Arquivo mensal: março 2008
Spurs 35 anos – O “Air”gentino
Confesso ser um fã recente de basquete. Por muito e muito tempo, para mim, existia apenas o futebol; e com um olhar filtrado, parcial, com todas as minhas análises sofrendo influência direta da minha paixão pelo Palmeiras. Isso tudo começou a mudar em 2004.
Com 16 anos já completados, começava meu amadurecimento, na vida e, especificamente, no esporte. Naquele ano, os Jogos Olímpicos voltavam a seu berço, a Grécia, e eu vi o quão graciosamente mais amplo o mundo do esporte é do que apenas o futebol brasileiro.
De tudo o que vi, uma modalidade em específico me chamou a atenção; o basquetebol. Lembro de grandes jogos, cheios de emoção, como Lituânia 94 x 90 Estados Unidos e Espanha 76 x 68 Sérvia e Montenegro, país hoje extinto. E, de todas aquelas seleções, uma delas me chamou a atenção.
Nossos hermanos, justo eles, arquirivais no meu até então esporte único, me encantavam, com sua seleção que contava com Oberto, Scola, Nocioni e, principalmente, ele; Emanuel Ginóbili, o maestro que comandou a orquestra portenha, algoz outras grandes equipes, como Grécia (69 x 64 nas quartas), Estados Unidos (89 x 81 nas semi) e Itália (84 x 69 na final).
O último jogo, disputado no dia 28 de agosto, foi algo impressionante. Depois de uma vitória no primeiro tempo por 43 x 41, Manu Ginóbili, o craque daquela seleção, comandava sua esquadra a atropelar a Itália de Sorana e Rombaldoni; o jogo, que chegou a estar empatado em 51, terminou com esmagadores 84 x 69 para nossos hermanos, pela primeira vez campeões olímpicos.
A partir de então, o basquete se tornou tão importante quanto o futebol em minha vida. O encanto de Emanuel Ginóbili me fez me interessar pelo esporte, e minhas escolhas não poderiam ser outras; passei a acompanhar a NBA, principal liga de basquete do mundo, e torcer para o San Antonio Spurs, time de Manu.
A partir de então, aprendi a idolatrar também Tim Duncan, a admirar o jogo de Tony Parker. Li sobre a importância do almirante Robinson para a história da esquadra. Aprendi o quanto que o jogo em equipe é fundamental, e a importância que Bowen, Finley, Horry e Oberto tiveram e/ou têm para o time. Mas um ajudou para que minha paixão pelo basquetebol não fosse algo passageiro.
Logo em minha primeira temporada como fã, já pude comemorar o título mais importante do basquete mundial de clubes. Em uma emocionante final de 7 jogos, cheias de reviravoltas, troca de favoritismo, troca de vantagem, levamos a melhor sobre o até hoje respeitadíssimo Detroit Pistons, conquistando nosso tri-campeonato na NBA.
Naquela noite, o Pistons, que contava com um fortíssimo quinteto inicial (Billups, Hamilton, Princi e os Wallaces) chegou a estar 9 pontos na frente; algo preocupante, se tratando de um time tão bom defensivamente como o de Detroit. Mas, como acontece há muito tempo na NBA, os Spurs não dão chance jogando em casa nos Playoffs. E, naquela noite, não foi diferente. O jogo terminou 81 x 74, para a alegria do novo fã do time, Lucas Pastore.

Duncan foi preciso e eficiente como sempre, com 25 pontos e 11 rebotes. Horry, nosso então sexto homem, contribuiu com 15 pontos e 5 rebotes. Mas, novamente, o que me encantou foi a beleza do jogo daquele argentino; Emanuel Ginóbili, com seus 23 pontos, 5 rebotes, 4 assistências e 1 roubada de bola se transformou no meu grande ídolo do basquete, lugar que ocupa até hoje.
Viradas, dinamismo, correria, jogo em equipe. Coisas que me encantam no basquetebol e que vi condensadas naquele 23 de junho de 2005, no jogo 7 entre Spurs e Pistons. Talvez, por isso, jamais esquecerei essa data como início da paixão que nutro pelo San Antonio Spurs.
San Antonio Spurs @ Orlando Magic – Spurs “mágico”
107 x 97 
O jogo começou muito equilibrado, com Tim Duncan tendo muitas dificuldades em parar Dwight Howard. O Spurs começou com o já conhecido quinteto titular Parker-Finley-Bowen-Duncan-Oberto, com Manu Ginobili começando novamente no banco, mas diferente das últimas partidas, Finley começou muito bem, e marcou 10 pontos só no primeiro quarto. O Orlando Magic igualava a partida, alternando jogadas no garrafão com Howard e arremessos precisos, tanto de 2 quanto de 3 pontos, de Dooling (substituindo Jameer Nelson que saiu lesionado) e Lewis. Os ataques superavam as defesas, e o primeiro período acabou com vitória dos donos da casa por 28-29.
