MAIL! CLIQUE AQUI E CADASTRE-SE!
Spurs vs. Kings – Temporada Regular

Pré-Jogo – San Antonio Spurs vs. Sacramento Kings
Local: AT&T Center
Horário: 21:30 (horário de Brasília)
Data: 21/03/2008
Situação do jogo
Com uma boa atuação na noite de quinta-feira, o Spurs saiu vitorioso da partida contra o Chicago Bulls, e conseguiu escapar do que seria a quinta derrota consecutiva. Caso isso ocorresse, seria novo recorde para a franquia desde a temporada 1998-99, quando Tim Duncan foi draftado.
Pelo lado do adversário, o Sacramento Kings venceu quatro de suas últimas cinco partidas. Três desses triunfos, contra Blazers, Raptors e Warriors, foram conquistados em casa, na Arco Arena. A outra vitória foi no Staples Center, contra o Los Angeles Lakers. A única derrota foi para o Phoenix Suns, em jogo realizado também fora dos domínios de Sacramento.
O Kings tem 31 vitórias em 67 jogos, não tem mais chances de playoffs e joga apenas para cumprir tabela. Enquanto isso, o Spurs, que venceu 44 jogos em 67 disputados, luta pela vitória para poder subir um pouco mais na disputada tabela de classificação da conferência Oeste. O San Antonio vem com time completo. O Sacramento tem o ala Ron Artest e o pivô Brad Miller com lesões no cotovelo direito e o armador Beno Udrih com dores nas costas; são dúvidas para a disputa de hoje.
Série na temporada (1-1)
02/11: Spurs 96 vs. 80 Kings
O Spurs ganhou com boas atuações de Bonner e Udoka, e ainda acertou 12 cestas de três pontos na partida. O Kings estava sem os armadores Mike Bibby e Beno Udrih, que tinha acabado de ser contratado, e também não contavam com o ala Ron Artest.
26/11: Spurs 99 @ 112 Kings
Em um jogo onde Parker foi o líder em rebotes pelo Spurs, Beno Udrih fez sua primeira partida contra seu ex-time, com uma grande apresentação, sendo o cestinha com 27 pontos, sua maior marca na carreira.
Fique de olho


K-Mart começou bem a temporada, mas se contundiu, com problemas na virilha, e não pode atuar por 18 partidas. Porém, quando retornou a equipe, tornou-se o líder, principalmente após a saída do armador Mike Bibby. Martin é o cestinha da equipe californiana na temporada; ele possui média de 23 pontos por partida, e está na décima colocação de maiores pontuadores da Liga. Nos últimos dois jogos, marcou mais de 30 pontos.
por Glauber da Rocha e Line
Spurs @ Bulls – Uma vitória coletiva
102X80 
Depois da maior sequência de derrotas na temporada, 4, o San Antonio Spurs voltou a vencer, jogando fora de casa, contra o Chicago Bulls. Uma partida que começou equilibrada, mas depois disso foi um belo passeio do time texano.
O Spurs começou com Manu e Thomas no banco. O Bulls teve um início melhor, acertando 5 de 8 arremessos, com cestas de Drew Gooden e Larry Hughes, enquanto o Spurs fez apenas um dos sete primeiros arremessos de quadra. Tim Duncan foi o único do Spurs a marcar nos sete primeiros minutos, fazendo até esse momento oito pontos. No quarto, o Spurs conseguiu converter apenas 34,6% dos arremessos. O primeiro período terminou com vitória do Bulls por apenas um ponto, com 22-23.
No segundo quarto, O Spurs começou com uma cesta de Jacque Vaughn, virando a partida, e, a partir desse momento, não perdeu mais a liderança. O Spurs fez uma marcação eficiente, forçando o Bulls a cometer vários erros, fazendo faltas e perdendo a posse da bola. Foi um grande passeio do Spurs no período, com uma boa contribuição do banco, principalmente de Ime Udoka, que marcou 8 pontos. Foram para o intervalo com vitória parcial do Spurs por 55-37.
