Arquivo mensal: março 2008
Nada sério, por enquanto

Manu Ginobili nos vestiários antes de entrar em jogo (globo.com)
O ala-armador do Spurs, Manu Ginobili, tinha uma grande bolsa de gelo colocada em suas costas assim que se vestiu depois do jogo contra o Suns; o resultado de um arremesso difícil executado por ele. Porém, ele disse que é apenas um inchaço típico de pós-jogo.
“Eu não sei o que é , está doendo um pouco, mas estou bem”, disse Manu.
Notícias – “Nós não estamos no mesmo nível”
Nos últimos 13 jogos, 11 vitórias e apenas duas derrotas. Campanha que rendeu ao San Antonio Spurs uma das primeiras colocações da disputadíssima Conferência Oeste. E reparem que na atual temporada a Conferência citada está com nível de disputa muito maior que o da temporada passada. Mesmo assim Gregg Popovich não parece estar satisfeito.
Após a derrota por 13 pontos para o Denver Nuggets, na casa do adversário, Pop foi enfático e disse: “O time desse ano não está jogando bem como o do ano passado jogou nessa altura do campeonato”. Ainda segundo o treinador, o time ainda tem muito o que melhorar nos aspectos físico e psicológico para almejar o título da Liga.
Entretanto, os adversários parecem não compartilhar da impressão de Pop. Mike D’Antoni, técnico do Phoenix Suns, adversário dessa tarde (16:30, horário de Brasília) do Spurs disse que sabe que a equipe de San Antonio é um grande time e tem um grande técnico, que está fazendo apenas um “jogo de cena” para que seu time não seja aquele a ser batido nos playoffs.
Spurs 35 anos – Spurs @ Knicks, 1999
Nasci em 1990; na data de 25 de junho de 1999 tinha apenas 9 anos. Não vou dizer que naquele momento nasceu um torcedor apaixonado. Não, na época eu ainda estava aprendendo o que era ser torcedor de futebol, começando a ir em estádios lotados e ver meu time ser imbátivel dentro do futebol brasileiro. Eu não entendia nada de basquete, só sabia da existência de uns caras como Michael Jordan, Larry Bird e… David Robinson.
Eu gostava do Jordan por causa do Space Jam e não por seus feitos impressionantes em quadra. Gostava do Bird porque ele participava do Space Jam na hora em que Michael é absorvido por Pernalonga e cia…

Gostava de David Robinson graças àquele 25 de junho. Talvez tenha sido algo programado, que tivesse que acontecer. Nos horários da NBA eu costumava estar dormindo. Mas lembro bem que não peguei no sono naquela noite. Fui para a sala e liguei a TV. Admito que não lembro se o que passava naquele momento era o jogo em si ou apenas os melhores momentos em um programa do tipo do Sportscenter. Sei que bastaram duas ou três jogadas daquele monstro para eu começar a me interessar por basquete. Ora, o time era preto e branco como meu time no futebol, tinha acabado de ganhar um jogo (e eu nem sabia que era a final, vim a saber dias depois) e ainda tinha aquele cara, que só de olhar quem o marcava metia uma moral absurda. E ainda tinha junto dele aquele garoto, alto, desengonçado e que depois veio a ser meu maior ídolo no basquete. Sim, Tim Duncan…

Pois bem, repararam que eu não falei sobre um detalhe técnico do jogo? Porque eu não sei dizer sobre uma jogada ou um lance de efeito daquele dia. Sei dizer que fechou em 4×1 a série final dos playoffs da NBA que confrontou o Spurs das Torres Gêmeas com o Knicks de Patrick Ewing. Sei dizer que aquele dia despertou em mim um sentimento muito forte. Sentimento esse que passou a crescer de três ou quatro anos para cá, quando passei a compreender melhor o que se passava naquele campeonato.
De lá pra cá, assisti videos daquele jogo, jogadas daquele jogo, mas nada me tocou tanto quanto ver os melhores momentos (ou seria o jogo mesmo?) naquela madrugada. O placar hoje nem me interessa. Para os interesados, Spurs 78 @ 77 Knicks. Já se passaram quase nove anos. Hoje tenho orgulho em dizer que sou um Spurs. Obrigado David Robinson, obrigado Tim Duncan. Parabéns San Antonio Spurs, por seus gloriosos 35 anos jogados na maior liga de basquete do mundo. E que venham muito mais títulos para você, para nós.


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