O segundo período começou equilibrado da mesma forma, mas com o Magic se sustentando a frente no placar com magra vantagem. No decorrer do quarto, o Spurs ficou por um período de aproximadente 2 minutos sem pontuar, e cedeu uma vantagem de cerca de 8 pontos para o Orlando, mas, depois desse pequeno apagão, os texanos buscaram a virada e, nos segundos finais, venciam por 2 pontos. Restando apenas sete segundos, Arroyo converteu uma bola de 3 pontos, mas ainda houve tempo para Bowen responder na mesma moeda e também converter de 3, e o Spurs foi para os vestiários vencendo por 58-56.
O time texano voltou na marcha lenta do intervalo, permitindo que o Magic abrisse uma razoável vantagem. Mas voltou a imprimir um ritmo forte na defesa; Duncan acertou a marcação em Howard, e a equipe virou novamente a partida e abriu vantagem de 7 pontos, graças principalmente à arremessos de 3 pontos de Bowen e Udoka e também à boa atuação de Finley. Final de terceiro período, 80–73 a favor dos visitantes.
O último e derradeiro período foi o mais tranqüilo para o San Antonio Spurs, que em momento algum perdeu a liderança, controlando o jogo e se mantendo à frente sempre com uma pequena vantagem. Quando restavam cerca de 1:30 minutos para o final, o Spurs ostentava uma vantagem de 11 pontos. Aí foi só administrar.
Vale destacar a ótima partida de Finley, se recuperando de suas péssimas atuações nas últimas partidas. Outro fator a ser destacado foi o esquema utilizado por Popovich, jogando com quatro “homens leves” e apenas Duncan no garrafão. Foi um esquema que funcionou muito bem contra o Orlando, que joga parecido, com Lewis jogando mais fora do que dentro do garrafão.
Destaques da partida
San Antonio Spurs
Manu Ginobili: 28 pts, 2 rbs, 5 ast
Tim Duncan: 19 pts, 15 rebs, 4 bloqueios
Michael Finley: 24 pts, 3 rebs, 1 ast
Orlando Magic
D. Howard: 24 pts, 21 rebs, 2 bloqueios
R.Lewis: 24 pts, 7 rebs
K. Dooling: 19 pts, 3 ast, 4 roubos de bola
Notícias – O melhor sexto homem da década
Por que raios Manu Ginóbili começa seus jogos vindos do banco de reservas? Essa é uma pergunta que só pode ser respondida por uma pessoa: o responsável por manter o argentino nessa posição, Gregg Popvich. Enquanto isso, a hipótese (e somente hipótese) que ganha cada vez mais força é a de que o ala-armador e sua equipe almejam uma vitória individual no já famoso Prêmio de Melhor Sexto Homem da NBA.
Se esse é ou não o objetivo nós, reles espectadores, nunca saberemos. Mas, se for, está sendo, e como, muito bem cumprido. Afinal, o jogador atinge hoje médias superiores aos 20 pontos por partida, feito que não acontece desde 1991 para o “sixth man” da NBA. Sendo assim (e com a vertiginosa queda de produção de Leandro Barbosa) Manu se torna favorito ao prêmio nessa temporada.
Mas que ele é titular e que tudo isso é… “jogo de cena”, ninguém discorda.
Artigo – O verdadeiro Bowen
Há algum tempo atrás, escrevi um artigo sobre os “carregadores de piano” do Spurs. E muitos se perguntaram por que eu não havia citado Bruce Bowen. Simples; Bowen tem um papel tão fundamental na equipe que merece um artigo especial somente sobre ele, passando por sua infância difícil, pelo basquete da Europa e chegando até sua trajetória vitoriosa e polêmica na NBA.

“70% do planeta é coberto por água, o restante por Bruce Bowen”. Cartazes com essa frase são ostentados pelos torcedores de San Antonio em praticamente todas as partidas no AT&T Center. Isso demonstra o quanto o veterano de 36 anos é querido pela torcida.
Mas, antes de chegar ao Texas para jogar pelo Spurs, Bowen teve uma trajetória um pouco diferente dos outros jogadores, pelo fato de não ter sido draftado.
Nascido em Merced, na Califórnia, Bowen teve uma infância difícil; sua mãe era viciada em drogas e a família passava necessidade. Bruce Jr. passava seus dias jogando basquete nas ruas, e tornou-se estrela na escola local Edison High School. Recebeu bolsa de estudos e foi jogar pela faculdade Cal State Fullerton, onde jogou por 101 vezes, anotando médias de 11,4 pontos e 5,8 rebotes por jogo.
Bowen entrou para o draft da NBA em 1993, mas, mesmo após uma boa temporada como senior (4º ano como jogador universitário), não foi selecionado por nenhuma equipe. E, diante desse cenário, Bowen mudou de equipe diversas vezes entre 93 e 97 passando pelo basquete francês com o Le Havre, em 1993–94, e com o Evreux, na temporada seguinte. Em 1995-96, retornou aos Estados Unidos, onde jogou pelo Rockford Lightning, da CBA. Na temporada seguinte, voltou a França, com Besançon, antes de retornar novamente para o Lightning em fevereiro de 1997.