Na volta do intervalo, O Bulls voltou jogando melhor, porém o Spurs continuou num ritmo forte, impondo seu jogo. Bruce Bowen marcou seus primeiros três pontos na partida, mantendo o controle para o Spurs. Duncan e Parker fizeram juntos 16 pontos no terceiro período, que terminou 86-64.
O último quarto começou mais lento, e com erros dos dois lados. Bowen começou com sua segunda sexta de três na partida. O Bulls demorou cinco minutos para fazer os primeiros pontos do período. Popovich colocou todos os jogadores do banco para jogar, e todos pontuaram na partida. O jogo terminou com uma boa vitória do Spurs por 102-80.
O Bulls jogou sem o armador Kirk Hinrich, que torceu o calcanhar direito no jogo contra o New Jersey Nets, e acertou durante a partida apenas 37,8% dos arremessos e teve 16 erros em uma apresentação ruim. O banco do Spurs voltou a jogar bem, contribuiu com 37 pontos, e Michael Finley fez uma partida consistente nas tentativas na quadra, com 4 em 6 convertidos. O único problema na partida foi a péssima atuação de Manu Ginobili, com apenas 6 pontos, 4 rebotes, 2 assistências e 2 roubos de bola. O San Antonio Spurs volta a jogar amanhã, contra o Sacramento Kings, no AT & T Center.
Destaques da partida
San Antonio Spurs
Tony Parker: 23 pontos e 6 assistências
Tim Duncan: 22 pontos, 10 rebotes e 3 tocos
Ime Udoka: 13 pontos
Chicago Bulls
Luol Deng: 18 pontos, 7 rebotes e 3 roubos de bola
Drew Gooden: 16 pontos
Ben Gordon: 12 pontos e 8 rebotes
Entre em nossa comunidade no Orkut!
RECEBA AS ATUALIZAÇÕES DO SPURS BRASIL DIRETO NO SEU E-MAIL! CLIQUE AQUI E CADASTRE-SE!
Notícias – Finley em busca de recuperação
Desde o começo do mês de março, o mais duro e cansativo para o Spurs com 18 jogos, ninguém tem se debatido mais do que Michael Finley.
O veterano de 12 temporadas na NBA teve uma grande queda de rendimento, tendo acertado apenas 22 de 80 tentativas de arremessos de quadra, um aproveitamento de apenas 27,5 %.
Coincidentemente (ou não), Finley converteu ao menos 50% dos arremessos em apenas uma partida disputada esse mês; foi nesse jogo, contra o Denver Nuggets, em que o Spurs saiu vitorioso, com o placar de 107-103, e Finley acertou 3 de 6 tentivas. Na altual sequência de quatro derrotas da equipe do Texas, o camisa #4 do time de San Antonio converteu apenas 6 de 24 arremessos.
No entanto, o técnico Greg Popovich optou por deixar Finely como titular na partida contra o Boston Celtics, e disse ter a intenção de mantê-lo no quinteto inicial durante o restante da temporada regular. Manter Finely como titular pode ser considerado como um voto de confiança de Popovich, mas o próprio jogador sabe que precisa melhorar seu aproveitamento.
“Não há nada que os treinadores possam fazer”, comentou. Finely disse também que tem plena confiança em sua melhora e que em breve estará acertando mais que errando.
Artigo – O libertador de San Antonio – Parte II
Chegamos finalmente à parte mais conhecida da carreira de David Robinson, sua participação na NBA, jogando somente pelo San Antonio Spurs. E como dito no primeiro artigo, a entrada de Robinson na liga de basquete dos EUA foi cercada de obstáculos, e por muito pouco quase não aconteceu. Afinal, após cumprir os dois anos necessários na marinha norte-americana, David quase trocou o basquete pela ginástica e, após decidir seguir no basquete, se especulava sobre uma possível renovação com o time texano, uma vez que Robinson seria agente livre antes mesmo de estrear.

Mas o pivô decidiu continuar em San Antonio e jogar pelo time que havia aberto suas portas no momento do draft de 1987. A estréia ocorreu na temporada de 1989/1990, e não podia ter sido melhor para David e os Spurs. Logo de cara, o jogador causou grande impacto na liga, que o aguardava ansiosamente devido aos dois anos de expectativa criada. Primeiramente, foi apelidado de “Almirante”, graças aos serviços prestados para a marinha dos EUA. Agora ele era David “The Admiral” Robinson, novamente com sua camisa 50, liderando o San Antonio após pífia campanha do time na temporada anterior.
O recorde em questão do San Antonio Spurs foi de 21 vitórias e impressionantes 61 derrotas. A missão do Almirante seria mais complicada do que ele poderia imaginar. E são em situações controversas e complicadas que se separam os grandes jogadores dos jogadores que serão lendas. Robinson escolheu ser uma lenda e, em apenas uma temporada, colocou o Spurs nos playoffs da NBA, com surpreendente campanha de 56 vitórias e 26 derrotas, uma melhora de 35 triunfos em relação ao recorde passado.
Essa significativa mudança mostrava qual seria o impacto de Robinson na liga. O prêmio de melhor novato da temporada foi apenas conseqüência para um jogador que teve médias de 24,3 pontos, 12,0 rebotes e 3,9 bloqueios em sua primeira época entre os profissionais. Ainda naquele mesmo ano, o Almirante levou seu time à semi-final de Conferência, onde perdeu para o futuro vice-campeão da NBA Portland TrailBlazers.
Essa temporada seria o bastante para que David Robinson ficasse para sempre na memória e nos corações dos torcedores texanos. Mas ele fez mais, muito mais. Antes de expor seus outros incríveis feitos dentro da NBA, é necessário fazer uma importante ressalva: a participação de Robinson no time de basquete mais admirado de todos os tempos, a seleção norte-americana de basquete nas Olimpíadas de 1992, em Barcelona. Michael Jordan, Larry Bird, Charles Barkley, Magic Johson e o próprio Robinson eram apenas alguns dos jogadores daquele time que encantou o mundo e levou para casa a medalha de ouro da primeira Olimpíada onde se permitiu a participação de jogadores profissionais. O Almirante poderia estar vivendo seu sonho em 1992, mas nem imaginava as glórias que o destino reservava para ele.

Ainda em 1992, foi eleito o Jogador Defensivo do Ano, com médias de 23,2 pontos, 12,2 rebotes, 2,3 roubadas de bola e 4,5 bloqueios por jogo. A carreira meteórica ainda permitiu que ele fosse eleito duas vezes consecutivas para o NBA All First Team em quatro anos de liga, nos anos de 1991 e 1992. Se formos enumerar todas as vezes que Robinson foi eleito para melhores times e melhores times defensivos, teríamos que criar outro artigo.
Após quatro anos de liga, na temporada 1993/1994, Robinson travou um impressionante duelo com o então jovem pivô do Orlando Magic Shaquille O’Neal pelo posto de maior cestinha da temporada regular. E a vitória foi do Almirante, que com incríveis 71 pontos no último jogo da temporada, contra o Los Angeles Clippers, garantiu a vitória naquela época. Vitória essa que impulsionou Robinson a vencer na temporada seguinte o prêmio individual mais importante da NBA, o de MVP da temporada regular.
Medalha de ouro olímpica, reconhecimento na NBA, eleito MVP, melhor jogador de defesa, cestinha de uma temporada, nomeado como um dos 50 maiores jogadores da história, parecia que nada faltava ao Almirante. Nada exceto um anel de campeão da NBA. E a conquista desse anel começou de maneira muito dolorosa para o jogador e para os torcedores do Spurs.

Ainda na pré-temporada de 1996/1997, Robinson se machucou seriamente, e ficou impedido de jogar na maior parte daquele ano. O resultado para o Spurs foi óbvio; recorde de 20 vitórias e 62 derrotas. Com tal campanha, restou ao time texano a primeira escolha no draft seguinte. E essa primeira escolha foi a medida que faltava para que o Spurs pudesse ser campeão. Um grande jogador fora draftado pelo time de San Antonio. Sua primeira opção não era ser jogador de basquete e sim nadador, mas uma tragédia o impediu. Seu nome? Tim Duncan. E junto com Robinson formou a dupla de garrafão que ficou conhecida como “As Torres Gêmeas”.