Em 1997, Bruce Bowen teve sua primeira aparição na NBA. E foi uma aparição relâmpago. No dia 16 março daquele ano, Bowen jogou por 1 minuto pelo Miami Heat em partida contra o Houston Rockets, anotando apenas um bloqueio. Nas duas temporadas seguintes, Bowen apareceu em 91 partidas jogando pelo Boston Celtics, mas sempre com estatísticas discretas. Aliás, Bowen nunca se destacou por estatísticas espetaculares.
Em 1999-00, Bowen inicou a temporada jogando pelo Philadelphia 76ers; apareceu em 42 partidas e foi trocado junto ao Chicago Bulls, sendo imediatamente dispensado. Então, como agente livre, assinou com o Miami Heat, onde concluiu aquela temporada e também jogou a seguinte, quando, pela primeira vez na carreira, jogou todos os 82 jogos da temporada regular, e foi nomeado para o segundo time ideal de defesa da liga.
Finalmente em 2001-2002 chegou ao San Antonio Spurs, onde permanece até hoje. E foi no time do Texas que Bowen entrou em sua melhor fase na carreira (e a mais polêmica também). O camisa #12 ganhou três anéis de campeão com o Spurs, em 2003, 2005 e 2007, sendo fundamental em todos eles, desempenhando um importante papel defensivo, marcando sempre a “estrela” da equipe adversária, o que o fez ganhar o reconhecimento da torcida e também da NBA, que o premiou nomeando-o 2 vezes para o segundo time ideal de defesa e, atualmente, 4 nomeações seguidas para o All-Defense First Team. Recentemente, Bowen conseguiu uma sequência de 500 jogos sem se ausentar de nenhum, algo raro hoje em dia no basquete de alto nível e de força física da NBA.
Apesar de toda a polêmica o envolvendo, com muitos o considerando um jogador desleal, Bruce Bowen sempre é lembrado nas listas para o prêmio de jogador de defesa do ano, um reconhecimento ao esforço e dedicação de um dos melhores defensores da história do San Antonio Spurs e, porque não, da NBA.
Ficha Técnica:
Nome: Bruce Bowen Jr.
Data de Nascimento: 14/06/1971
Local de Nascimento: Merced, Califórinia
Peso: 91 Kg
Altura: 2,01 m
Posição: Ala
Médias na carreira (por partida):
Temporada Regular:
Pontos: 6,4
Rebotes: 2,9
Assistências:1,3
Roubos de bola: 0,9
FG: 40,8 %
3 PT: 39,1%
Playoffs:
Pontos: 6,0
Rebotes: 2,8
Assistências:1,3
Roubos de bola: 0,8
FG: 39%
3 PT: 42,1%
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Pré-Jogo – Spurs @ Magic
Pré-Jogo – Spurs @ Magic
Local: Amway Center
Horário: 20:00 (Horário de Brasília)
Data: 25/03/2008
Situação do jogo
Já classificado para os playoffs da atual temporada, o time da Flórida recebe o Spurs sem muitas pretensões, uma vez que a conquista de sua divisão também já está praticamente assegurada. Já o time de San Antonio vem embalado, após a terceira vitória consecutiva depois de um período de quatro revezes seguidos.
Em seus últimos quatro jogos, o time de Duncan e cia. venceu três e perdeu um, sendo que metade desses jogos (vitórias contra Mavericks e Bulls) foram jogados nos domínios adversários. Já o time do Superman Dwight Howard jogou três de seus últimos quatro jogos na terra da Disney. Nessas quatro partidas o Orlando somou duas vitórias e duas derrotas.
É a chance do San Antonio Spurs embalar e do Orlando Magic ir cada vez mais garantindo o título de sua divisão. O jogo vale também pelo excelente duelo de garrafão entre Duncan e D12 e pelo duelo estrangeiro envolvendo o astro Manu Ginóbili e a grata surpresa da temporada Hedo Turkoglu.
Série na temporada (1-0)
21/11 – Magic 110 @ 128 Spurs
No único jogo entre as equipes na temporada, no AT&T Center, quem se deu melhor foi a equipe do Oeste, com grande vitória por 128 a 110. Destaca-se nesse confronto as belíssimas atuações de cinco jogadores: Turkoglu e Howard pelo time da Flórida e Parker, Manu e Duncan pelo time do Texas. Juntos, esses jogadores anotaram 139 pontos, sendo resposáveis por 59% da pontuação do duelo. Fora esses cinco, ainda destacou-se na partida o ala-armador Brent Barry, que teve aproveitamento de 5-6 em bolas de três pontos
Na pré-temporada, as equipes se enfrentaram em Orlando, do dia 25 de outubro, com vitória para o time do Leste. Mas a partida não teve valor nenhum senão o de treino.
Fique de olho

Hedo Turkoglu

O jogador turco vem fazendo uma grande temporada, e tem sido fundamental para a boa campanha do Orlando Magic, ao lado das estrelas Rashard Lewis e Dwight Howard. Com médias de 19,9 pontos, 5,9 rebotes e 4,9 assistências por jogo, o ala é um dos principais favoritos ao título de MIP (jogador que mais evoluiu, em inglês Most Improved Player) da temporada 2007/08. Hoje, deve travar um duelo interessante entre estrangeiros com o ala-armador argentino Manu Ginóbili.
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