Agora, era só uma questão de entrosamento para que o título viesse. E veio na fatídica temporada de 1998/1999, época que ficou marcada por ter tido apenas 50 jogos, graças à crise instaurada na NBA e à greve de jogadores. Com 50, 80 ou 100 jogos, o que interessa é que as Torres Gêmeas entraram em ação e mostraram ser uma das melhores duplas de garrafão da história. Após bater Minesotta Timberwolves e Los Angeles Lakers nos playoffs, o Spurs se vingou do TrailBlazers e venceu a final da Conferência Oeste, obtendo a vaga na grande final da NBA contra o New York Knicks. E após um 4×1 contra o time de Nova York, o Spurs e David Robinson sagravam-se campeões pela primeira vez da NBA.

David Robinson havia conseguido. Transforamara o Spurs em time grande na Liga. Conseguiu o único título que faltava em sua gloriosa e meteórica carreira. O Almirante havia finalmente libertado o Spurs; ele havia dado, ao entrar para a equipe, o primeiro passo do que futuramente seria o início de uma dinastia. David se retirou em 2003, e conseguiu fazer de sua aposentadoria ser uma grande festa. Uma comemoração ao segundo título obtido pelo Spurs. O Almirante deixava a NBA com dois anéis de campeão. Passava o bastão para Tim Duncan, que ainda conquistaria mais dois títulos (por enquanto!). Marcava seu nome na história como grande homem e jogador que foi. Ficará para sempre na memória dos torcedores do Spurs e dos amantes do basquete como o Almirante, como o homem que libertou San Antonio.
Médias de David Robinson na NBA
Carreira
Jogos: 987
Minutos jogados: 34271 (34,7 por jogo)
Pontos: 20790 (21,1 por jogo)
Rebotes: 10497 (10,6 por jogo)
Bloqueios: 2954 (3,0 por jogo)
Roubadas de bola: 1388 (1,4 por jogo)
Assistências: 2441 (2,5 por jogo)
FG%: 51,8
FT%: 73,6
Playoffs
Jogos: 123
Minutos jogados: 4221 (34,3 por jogo)
Pontos: 2222 (18,1 por jogo)
Rebotes: 1301 (10,6 por jogo)
Bloqueios: 312 (2,6 por jogo)
Roubadas de bola: 151 (1,3 por jogo)
Assistências: 280 (2,3 por jogo)
FG%: 47,9
FT%: 70,8
All-Star Games
Jogos: 10
Minutos jogados: 184 (18,4 por jogo)
Pontos: 141(14,1 por jogo)
Rebotes: 62 (6,2 por jogo)
Bloqueios: 13 (1,3 por jogo)
Roubadas de bola: 13 (1,3 por jogo)
Assistências: 8 (0,8 por jogo)
FG%: 58,8
FT%: 69,5
Prêmios e indicações
10 vezes indicado ao prêmio de MVP, vencendo uma vez (1995)
Jogador com mais jogos na temporada (1990,1991)
Jogador com mais bloqueios na temporada (1991,1992)
Melhor reboteiro da temporada (1991, 1996)
Cestinha da temporada (1994)
NBA All First Team (1991, 1992, 1995, 1996)
NBA All Second Team (1994, 1998)
NBA All Third Team (1990, 1993, 2000, 2001)
All-Defensive First Team (1991, 1992, 1995, 1996)
All-Defensive Second Team (1990, 1993, 1994, 1998)
Segundo maior cestinha do Spurs, atrás apenas de George Gervin (se contarmos apenas jogos da NBA, Robinson é o maior, uma vez que Gervin marcou 4219 jogando no Spurs em sua época da ABA)
Escolhido para o Hall da Fama da NBA como um dos 50 maiores jogadores da história.

